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Manutenção, Adaptações e Soluções Técnicas NISSAN FRONTIER - GERAÇÃO 2017.

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  • 18/10/2023, 15:49
    Gheno
    [QUOTE=Edumar;2556692]Amigos, vamos entender uma coisa primeiro: garantia normalmente é para defeitos de fabricação.

    Então Edu, e combustível ruim que faça dar problemas no dpf, filtros, motor, etc....pelo que entendi que você escreveu a fábrica vai provar que não é falha dela e sim de fator externo. Seria isso?

    A não ser que tenhamos diversos carros a diesel com os mesmos problemas.....aí seria falta de "tropicalização", como eles chamam....e seria defeito de fábrica do carro ao abastecer aqui no nosso país?
  • 18/10/2023, 16:40
    Edumar
    Citação:

    Postado originalmente por Gheno Ver Post
    Então Edu, e combustível ruim que faça dar problemas no dpf, filtros, motor, etc....pelo que entendi que você escreveu a fábrica vai provar que não é falha dela e sim de fator externo. Seria isso?

    A não ser que tenhamos diversos carros a diesel com os mesmos problemas.....aí seria falta de "tropicalização", como eles chamam....e seria defeito de fábrica do carro ao abastecer aqui no nosso país?

    Olá Gueno

    Veja bem, isso é um pouco mais complexo.
    Temos combustível ruim por razão de adulteração, e aí o fabricante não vai conceder a garantia, afinal você abasteceu o seu carro com um produto inadequado.
    E temos o combustível ruim por característica dele própria, por exemplo, diesel com excesso de adição de biodiesel, que é o nosso diesel :mrgreen:
    Nem vou falar do aumento de proporção de álcool na gasolina, que também causa problemas a alguns motores.
    Mesmo o fato do nosso diesel não ser de boa qualidade, ele é aprovado para uso em nossa frota de veículos, o governo aprovou e liberou a mistura, e não duvide que caso você processe o governo vão surgir centenas de laudos "respeitados" dizendo que o nosso diesel é adequado, mesmo que todos nós saibamos que não.
    Com o tempo, é natural a formação de maior carbonização no motor e de outros problemas que vão obrigar a uma manutenção antecipada, e o consumidor vai ter que arcar com isso, a não ser que esse povo um dia adquira consciência própria e questione a qualidade do combustível, mas, cá entre nós, temos picape que matou e continua matando muita gente com a fama de capotar, mas muita gente acha graça e compra. Então, não espere também que o povo acorde com relação ao problema da baixa qualidade de nosso diesel.

    Por outro lado, temos relatos de problemas que estão acontecendo com os novos motores da Ranger que não estariam se adaptando à qualidade de nosso diesel. Nesse caso a fábrica não pode provar que se trata de fator externo, porque ela deve lançar aqui um produto capaz de funcionar com o nosso diesel.
    Por exemplo, você não pode trazer um aparelho de som do Japão, onde a alimentação é de 100 volts e querer se isentar do fato deste equipamento queimar em nossa rede de 127 ou 220V.
    Neste caso, a Ford não pode alegar que o nosso combustível não atende as exigências de sua picape, pois vendeu ela aqui tendo conhecimento do fato. Neste caso, a responsabilidade é do fabricante, sem dúvida.

    O que me parece acontecer aqui é que com a saída da Ford do Brasil, virando uma mera importadora, ela não se preocupou em desenvolver um produto tropicalizado, e empurrou o modelo aqui, se der certo, deu, se não der, tanto faz, ela já não tem mesmo tanto interesse no Brasil, trazendo monstruosidades como o chinesinho Territory que é um modelo chinês de baixa qualidade de uma fábrica sem expressividade, ou uma Transit que nem é fabricada por ela, mas por uma terceirizada uruguaia em decadência.
    Vimos como o ela tratou o Ecosport, o Fiesta, o Ka, o Troller e outros, abandonando graves defeitos crônicos e deixando o mercado propositalmente sem peças, pois o que ela deve desejar é que esses modelo acabem logo num depósito de ferro velho.
    Vimos os Bronco também apresentando problemas aqui, e nenhuma reação da fábrica, e a própria picape Maverick, que segundo a Ford ia desbancar a Toro... deu no que deu. Com concessionárias falido, faltando peças, sem interesse em melhorar uma imagem que já está bastante desgastada, eu duvido que ela vai se preocupar em adequar a Ranger. No máximo, vai fazer alguma gambiarra e continuar vendendo até se tornar mais um fracasso.
    Porém, o consumidor, nesta situação, pode ser ressarcido dos valores pagos e pedir até danos morais pelos sofrimentos causados. O consumidor estará com a razão neste caso.
    Tenho visto muitas queixas de problemas do novo modelo em grupos de whatsapp, e na minha opinião, o modelo não sofreu nenhum ajuste para o nosso mercado. Foi jogado aqui de qualquer jeito.
    Mas vou te contar um segredo, é muito provável que os compradores do modelo se silenciem com medo de desvalorizá-lo ou de não conseguirem vendê-lo depois, como estão fazendo com o Maverick, com a maioria dos compradores muito arrependidos.
    Aliás, não se surpreenda se a Maverick tiver um aumento de emplacamentos neste mês, pois muitas unidades foram faturadas para as concessionárias e para o sistema de assinatura da ford.

    Mas, tudo isso já era esperado. Só não previu quem não quis.
  • 18/10/2023, 16:46
    fulviolimited
    Citação:

    Postado originalmente por Edumar Ver Post
    Cara, estou muito surpreso com essa novidade. Simplesmente dobrou a garantia...
    A Nissan se superou mais uma vez. Mas, lembram da minha planilha do Reclameaqui? Já indicava uma possibilidade muito forte nesse sentido, mas ainda assim foi bem além do que eu imaginava.
    Show Nissan :palmas:

    Mas, ainda assim vai ter gente mal informada dizendo que Frontier não tem "piloto automático" adaptativo (não é piloto automático), ou que não tem fechamento de vidros por um toque, mesmo não entendendo o porque dessas decisões de projeto.
    Povo é muito mal informado e estranho :mrgreen:


    Desculpe-me a curiosidade, mas porque não possui o vidro por um toque? sempre achei absurdo carros que não possuem essa função
  • 18/10/2023, 17:01
    Gheno
    Obrigado Edumar pela resposta. O futuro para carro a diesel não está favorável, vamos ver o que acontece.

    Achei que a ranger 2.0 como o mesmo motor da transit ia funcionar bem, pois já usaria motor de um carro comercial, que já roda aqui. de repente essa versão não dê problemas.
    Andei numa maverick, aquilo é um fusion com caçamba, delícia de dirigir....mas eu não teria utilidade para ela.
  • 18/10/2023, 17:13
    Bigsd
    Apenas uma passada rápida para complementar uma informação, a frontier não ganhou só a maior garantia da categoria de 6 anos como também o Nissan Assistance gratuito 24 horas até com guincho incluso. É a maior assistência oferecida pela categoria também, e a mais completa.
  • 18/10/2023, 17:20
    Bigsd
    Citação:

    Postado originalmente por fulviolimited Ver Post
    Desculpe-me a curiosidade, mas porque não possui o vidro por um toque? sempre achei absurdo carros que não possuem essa função

    Fulvio, isso foi discutido aqui há algum tempo.
    O sistema de fechamento por um toque tem sido abandonado por vários fabricantes, principalmente europeus, depois de relatórios feitos nos EUA e na Suécia mostrando que o sistema tem causado vítimas até fatais. Mesmo com o sistema anti-esmagamento, que detecta um sobre-esforço no fechamento do vidro, crianças pequenas que tem pescoços mais delicados e pets estão se tornando vítimas do sistema, principalmente em carros grandes como picapes, onde o esforço do vidro é maior.
    A Frontier só tem fechamento por um toque no vidro do motorista, onde ele tem total visão e controle, mas não nos demais. Tem gente mandando habilitar isso nos demais vidros (o sistema existe mas só está desabilitado assim como o ACC), a Nissan se recusa a fazer isso (provavelmente para evitar responsabilidade jurídica), mas algumas oficinas particulares fazem.
    Eu antes achava falta, mas entendendo hoje também prefiro não ter.
  • 18/10/2023, 17:21
    Bigsd
    Grande Edu!!
    Obrigado por atender ao meu pedido e participar da discussão conosco. :concordo:
  • 18/10/2023, 22:54
    enricof18
    [QUOTE=Gheno;2556701]
    Citação:

    Postado originalmente por Edumar Ver Post
    Amigos, vamos entender uma coisa primeiro: garantia normalmente é para defeitos de fabricação.

    Então Edu, e combustível ruim que faça dar problemas no dpf, filtros, motor, etc....pelo que entendi que você escreveu a fábrica vai provar que não é falha dela e sim de fator externo. Seria isso?

    A não ser que tenhamos diversos carros a diesel com os mesmos problemas.....aí seria falta de "tropicalização", como eles chamam....e seria defeito de fábrica do carro ao abastecer aqui no nosso país?

    Esse tema dá uma discussão das boas...

    Falando especificamente da suposta má qualidade do diesel afetar o sistema de injeção e os sistemas de tratamento de gases, o que eu acompanho diariamente quase é que, independente da marca, as concessionárias simplesmente negam a maioria das garantias sem sequer fazer uma análise aprofundada dos casos.

    Alguns exemplos:

    1) Veículos quando chegam com problemas de bomba e/ou bicos, a maioria esmagadora das concessionárias negam as garantias alegando a qualidade do combustível. Mas alegam isso sem fazer análise em laboratório do combustível encontrado no veículo ou sem enviar bombas e/ou bicos para um laboratório credenciado ou para o fabricante. Então a pergunta que fica é a seguinte: Como uma concessionária pode negar a garantia de bomba e/ou bicos de um veículo que ainda está na garantia sem fazer a análise do combustível ou das peças envolvidas da forma que citei acima? A resposta que tenho para essa pergunta é que ela não pode negar a garantia. Mas esse é um fato recorrente em concessionárias de qualquer marca, tenho vários clientes que já passaram por essa situação e sempre quando me procuram eu oriento eles a questionarem exatamente esses pontos. O fato é que, por exemplo, quando a concessionária resolve fazer o correto e envia as peças danificadas para serem analisadas pelo fabricante, geralmente o cliente fica com o veículo parado na concessionária por uns 30 dias, ou mais. O caso mais recente que me vem na cabeça é de um cliente que comprou uma Frontier no começo desse ano, com coisa de menos de 20 mil km ela teve problema nos bicos injetores e a concessionária quis negar a garantia alegando que era uso de combustível ruim. Ele ficou quase dois meses sem o carro. Com muito custo conseguiu trocar a caminhonete dentro da própria concessionária por uma nova. Então assim, o caso teve solução? Teve. Mas a custo de muita demora e muita chateação. Palavras dele: Não comprei um carro de 300 mil reais pra passar por isso.

    Eu dei um exemplo de uma Frontier, mas já vi isso acontecer COM TODAS AS MARCAS.

    2) Quando o problema é nos sistemas de tratamento de gases, como a EGR, o catalisador e o DPF. Geralmente esses sistemas quando resolvem dar algum tipo de defeito, é com uma quilometragem mais alta, geralmente não antes dos 80 mil km. Muitos proprietários acabam a garantia e não rodam tudo isso. Em teoria, se tudo está funcionando e se a revisão do veículo está em dias, esses sistemas não dão defeito. Nas revisões que faço, SEMPRE faço uma verificação dos principais dados desses sistemas via scanner e se vejo que algo está fora, já aviso o cliente. Mas a grande verdade é que a maioria das concessionárias, quando o veículo vai para revisão, nem passam scanner nele. Eu sei muito bem que alguns aqui vão discordar dessa afirmação, e eu até entendo que, talvez na região onde esses colegas moram as condições das concessionárias são melhores. Mas eu sou do estado de Goiás, o que eu sei das concessionárias da minha cidade, digo até que as concessionárias de toda a região Centro-Oeste, independente da marca, quando você leva o seu veículo para fazer uma revisão, está levando ele apenas pra fazer uma troca de óleo e filtros, dar uma olhadinha na suspensão e nos freios E SÓ. Se você não relatar que seu veículo acendeu uma luz no painel, ou perdeu potência, eles não passam scanner. Então, nessas condições, como uma concessionária poderia negar uma garantia em sistemas de tratamento de gases, se durante as revisões do veículo durante a garantia os parâmetros desses sistemas não foram verificados? A resposta que tenho para essa pergunta é que ela não pode negar a garantia.

    Novamente, isso acontece em concessionárias de todas as marcas. E é importante separar as concessionárias dos fabricantes, são coisas diferentes. Não são todas as concessionárias que seguem o rigor que os fabricantes determinam. Já vi concessionária Fiat dar garantia em amortecedor de uma Strada com mais de 40 mil km e concessionária Jeep negar garantia em amortecedor de Compass com menos de 10 mil km, então novamente, isso acontece em concessionárias de todas as marcas.
  • 19/10/2023, 07:34
    Samuel Dias
    A Nissan foi realmente muito ousada como disseram aqui.
    Conversando com um pessoal daqui da Chevrolet com quem tenho amizade, eles disseram que o mercado está surpreso com essa novidade da Nissan, que foi algo que provocou um rebuliço muito grande no segmento, não pelo prazo de garantia em si ser o maior do mercado, mas pela demonstração de confiança no produto. Eles disseram que as condições de validação desse prazo de garantia é também o menos exigente entre todas as concorrentes, cobrindo bem mais e sendo bem mais flexível para conceder a garantia, as demais são bem mais restritivas, que dificilmente alguém consegue um atendimento em garantia com mais de um ano.

    Mas o pessoal aqui da concessionária Chevrolet me disse que realmente a Frontier é a melhor picape do mercado hoje, sem dúvida, eles reconhecem isso, mas que por sorte a marca não é muito lembrada aqui na hora de escolherem uma picape, mas se a Nissan continuar com novidades como essa, vai se difícil competir com a Frontier. Me disseram que falando de S10, a Frontier ganha em absolutamente tudo, que a S10 teria que mudar urgente, pois desde 2012 não tem evoluído nada na picape, que ainda usa partes das anteriores a 2012.

    Me disseram ainda da Ranger, dizendo que ela está cheia de problemas, e na opinião deles alguns insolúveis sem a mudança de projeto de algumas partes, e conhecendo a Ford como conhecem e a pouca preocupação com o mercado fora dos Estados Unidos, é provável que essas mudanças nunca aconteçam. Eles disseram que a Ranger vai fazer um barulhinho no mercado agora, mas a tendência é a marca ir morrendo no Brasil, pois as pesquisas mostram que a cada ano ela perde mais a confiança dos brasileiros.

    E mais novidades da Frontier: Attack agora com R$ 54.000,00 de desconto, saindo por R$ 211.990,00. Nada no mercado nesse preço chega nem na metade do que a Frontier oferece.
    É interessante como a Nissan sempre evolui mais a Frontier se distanciando cada vez mais dos concorrentes e ainda consegue trabalhar com preços mais baixos e ter lucro, enquanto tem carroça ultrapassada sendo vendida muito mais cara sem nenhuma vantagem em relação à Frontier, pelo contrário, com desvantagens graves.
    Me disseram para aguardar novas surpresas da Nissan para os próximos meses. Parece que ela vai vir forte agora pra briga. A gigante acordou :mrgreen:
    Comerciais da Frontier estão sendo exibidos agora em horário nobre da TV aberta, finalmente, inclusive no horário do Jornal Nacional, que na minha opinião é um lixo mas devo reconhecer que tem a melhor audiência no horário.
  • 19/10/2023, 07:37
    Samuel Dias
    Citação:

    Postado originalmente por Edumar Ver Post
    Amigos, vamos entender uma coisa primeiro: garantia normalmente é para defeitos de fabricação.
    Um fabricante oferece garantia de 5 anos no motor, não significa que qualquer coisa que aconteça no motor estará coberto pela garantia, em tese tem que comprovar a falha do fabricante.
    .................

    Nada como um engenheiro, advogado, empresário, conhecedor do mercado automobilístico para nos dar uma aula assim, e o mais importante, sem qualquer vínculo com o assunto, totalmente imparcial. Quando eu quero saber alguma coisa que vai acontecer eu leio aqui, porque até quando a imprensa descobre um dia o que já foi dito aqui antes, ainda divulga errado.
    Valeu Edumar :palmas:
  • 19/10/2023, 07:46
    Samuel Dias
    Citação:

    Postado originalmente por Edumar Ver Post
    o consumidor vai ter que arcar com isso, a não ser que esse povo um dia adquira consciência própria e questione a qualidade do combustível, mas, cá entre nós, temos picape que matou e continua matando muita gente com a fama de capotar, mas muita gente acha graça e compra. Então, não espere também que o povo acorde com relação ao problema da baixa qualidade de nosso diesel.

    Perfeito o seu comentário. É o consumidor que deveria mudar o mercado, mas aqui são os fabricantes que ditam as regras achando que todo mundo é gado. Fazem o que quer, criam uma boa divulgação, e vendem como água.
    Por isso temos versões antigas, fora de linha, ultrapassadas e inferiores aos mesmos modelos vendidos lá fora.
    Um exemplo que sempre dou é a Tucson, projeto dos anos 90, fora de linha, ferramental abandonado, mas um grupo aqui pegou o projeto velho e as ferramentas e relançou aquela feiura (horrível) aqui que vendeu bem e ainda com ares de carro de luxo...
    Meu cunhado comprou uma e se exibia com ela como se tivesse comprado um carro de luxo de primeiro mundo, vendeu desvalorizado, sem peças e cheia de defeitos. Hoje tem um HR-V e diz que dá de 10 a zero naquele lixo.
  • 19/10/2023, 11:05
    Edumar
    Citação:

    Postado originalmente por enricof18 Ver Post
    Esse tema dá uma discussão das boas...

    Meu caro Enrico, com todo o respeito, quando eu fiz a minha avaliação, o fiz com uma abordagem mais ampla e jurídica.
    Vou te dizer uma coisa... é muita ilusão achar que um laudo pedido para a concessionária será favorável ao cliente. Existe muita má vontade por parte das concessionárias em atender garantia, porque garantia custa dinheiro apesar de já estar na composição do preço do carro ou até das revisões.
    Eu vi uma planilha de custos de composição de uma montadora uma vez e consta até custos de eventuais recalls. Eu faço isso na minha empresa, em minha planilha de formação de preços de peças ou serviços tem até custos de eventuais indenizações de reclamações trabalhistas. Nunca tivemos uma ação trabalhista na empresa, já que por ser advogado, esse é um assunto que trato com bastante cuidado, mas, infelizmente, mesmo tendo razão, a nossa Justiça "surpreende" com algumas decisões bastante discutíveis, essa é a verdade.

    Então, esqueça laudo de fabricante. É ingênuo imaginar que haveria imparcialidade da concessionária ou do fabricante. Quando existe a má-fé, ela perdura em todas as etapas do atendimento. Eles não voltam atrás senão com aquele ar de "vamos abrir uma exceção e atendê-lo em cortesia".
    Tirar o combustível do tanque, como você sugere, também tem pouca efetividade. A carbonização, o entupimento de bicos e danos na bomba e em outras partes não ocorrem num único abastecimento, é um processo contínuo e lento normalmente, a não ser que o combustível seja metade diesel e metade qualquer coisa, aí o veículo pode dar problema quase imediatamente quando o sistema de alimentação esgotar o combustível antigo, mas isso é muito raro, ninguém vende um combustível assim tão adulterado porque as consequências seriam imediatas. Ou seja, você pode coletar a amostra de combustível justamente quando o tanque foi abastecido com produto de qualidade, aí você, meu amigo, acaba por dar um tiro no próprio pé.
    Enviar bicos para análise também não é o caminho, eles podem ser manipulados também pela vontade da concessionária.

    Então não existe solução? Existe sim, e é aí que eu entro com o aspecto jurídico. Levou o carro na concessionária e ela negou garantia por mau uso ou por usar combustível de baixa qualidade, não deixe eles mexerem em mais nada, nem mesmo apagar a mensagem de erro. Se você tiver a certeza que fez tudo corretamente, entre com uma ação contra a concessionária e o fabricante (os dois sempre).
    O que vai acontecer? O Juiz vai alegar ignorância sobre o tema e vai nomear um perito legal, um profissional capaz que pode avaliar com precisão o problema, ou recomendar o envio das peças para análise em um laboratório independente.
    Sim, essa solução é mais demorada, mais trabalhosa mas normalmente as montadoras fazem um acordo em primeira audiência, pois sabem que não lhes interessa levar isso até o fim. Vai prejudicar a sua imagem, abrir precedentes, custar mais caro e, se o advogado for habilidoso, ainda vai pedir e receber uma indenização por danos morais e, se for ainda mais esperto, obrigará o fabricante a anunciar um recall para o problema, que seria ainda mais desastroso para a imagem da empresa.
    Muitas vezes (na maioria delas) isso se resolve até num Procon ou mesmo numa bem estruturada reclamação no site Reclameaqui ou no Consumidor.gov, de preferência nos dois.
    Somente assim você desestabiliza a omissão da concessionária e do fabricante e equilibra as forças com os seus eficientes departamentos jurídicos. Digo isso, inclusive, com conhecimento próprio, pois fiz a GM me dar uma S10 nova em troca de outra com mais de um ano, e isso foi um fato inédito dentro da montadora.

    Outro ponto a ser analisado é o seguinte... tomemos esse exemplo da Frontier que você citou. Quantos casos conhecemos de Frontier com problemas por conta de combustível ou bicos? São muito raros. Vamos lembrar que esse problema afeta bem mais as Amarok e as Hilux, esta inclusive com anos de fabricação que até evitam.
    Mas, Frontier com problemas de bicos ou bombas por culpa de combustível, posso te afirmar que não é problema de qualidade do combustível nacional, mas de combustível adulterado. Porque raramente vemos problemas em regiões como São Paulo, Campinas, ABC Paulista, etc...? Porque o cuidado aqui é maior, a fama espalha rápido, e a fiscalização da ANP é bastante frequente e muito rígida. Sabe onde ocorrem os maiores problemas envolvendo combustíveis? Na região Norte. Isso mesmo.

    O único caso que a concessionária de Jundiaí da Nissan teve com motor carbonizado, bomba danificada e outros problemas decorrentes de combustível muito ruim, foi de uma caminhonete que veio de Mato Grosso. Como a concessionária de Jundiaí é modelo, trouxeram ela pra cá para análise da engenharia do fabricante. A garantia foi negada, e o proprietário acatou a decisão assumindo que realmente usou diesel ruim. O orçamento foi aprovado e encaminhado o relatório para a fábrica, que por sua vez, autorizou o reparo em cortesia. Veja só, erro comprovado do dono, concessionária apresentou orçamento que foi aprovado e ainda assim a Nissan autorizou a gratuidade dos serviços para compensar todo o transtorno do proprietário e por ter aceitado enviar o carro para São Paulo para um estudo da Nissan.
    Esse tratamento acontece numa Ford, numa Toyota, numa Mitsubishi? Te garanto que não.
    A Nissan tem uma verba para atendimentos em cortesia, e essa verba deve ser zerada mensalmente. Ou seja, mesmo que não seja consumida, ela a converte em agrados para os proprietários, eu mesmo tive duas revisões gratuitas por ser um cliente fiel. Por isso o índice de satisfação no Reclameaqui é o maior entre as montadoras, e o índice de fidelidade à marca também é disparado o maior.

    Outro ponto que faltou dizer aqui é que existem "concessionárias" e "concessionárias". Os tratamentos podem mudar de uma para outra, e aí entra a culpa novamente do consumidor brasileiro que "aceita tudo". E só estamos um pouquinho melhor hoje porque na época o presidente Fernando Collor comprou uma briga com as quatro gigantes do Brasil e abriu o nosso mercado automobilístico. Não estou fazendo propaganda do Collor, ok? Foi um grande presidente, fez muitos acertos, tinha boas idéias e ótimas intenções, mas se perdeu no caminho e não suporto nem ouvir a voz dele hoje. Mas, foi o consumidor que mudou isso? Não !!! O consumidor aqui em sua maioria não presta para nada.
    Passei ontem no mercado quando voltei do trabalho e comprei um pote de sorvete de uma marca nova que havia lá (mais do dobro de uma Kibon), e a moça do caixa me perguntou se eu tinha visto o tamanho do pote do sorvete da Kibon, que havia diminuído ainda mais, e não teve redução de preço. Além de que o sorvete Kibon está uma porcaria. De quem é a culpa? Do consumidor frouxo que admite isso e ainda faz da marca a "mais vendida" do Brasil. Come lixo e aplaude.

    No caso das concessionárias é a mesma coisa. Se for mal atendido em alguma concessionária, reclame para o fabricante, publique a sua reclamação e divulgue na internet.
    A Nissan tem uma vantagem, ela tem uma equipe interna só pra cuidar disso. Fiquei sabendo que recentemente um engenheiro da fábrica fez uma auditoria completa numa concessionária na Bahia por conta dos resultados medianos das pesquisas de satisfação que a marca faz logo após o consumidor usar os seus serviços. A coisa foi feia, e a loja quase perdeu a concessão.
    A responsabilidade do mal atendimento é do dono, não adianta culpar gerente, mecânico, atendente... é responsabilidade do dono sempre. Eu digo isso na minha empresa, se algo sair errado, a culpa é minha e ponto final, não fico justificando para o cliente que tal funcionário é o responsável... Se o funcionário não sabe trabalhar, é de minha responsabilidade substituí-lo ou treiná-lo, e mantê-lo sob vigilância, com o seu trabalho conferido por alguém mais experiente até que eu tenha confiança que a equipe está em harmonia com a qualidade desejada pela empresa.
    A responsabilidade pela baixa qualidade do trabalho é do dono do estabelecimento, a fábrica (pelo menos uma Nissan) certamente não compartilha com isso. Mas, a culpa por ser mal atendido, principalmente quando sabemos ser um caso ou uma região isolada, é do consumidor. Perceba: "responsabilidade e culpa", duas coisas diferentes.

    Consumidor no Brasil é pouco exigente, metido a esperto, malandro, faz revisões porcas, quer economizar em tudo, aceita qualquer coisa mesmo sabendo que é ruim, e não reclama quando tem razão. Eu conheço gente que escolhe posto de combustível pelo preço, usa um aplicativo para ver o menor preço da região e abastece no posto "Bom pra Caramba", que não tem qualquer identificação da origem do combustível e nem equipamentos para testes.
    No posto Petrobras da minha cidade, onde abasteço, o dono (que é um amigo meu) faz inúmeros ensaios do combustível que recebe, e já devolveu vários caminhões de combustível de volta à Petrobras por reprovar a qualidade.
    Qualquer um que chegar lá e pedir uma análise antes de abastecer, ele faz a análise e fica feliz, porque pode provar a qualidade do que vende. Um dia um consumidor exigiu um teste completo da gasolina dele (ele tem vários testes não só o básico). Ele fez todos os testes, alguns clientes até quiseram acompanhar, perdeu um tempo e deu trabalho, depois de comprovada a qualidade, ao final mandou encher o tanque do carro e não cobrou, porque disse que o consumidor merecia o "brinde" por ter demonstrado consciência do seu papel de consumidor.
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