Algumas vezes fico alguns dias sem postar mas é em função do meu trabalho que às vezes é bem complicado. Chego a dar plantões de até 12 horas direto inclusive nos finais de semana, mas sempre que eu posso eu participo do fórum.
Como sempre os comentários são muito inteligentes e com conteúdos muito elucidativos.
Quando publicaram no grupo a proeza de caminhonete que abre a porta e sozinha puxa o freio de mão e muda para parking, eu já pensei na hora que aí tinha alguma coisa que não batia, a não ser a testa do motorista no painel como brincou o Edumar :chorandoderir:, aliás nem uma brincadeira é, porque sem o cinto de segurança, com a caminhonete em movimento, um freada brusca realmente jogaria o motorista e qualquer um que estivesse dentro da caminhonete bruscamente para frente, coisas da física, uma ciência bem interessante, mas achei melhor não dizer nada porque tem coisas malucas nesse mundo.
Pelo que vi, eu estava certo, e pelo que li lá no outro grupo, o recurso é usado pela polícia americana e funciona com o carro sem movimento, apenas acionando o freio de estacionamento eletrônico (não é freio de mão) e mudando a alavanca de câmbio para o modo P, para dar mais tempo para a reação do policial que pode ser até recebido a tiros e precisa reagir rápido, e imobilizar o carro pode lhe tirar segundos importantes. Não é um recurso do fabricante, mas uma normalização da força policial para qualquer veículo de qualquer marca, até porque picapes são pouco usadas na polícia ostensiva de rua.
Mas, parece que a história foi adaptada para um exagero maior, o que realmente não fazia qualquer sentido.
Devidamente explicado e com o bom humor do Edumar :D
Eu fico impressionado com tantos exageros na tentativa de transformar uma caminhonete em modelo mais tecnológico do mercado, sem que ela apresente tecnologias de peso na verdade, como a Frontier ao oferecer suspensão multilink, controles de estabilidade inteligente, etc... a além disso, o pouco que oferece e já oferecia antes, virou itens do modelo mais caro e ainda na condição de opcional (ou seja, na verdade o modelo encareceu muito), o que na Frontier é de série nas versões mais caras e que custam 100 mil a menos hoje do que a "super versão tecnológica".
Muitos itens básicos anunciados nem fazem parte de todas as versões, como os freios a disco nas quatro rodas. É como se só quem pagasse mais caro pudesse contar com esse recurso adicional de segurança. Parecido com outro modelo que alarga as rodas para tentar conter a tendência de capotamento mas só na versão mais cara, quem não pode pagar, que se dane.
Em termos de tecnologia, disponibilidade de itens, modernidade, conforto, estabilidade, e outras qualidades a Frontier continua a frente de suas concorrentes, isso não tem qualquer dúvida, qualquer um que perder alguns minutos para raciocinar um pouco é capaz de perceber isso.
É óbvio o apelo desesperador de tentar destacar um modelo em relação aos concorrentes, mesmo ele nada apresentando de novo, com tecnologias já obsoletas e outras que nem funcionam, afinal, é o único modelo que a fábrica tem esperança de vender aqui, porque todo o restante do portfólio é um verdadeiro fracasso. Modelo destinado a destronar a superioridade da Toro se arrasta com números miseráveis comparados a Toro, o único carro de passeio que nem é premium, como foi prometido, também tenta sobreviver ao meio de um grande fracasso que já o tirou de linha lá fora.
Se essa picape não emplacar, será o fim definitivo da marca no Brasil, e boa sorte para quem tiver algum modelo, pois os modelos descontinuados já sofrem com forte escassez de peças e vícios de projeto nunca resolvidos (e nem serão mais solucionados).
A Frontier hoje é o grande modelo de tecnologia a ser copiado, mas os fabricantes parecem ignorar isso. Se estão vendendo bem, porque aprimorar o produto, moderniza-lo e deixa-lo mais seguro? O pessoal compra assim mesmo. Então o que acontece é isso, como disseram aqui, colocam uma tela gigante que nem é mais de multimídia (multimidia é tocador de mídias) enchem de figurinhas coloridas com movimento, e o restante fica como está, mesmo sendo coisas mais importantes que não deveriam faltar numa caminhonete.
Economizar num simples ajuste de altura de cinto, coisa que até um carro popular tem hoje, demonstra bem essa preocupação pelo efeito e não pela usabilidade e segurança do carro.
Pra mim o artigo do Edumar é matador nesse sentido, desmistificando uma ideia que realmente é falsa. Depois do artigo dele, já notei trechos copiados sendo inseridos em testes e reportagens, e aí pergunto, porque ninguém viu isso antes? Apenas porque foram pagos para falar bem? Não acredito que seja só isso, mas um pouco em função também do êxtase de testar um modelo que chega cheio de promessas que na verdade não se mostram reais, ou tentar conseguir visualizações para monetização.
O fato é que o que é importante não chegou dessa vez, alguns itens valorizados já existiam e continuam não funcionando direito, alguma coisa que até já existia na Frontier foi incluída, mas na versão mais cara, e o mais importante que seria tentar salvar as concessionárias e melhorar o pós-vendas, isso não aconteceu. Aguardar por meses por uma peça de reposição importante se tornou algo normal na marca, assim como não ter peças até para um recall importante.
Na minha opinião, quem quer uma picape tecnológica de verdade, onde tudo funciona bem sem falhas ou acionamentos errados, com motor moderno, suspensão atualizada e outros recursos também tecnológicos, só tem a Frontier hoje como opção na sua faixa. Qualquer coisa fora disso começa a ser desmascarado conforme as informações vão aparecendo, e aqui o Edumar ganha muitos pontos pela coragem de iniciar esse processo de mostrar a verdade. Foi o único até hoje que comentou sobre um estribo de plástico, ninguém viu isso?
Parabéns Edumar :concordo: