Bom Dia Davilson!
por curiosidade onde tens instalado o sensor que mede a temperatura, pois na minha opinião a temperatura de sua sportage está boa.
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caro marcelo, tudo na minha é original, no cabeçote como na maioria dos carros, e reafirmo: motor diesel tem temperatura correta de trabalho, não pode ser baixa nem alta é claro, se baixa ocorre desgastes prematuro no motor e queima inadequada do diesel, temperatura alta demais o estrago é quase imediato na junta do cabeçote, cabeçote e bloco do motor, coisa que pouca gente sabe e que danifica sim, empena e trinca, dai a coisa fica feia. vcs já leram relatos aqui que trocaram cabeçote duas, três vezes e não deu certo, claro o bloco também danificou, uma outra coisa que preocupa muita gente são os instrumentos de painel, acontece que funciona sim e muito bem e tem que fazer revisão de tempo em tempo, tipo aferição onde um instrumentista faz com tranquilidade, na minha foi feita duas vezes no tempo de vida dela, mas deu tudo correto sem necessidade de reparo. Uma ultima coisa: são bem poucas pessoas que entendem realmente desse carro, o que tem é muito mechanicos e palpiteiros, essa mecânica mazda não é como motor 608 (om 314) que até dentista mexe e entende, é um motor usado no mundo todo e de muita tecnologia.
Marcelo, Bom dia Obrigado pelo retorno
Instalamos no cabeçote próximo a entrada de água, vou tirar algumas fotos para melhor identificarem a instalação foi realizada por mecânico especializado em preparações, o torneiro que fez a usinagem também, os manômetros são de qualidade e estão novos.
Meu meca suspeita que a baixa temperatura está impedindo a dilatação dos anéis, camisas etc fazendo "passe" um pouco de óleo e por isto esteja queimando um pouco, estamos analisando os níveis de óleo para ver se baixa. Instalei também um medidor de pressão para o óleo, até agora tudo dentro da normalidade na pressão.
Contudo, não sei se troco a válvula por uma original, ou se mantenho a existente.
Amigos da lama.
Como disse segue as fotos, tanto da sonda como dos medidores, instalamos uma sonda (peça dourada) que está em contato direto com a água do radiador na válvula, ou seja, é a temperatura real da água do sistema.
Anexo 514006Anexo 514007Anexo 514008
Anexo 514005
A temperatura na média trabalha em 65C, hoje com um transito pesado e um dia relativamente quente em SP consegui chegar a 70C, o máximo que fui em outra oportunidade foi 77C, até agora
Relembrando minha duvida, sabemos que esse sistema trabalha no limite e geralmente e para que possamos dar uma maior segurança alguns recomenda instalar uma válvula que trabalhe com temperatura de abertura menor ou abrir os 4mm na carcaça para que o fluxo de água seja continuo (não sei qual o caso da minha a peguei desta forma), enfim, acham que a temperatura está boa para que o motor trabalhe próximo do normal? Ou entendem que seja melhor substituir por uma valvula de abertura com por exemplo 80C ou 85C?
Meu mecânico suspeita que a baixa temperatura não esteja fazendo os pistões, anéis e camisas dilatarem o suficiente, fazendo com que ela queimo óleo (outro problema que vou relatar no tópico apropriado), mas por enquanto estamos investigando essa possibilidade ainda.
Valeu e LAMA
Sr.s
Alguém tem alguma luz no fim do túnel para me ajudar por gentileza?
Valeu
O ideal pra ter uma margem é trabalhar com a temperatura entre 80° e 90°, mais proximo dos 80° sendo que a temperatura ideal de trabalho é 90° mas fica muito proximo do limite.
[]s
(DU)
Eduardo, Obrigado pela resposta. Abusando o seu conhecimento em SPTG....
Acha que trabalhar com a temperatura média de 65 C e 70 C, ou seja, abaixo 20 C do limite mínimo e máximo projetado para este motor seria suficiente causar problemas no motor da minha vtr? Sei que o projeto não é este, mas, você mesmo tem dito o sistema trabalha no limite quando original de fabrica, o que achas?
Em tempo, o antigo dono conseguiu achar a nota fiscal da compra da válvula e segundo ele é original e o mecânico fez apenas a instalação sem alterar nenhuma característica do sistema.
Por ultimo, poderia ser o tipo de instalação do medidor que está trazendo a temperatura da água muito precisa? (acho difícil, mas estou pensando em todas as hipóteses), a pessoa que instalou disse que esse tipo de instalação / usinagem que fez na minha vtr é o mesmo que utiliza nos motores que prepara, ou seja a sonda está em contato direto com a água sem interferência alguma da temperatura do motor.
Novamente obrigado.
Realmente a temperatura esta muito baixa, o ideal é entre 80° e 90º, mais proximo dos 80º, com a/c ligado vai ficar na casa dos 90°.
O seu sensor é com mercurio?
Pelo que vejo na foto, o sensor esta muito longe do cabeçote, isso mascara a temperatura real, pra ter uma leitura precisa, é necessário que o sensor fique o mais proximo do cabeçote, se possivel que a ponta fique em contato com o cabeçote ou dentro da carcaça da valvula em contato com a agua.
Faça um teste, prenda o sensor direto no cabeçote, a temperatura vai ficar bem mais alta.
[]s
(DU)
Eduardo,
Novamente obrigado
O sensor é de mercúrio, não está no cabeçote, mas está em contato direto com a água, pois, foi instalado no mesmo local onde estava o original Kia, por orientação do mecânico e do torneiro que executou a usinagem da peça (o original foi removido), bom, acha que o sensor pode estar "sensível" demais? Ou estou falando besteira?
Sds
O suporte do sensor esta muito grande, o que o deixa mais frio que a agua que consequentemente mascara a temperatura real (pra menos), tem que ficar mais proximo do cabeçote.
Peça pro seu mecanico medir com um termometro digital a temperatura nas duas extremidades do suporte do sensor, vc vai ver que tem uma diferença consireravel.
[]s
(DU)
Pessoal, após algum tempo de inatividade (leia-se anos), tempo esse, consoante com a inércia da viatura, e depois de muito tomar couro desse motor fantástico, volto a postar, inicialmente com dicas que julgo importantes e que aprendi a duras penas.
Após 3 retíficas e vários cabeçotes, o que tenho pra dizer pra vocês é o seguinte:
- Pelo fato de ninguém prestar atenção a ela e pela mesma estar intimamente ligada ao desempenho e saúde do motor, é possível que muitos problemas nas Sports sejam decorrentes do mau funcionamento da turbina. No meu caso estava com pressão abaixo de 1,5 bar, bem longe dos 0,8 bar adequados ao motor, além de folgas no eixo e demais componentes.
O resultado disso foi motor trabalhando à exaustão quando exigido um pouco mais nas estradas. Isso causava superaquecimento geral, incluindo aumento da temperatura e pressão do óleo. Sabe-se que o óleo superaquecido perde suas propriedades de lubrificação, vindo a deteriorar-se. Em um círculo vicioso, o sistema de arrefecimento não dava conta de refrigerar o motor. No meu caso, o primeiro sintoma de merda quase pronta foi o bater de biela.
Depois de 3 "batidas de biela" e 3 retíficas do motor (do cabeçote falo adiante), é que descobri, eu mesmo, por acaso, antes que o motor sifu pela 4ª vez, que a turbina tinha ido pro saco. E descobri isso da forma mais temida: disparo do motor! A sorte é que o capô estava aberto e minha presença de espírito foi imediata, já que estava com um pano na mão: obstruí a entrada de ar do motor. A vantagem é que a fumaça gerada em alguns segundos foi suficiente pra acabar com os pernilongos do bairro. rs...
- Trocada a turbina, o carro virou uma moça, mas aí veio outra orelhada de mexânicos: segundo eles, em algumas vezes a culpa foi do sistema de arrefecimento, quando exigiu a troca de junta de cabeçote e do cabeçote. O carro está hoje na oficina com cabeçote novo. Porém, antes de optar por fazer o serviço, fui a fundo em pesquisas e descobri o óbvio nesses casos de reincidência de queima de junta e consequente trinca do cabeçote: basicamente NINGUÉM troca os parafusos do cabeçote, muito menos do guia-prisioneiro do mesmo. E por que fazer isto? Simples. Esses parafusos, assim como o guia-prisioneiro são feitos de metal "elástico", que vai tendo a rosca contraída até chegar ao torque final. Nunca devem ser "desapertados" nesse processo, que normalmente deve ser feito em X, do centro para as extremidades, com torque variando equitativamente até o final. Uma vez "desapertados", perdem de imediato sua propriedade de fixação e travamento, ficando altamente suscetíveis às vibrações e dilatações do motor como um parafuso comum. Aí, o resto a gente já conhece. Uma frestazinha e lá se vai o cabeçote pro saco. Na melhor das hipóteses pra retífica. Isso vale também para o guia-prisioneiro.
- Outra questão fatídica e muito comum é a famigerada mania de mecânico achar que é engenheiro e alterar as características de funcionamento do motor, retirando, modificando, acrescentando esse ou aquele componente simplesmente por que acha que assim será melhor. É o caso da retirada da válvula termostática. Gente, isso não deve ser feito NUNCA! É errôneo achar que isso vai trazer benefício, principalmente pra quem mora em lugares quentes, como eu.
É simples de explicar: com a válvula aberta a água está sempre em circulação SEMPRE estará quente (no caso de lugares quentes e demasiado fria em lugares frios)! Eventualmente, devido ao aumento da temperatura da água, o sistema irá promover o acoplamento da ventoinha, mas ela não dará conta de refrigerar, por que foi projetada pra refrigerar apenas a quantidade de água que deveria estar presa no radiador. Como não tem a válvula para segurar a água no radiador, a ventoinha (ou o vento) tentará refrigerar TODA a água do sistema de arrefecimento, o que não ocorrerá. O sobreaquecimento então será iminente, até mesmo em lugares frios, caso o motor seja bastante exigido, como reduzido na neve, etc.
Como deve ser e como funciona: A água presa no radiador está constantemente refrigerada pelo vento ou, quando necessário, pela ventoinha. Elá só é liberada quando a água que circula no motor estiver em uma determinada temperatura. Assim, a água fria entra no motor, após a válvula abrir, e mistura-se com a água quente, diminuindo a temperatura de imediato. A quantidade de água quente que saiu pro radiador pra dar lugar à água fria fica presa lá, quando a válvula se fecha e aí começa um novo ciclo.
Outra questão contundente é deixar de usar o etilenoglicol na proporção que recomenda o fabricante. É imprescindível para vida plena do sistema. O fluido além de evitar corrosão, diminui o ponto de fusão (não congela a 0º C) e aumenta o ponto de ebulição (não ferve a 100º C)
Resumindo: Siga estritamente o que reza o manual do fabricante com relação à manutenção periódica preventiva. Se seguir assim, raramente será necessária uma manutenção corretiva. Porém, nada impede que você instale alguns dispositivos de controle, como manômetros, solenoides, relés, etc. Tenho pra serem instalados na Sport manômetros de pressão do turbo, pressão e temperatura do óleo e temperatura da água, todos da linha Smoke da Auto Gauge. Esse último será instalado no radiador, diferente daquele que existe no painel que mede a temperatura da água do motor, além de um dispositivo que soará um alarme caso não exista água no sistema de arrefecimento e excesso de temperatura da mesma.
Por conta disso tudo acabei por comprar um Ssangyong Rexton II e confesso que estou apaixonado com o big SUV que também receberá instrumentos da Auto Gauge, porém da linha Tinted Smoke que vem com sensores que acionam um led e alarme caso seja alcançada uma determinada margem de medição na escala.
É isso aí...