Beleza Freak, obrigado.
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Beleza Freak, obrigado.
J Carlos,
Eu utilizei esse tutorial e realmente resolveu. Antes, tentei trocar a válvula e nada. Só aconselho utilizar mangueira igual a original (de borrracha mesmo). Tentei essa de silicone e, apesar de ressecar menos, não aguentou o atrito com uma abraçadeira de plástico.
Ok THIX4, obrigado. Observando as fotos, é bom proteger a mangueira (lá na curva do brake light) da borda da lataria.
Review do Jimny após 3 anos e 30mil Km.
Caros, long time no see…
Resolvi escrever este relato após estes 3 anos e meio de uso.
Após retirar o carro zero da Suzuki Kasama nada de negativo pode ser dito sobre o carro, porém em relação ao pós venda Suzuki, nem tudo são flores.
A escolha pelo Jimny não poderia ter sido mais feliz e muitos já sabem os meus porquês.
Leve, ágil, resistente, discreto, econômico, confiável, excelente para os buracos e trânsito da cidade além de ser o único jipe ainda fiel a proposta dos jipes originais. A qualidade da montagem é digna de carros japoneses de luxo. Cada detalhe esconde extenso planejamento e criatividade. Espero que assim continue com o modelo brasileiro; eu duvido…
Diferente de TODOS os outros 4x4, o Jimny ainda pesa 1000kg, ainda é compacto, ainda possui dois eixos rígidos, ainda tem caixa de redução, ainda tem chassi separado da carroceria, ainda caixa de direção com esferas recirculantes, ainda tem motor alto e a visão ainda continua privilegiada.
É um carro de uma simpatia talvez equivalente apenas aquela do Smart e Mini, ainda assim, infinitamente mais robusto e capaz. Até hoje curiosos perguntam-me onde comprei, se é bom, etc…
A palavra que descreve a experiência com o Jimny é "sinergia".
A posição de dirigir, a agilidade nas manobras e seu baixo peso, tornam a condução do carro extremamente prazerosa. Apesar de inicialmente parecer fraco, o motor é compatível com a proposta do veículo e o torque é entregue de maneira bastante segura, sem comprometer a aderência do eixo traseiro em situações de asfalto molhado, curvas, etc… Aqui percebe-se uma clara posição da Suzuki, pois o mesmo motor no Swift produz 94hp..
A performance não chega ser empolgante, mas a maneira como o pequeno motor do Jimny produz sua força é bastante instigante. Quebrada a barreira dos 4mil RPM até 7mil RPM o carrinho é bastante divertido, garantido uma boa diversão em subidas de serra e estradas sinuosas.
Ao contrário do que sua aparência e projeto sugere, sua estabilidade é digna de hatches compactos. O modelo HR com pneus 215 tem uma aderência invejável. Seu avantajado entre-eixos, baixo peso e eixos rígidos, contribuem para curvas repletas de emoção. O chassi é pesado e confere ao Jimny um comportamento de João-Bobo, interrompido apenas pela forte barra estabilizadora, transformando seu comportamento em algo mais previsível porém menos divertido e por horas bastante incômodo nas transposições de valetas na diagonal, obrigando a carroceria acompanhar o eixo dianteiro.
Foi por este motivo que terminei removendo a barra estabilizadora integralmente, conferindo ao Jimny uma ginga bastante próxima aos dos Land Rover Defender, com os quais eu estava acostumado. Inicialmente o maior body-roll assusta, mas após algum tempo e costume, acontece uma transformação.
Agora com as rodas dianteiras integralmente plantadas no chão, ao passo que a carroceria se inclina livremente, é possível encostar a suspensão no seu limite e então assim entrar em curvas fechadas com bastante confiança e motor cheio, controlando a aderência no acelerador. Pura diversão, mas ainda dentro dos limites de velocidade e segurança. E inacreditável descobrir quão distantes são os limites do Jimny… No final falta um banco que suporte melhor o corpo no lugar.
Quem vê a cena do lado de fora ou do banco passageiro pode se assustar, mas para o motorista tudo é feito com bastante margem de segurança, apesar de em alguns momentos a tração ser interrompida pela falta de contato da roda traseira junto ao interior da curva, rapidamente controlado aliviando um pouco a curva no volante e o acelerador. A tração traseira é uma dádiva, pois garante ás rodas dianteiras total dedicação a direção.
Um simples retorno da Ilha Bela para São Paulo via a serra da Tamoios, Salesópolis e Santa Branca, vale mais que todo final de semana… Que diversão! Diferente dos carrinhos, o Jimny não canta pneus, pois as rodas sempre ficam paralelas ao chão, viva o eixo rígido! Claro, quando os buracos aparecem a coisa fica ruim e é importante abortar a diversão sob o risco de sair pela tangente. Sim, sem barra estabilizadora o efeito pêndulo pode fazer tudo terminar em tragédia, mas nada melhor que bom senso para evitar estas situações.
O fato de termos um motor pequeno, torna a coisa toda ainda mais interessante. Temos uma oportunidade única de dirigir esportivamente devagar!
Você pode acelerar fundo e ainda estar dentro dos limites legais da estrada. Podemos arrancar aquele último cavalo do motor beirando os 7mil RPM sem nos lançarmos afora em uma curva. Passadas as curvas basta colocar a 5a marcha aproveitar a reta em todo o silêncio até recomeçar diversão na próxima placa de "Atenção, Curva Perigosa". A velocidade e disposição que o motor chega e trabalha na casa dos 6mil RPM me faz lembrar do DNA das motos Suzuki.
Quem diria que um 4x4 puro sangue seria tão divertido no asfalto!
Porém é fora do asfalto que a coisa fica ainda mais divertida. Obstáculos onde os pesados Land Rovers passam literalmente se arrastando, o Jimny passa sorrindo e saltitante. Nada parece fazer o japinha parar. É bastante desconcertante o modo como ele encara obstáculos, ainda mais sem a barra estabilizadora. Sente-se a suspensão trabalhar ao passo que a carroceria continua nivelada, como novamente é característico nos Defender.
A reduzida do Jimny é realmente reduzida e garante força ilimitada para qualquer tipo de investida, sempre ao som do seu característico som…
Conclusão, o Jimny é uma luva. Mesmo se vier a ter outro carro para uso diário, provavelmente um elétrico, ele continuará com sua vaga cativa na garagem de casa.
Após quase 4 anos de uso bastante intenso, sou incapaz de verificar qualquer tipo de desgaste. As pastilhas ainda tem mais de 70% de material, as buchas estão inteiras, os amortecedores firmes como no dia que tirei o carro da concessionária e o som do motor continua o mesmo, praticamente inaudível. Até a bateria, agora à beira de 5 anos (de acordo com a data estampada em sua lateral), continua com o mesmo vigor apesar dos dias de inverno severo em São Paulo. Os barulhos do interior ainda são os mesmos, não pioraram. Os pneus Scorpion ATR (HR) ainda estão com bons 70% de vida, com desgaste absolutamente simétrico. O motor não consome absolutamente qualquer gota de óleo.
Após uma boa lavagem a aparecia é de carro zero.
Nestes 30 mil km, tive apenas dois problemas relacionados ao carro:
1) O controle remoto da chave passou a funcionar com certa dificuldade, resolvido em garantia com a substituição de toda a chave.
2) Com 28mil Km aconteceu um pequeno vazamento de óleo do câmbio através do selo mecânico da cruzeta. Aborrecido com o fato, em uma breve busca por "oil leak yoke Jimny" descobri num fórum da Australia que meu carro estava num boletim de serviço. Apesar da garantia ter vencido a concessionária (Rakki Interlagos) fez a substituição de todo o cardan gratuitamente dentro do programa indicado pelo boletim, mas claro, após alguma perspicácia e uma meia dúzia de e-mails…
O grande problema do carro não é o carro, mas sim a truculência da rede de pós venda Suzuki:
A empurroterapia é geral. Logo aos 5mil Km me obrigaram a fazer o alinhamento e balanceamento do carro, sob pena de cancelarem a minha garantia, apesar de tudo estar nos conformes. Era mentira. Isso desencadeou em uma via crúcis de dois anos, pois jamais acertaram novamente o balanceamento das rodas. Quando ficava bom, os pesos terminavam se soltado da roda e tudo voltava a trepidar. Mês passado coloquei uma pá de cal na estória, o Quadrelli conseguiu balancear as rodas com precisão de meio grama. Ficou EXCELENTE, mas deu MUITO trabalho e o custo também não foi pequeno, ainda que totalmente justo pela qualidade do serviço.
A truculência da rede Suzuki foi adiante...
Ao substituírem a chave, A Rakki quebrou o suporte da vareta do capô além de entortarem a palheta traseira durante a lavagem. Inicialmente disseram que sequer haviam aberto o capô, mentira, pois também deixaram suas marcas junto aos bornes da bateria, a qual necessariamente desligaram para programar o controle, procedimento este descrito no manual de oficina.
Após algumas trocas de email, onde tive que provar que não era um mentiroso, finalmente substituiram as peças, mas não sem antes arranharem a lataria próximo ao suporte enquanto eu assistia a tudo… Haja paciência. Apesar da qualidade dos mecânicos, estes sempre muito solícitos e educados, torquímetros e chaves sextavadas são itens inexistentes no dia a dia dos mecânicos da Rakki.
Cada revisão era motivo para mais aborrecimento, seja na empurroterapia ou na disparidade do plano de manutenção do manual com aquele proposto pela concessionária.
Troca do óleo do diferencial com apenas 10mil Km, "recomendação da fábrica". No manual, aos 40mil Km ou 5 anos.
O filtro de ar foi outro ponto de conflito. Insistiram que deveria ser trocado aos 20mil Km ou com 1 ano, o que ocorresse primeiro. Meu carro tinha apenas 8 mil Km e ainda assim tentaram me convencer que ele poderia ser comprometido pela má qualidade do combustível… Sim, o filtro de AR!
A mesma teoria utilizaram para tentar justificar a troca prematura do óleo do câmbio, sim, a má qualidade da gasolina. Inacreditável.
Prometeram e paguei pela troca do fluído de freio, mas não fizeram. E ainda me perguntaram como eu seria capaz de alegar o fato. Simples; os niples de sangria das rodas estavam todos com os lacres ainda intactos e a tampa do vaso do cilindro mestre do freio estava empoeirada sem qualquer sinal de abertura. Finalmente, o fluído que eles utilizam é verde e o original é transparente. Eles pensam estar lidando com idiotas?
Depois ao trocar o óleo do cárter, acrescentaram 1,2L a mais, fazendo o carro reprovar na Controlar. Removido o excesso fui aprovado como de praxe.
Às duras penas e com os nervos à flor da pele, passei pelos três anos de garantia, desembolsando semestralmente algo como R$350 para os mais caros litros de lubrificante pagos em minha vida.
Finada a garantia, o alívio foi imenso, pois agora não só coloco óleo de melhor qualidade, mas faço o serviço com capricho e nos devidos intervalos.
Este é um carro que definitivamente representa uma feliz escolha e muita alegria em cada uma das vezes que saio com ele, no mínimo duas a cada dia.
Minha dica, mandem a garantia para o espaço junto com as conce$$ionárias da Suzuki.
Caso alguém da Suzuki se importe, tenho tudo documentado e escrito. Mas provavelmente os números são mais importantes que que a satisfação do consumidor, afinal o consumidor também tem sua parcela de culpa; são poucos que fazem valer seus direitos ou que se importam com questões ambientais como trocas prematuras de lubrificantes e o custo inerente.
To infinity and beyond!
Clemente
Clemente e seus resumos que valem pelo tópico todo!
Abraço
Boa noite Clemente. Parabéns pelo bem escrito e elucidativo relato. Deu até vontade de comprar um Jimny. Quem sabe, futuramente, o farei, mas infelizmente (ou felizmente) vai ter que ser um usado, pois não abro mão de adquirir um legítimo "japa" (não confio na montagem e nos componentes da SR) e como você bem disse, a melhor parte, estarei livre das autorizadas Suzuki. Abs. Valter.
Por isso digo, comprar carro novo é comprar o carro e continuar pagando o 'condomínio': a garantia obriga o usuário a ficar refém da concessionária, onde TUDO é mais caro. A dica do colega é válida: se for comprar novo, dê uma bica na garantia, porque em 3 anos o carro não vai estragar.
Ótimo relato Clemente!
incrível como as autorizadas não respeitam os seus clientes.....e de dar nojo.
Não fosse que o Jimny e tão pequeno, seria a minha escolha.
Estava sumido Clemente, que bom que voltou.
Qual o óleo que você está usando no motor ?
Obrigado Clemente.
Não tome chá de sumiço, apareça :curtir:.