


Lembrou muito bem. O pessoal passa vergonha com a sua negação em assumir a verdade.
Foi muito tempo aqui onde citamos os problemas até graves da "mais vendida", mas sempre vinham as críticas de que queríamos valorizar a nossa escolha desvalorizando as demais. Lembra-se? O velho e batido argumento de quem não tem como rebater as críticas porque são verdadeiras. Aí corriam desesperados atrás da tabela de ranking de emplacamentos para tentar fazer esquecer as críticas e tentar transformar esses números em uma espécie de campeonato onde o que vendia mais era o campeão, quando já estamos cansados de saber que uma coisa nada tem a ver com a outra, mas é o argumento que restava, já que no campo "qualidade de produto" o argumento era zero.
Quantas vezes não disseram que exagerávamos nos problemas? Que só queríamos desmerecer? Bastava o único fato, e é fato mesmo, que o maior defeito crônico do modelo sempre foi a falta de estabilidade que tem um efeito pouco importante pra eles, tirar vidas.
Ser campeã de vendas e ter bom mercado justificava o fato insignificante de matar ou mutilar. O desconforto, a perda da confiabilidade, o conjunto ultrapassado e tudo o que mostrávamos aqui, era sempre desviado para o número de emplacamentos, sempre como se esse fosse o resultado do "campeonato".
Depois, os caras desistem do modelo e trazem uma lista de intermináveis defeitos que ele tinha, desde a falta de estabilidade, os riscos de segurança (como o Edu explorou bem em seus sites e vídeos), multimídia ruim (como o Edu já tinha provado aqui), câmeras 360 péssimas (como o Edu também já tinha dito aqui), qualidade de montagem, e até buzina


E aí? Finalmente depois de tanto tempo nos deram razão? Não tem nada a dizer? Um pedido de desculpas talvez?
Um pedido de desculpas para o Edu que mostrou isso sem medo no site dele, com até vídeos demonstrativos.
Foram anos ouvindo essa ladainha de que tudo que dizíamos era mentira apenas para desvalorizar o modelo e valorizar a Frontier.
Pois é... como diz o Cirão, o tempo prova tudo, e novamente provou.
E agora a história se repete. Outro modelo da "modinha", como dizem, também segue o mesmo caminho, com um projeto porco, mal feito, feio, com reaproveitamento de partes velhas, sem nenhuma novidade apesar da tentativa de transformá-lo em algo revolucionário tecnológico sendo que a Frontier dá um banho nela em tecnologia, com os recursos que tem funcionando mal (sensores de colisão que não funcionam, som ruim, amortecedores, etc...), uma lista crescente de problemas já publicados e comprovados pelos donos, um atendimento precário de pós-vendas, componentes fracos e até de plástico, uma montagem bem porca até com fios pendurados no vidro, partes rachando e quebrando sem solução, um motor que faz com que ande menos e gaste mais que a concorrente direta que sequer uma biturbo, aliás, biturbo que tanto criticaram na Frontier, lembram-se? A velha suspensão ultrapassada de carroça, exceto no modelo de quem pode pagar meio milhão pela versão mais completa, digo "mais" porque ainda faltam alguns itens. Nem freios a disco nas quatro rodas ou um simples medidor de pressão de pneus oferecem naquelas mais voltadas ao público mais "humilde". Recalls explodindo aqui e no mundo todo, motores sendo trocados na Austrália embaixo de uma chuva de críticas, e muito mais. Mas, qual o argumento em cima disso? Nenhum. Zero. Silêncio total. O único dia de alegria e de manifestação é quando sai a tabela de emplacamentos e comemoram como se fosse o resultado de uma corrida de fórmula um.
A história se repete, pode ter mil problemas, ser um produto ruim, mas se vende bem... estouram até uma champanhe para comemorar. Mas, vejam só, comemorar o que? Quem tem que comemorar alguma coisa é somente um: o fabricante. Ele é o único que pode se dar esse direito, porque enganou o Brasil, lançou um produto ordinário, e ainda consegue empurrá-lo goela abaixo em nosso pobre mercado que tudo aceita e fazer lucro. O fabricante é o único que ganha com isso, mais ninguém. Não vejo nenhum benefício ao consumidor, além do fato de já estarem depenando os recursos do modelo, como vimos recentemente.
Então, Maurão, como dizemos, é o tal efeito hiena. Só mudou o monte, mas as reações, os argumentos, o silêncio, e as justificativas são as mesmas, exatamente as mesmas. Vamos aguardar. Os problemas já estão explodindo por todos os lados, logo adotam outra opção e começam tudo novamente, sempre foi assim. Não vai mudar. Esse é o perfil do consumidor médio do Brasil, "Maria vai com as outras". Se todo mundo começar a se jogar de um precipício, logo se forma uma fila atrás de outros interessados.
Então quando nos criticarem novamente, quando disserem que criticamos as outras concorrentes para valorizarmos o que temos, vamos receber isso com um elogio, pois tem uma verdade nisso, sabia? Fazemos isso sim, não de forma gratuita como outros fazem, mas quando fazemos as comparações naturais (afinal até eles gostam de publicar comparações, e o pior, "publicitárias") é inevitável que a Frontier se mostre um produto superior, porque de fato é, vamos fazer o que? Não temos culpa. É só a verdade.
Como não entramos nessa de ficar comparando número de emplacamentos ou vendas que não dizem exatamente nada, podemos apenas citar que as vendas da Frontier continuam se mantendo firme, perto das mil unidades mensais, ora passando isso, ora ficando perto de alcançar esse número, ou seja, o seu público fiel existe e se mantém, não é aquele que pula de modelo em modelo valorizando artificialmente as suas escolhas. L200 e Frontier andam coladas, ora uma a frente, ora a outra, mas elas definem claramente um público específico, isso é bastante perceptível quando olhamos as suas oscilações.
O Edu insiste que a Titano vai um dia passar a Frontier, não duvido, novamente é apenas mercado, marca, popularidade, porque qualidades ela não tem nenhuma (a imprensa séria diz isso, não nós). A Amarok já teve a sua época puxada pelo V6 que acabou deixando de ser o seu atrativo, apesar do V6 dela ainda dar um banho de desempenho em concorrentes por aí, e a oscilação destas duas vai continuar existindo.
Bem, essa é a minha avaliação de mercado, não tão precisa como a do Edu que sempre acerta. Me recuso a publicar o "ranking" de emplacamentos que nada diz em absoluto, mas em fazer um resumo honesto, frio e real da situação de mercado hoje, que parece não ter mudado nada quando o modelo queridinho era outro.
Amigos, comemoremos. Mais uma vez a razão venceu pelo tempo, a verdade apareceu, e novamente provamos o nosso ponto de vista

Mas, apesar de tudo isso, não comprem a Frontier, afinal, o volante dela é parecido com o do Kicks (não igual como o pessoal sem óculos acha), é parecido com o do Altima, do Versa, do Sentra, etc... um "super defeito" imperdoável

Eu continuo satisfeito com a minha Frontier, a mais tecnológica do mercado com recursos de ponta até na versão de carregar esterco (afinal quem não pode pagar meio milhão também é gente), com a melhor estabilidade do mercado, o melhor conforto, sem defeitos crônicos, com um ótimo pós-vendas recentemente premiado várias vezes, fabricando por uma marca estabelecida em nosso país, com peças de qualidade, com a tecnologia japonesa acima de qualquer suspeita, e sem choradeira dos seus donos. É perfeita? Eu diria que pra mim sim, porque estas suas qualidades todas são o que eu quero numa caminhonete. Vende mais? E quem se importa com isso? Não sou dono da Nissan
