Postado originalmente por
Grassmann
Fotografias nada mais são do que o registro de luz.
Depois que a gente realmente assimila isso, começa a ver as coisas de outra forma. Eu não busco mais boas fotos, elas é que vem até mim. Diversas vezes, no meio de um passeio, paro para tirar foto de uma flor, de um inseto ou de qualquer outra coisa por um simples motivo: A condição de iluminação era extraordinária. Veja o caso daquela roda lá emcima. Ela (a roda), por si só, não agrega nada. Mas eu estava sentado, olhei para o lado, e lá estava a luz na roda, deixando várias nuances a serem exploradas.
Eu também comecei com uma Zenit manual. Ela tinha fotômetro, mas era um fotômetro muito ruim. Só indicava se tinha muita luz, pouca luz ou luz adequada para a configuração escolhida (abertura e velocidade). A primeira quebrou, e como era muito barata, comprei outra igual. Foi com ela que aprendi os melhores conceitos de fotografia. Não tinha jeito, ou eu aprendia, ou as fotos ficavam ruins... (Máquina automática só serve pra ganhar velocidade e atrapalhar o aprendizado...)
Depois comprei uma Canon EOS3000. Máquina com filme, permitia a troca de lentes e filtros. Permitia operação totalmente manual, mas com opção de automático (minha esposa adorou!). Eu adorava essa máquina. Simples, robusta, e me permitiu tirar excelentes fotos.
Mas acabei me rendendo à fotografia digital... Troquei minha Canon por outra similar, desta vez digital. Em suma, continuo tirando fotos de forma manual, como na minha antiga Zenit, mas com a facilidade de poder ter todas as fotos à minha disposição num cartão de memória.
O que eu faço é não me render aos apelos das facilidades das máquinas mais modernas. Continuo curioso, explorando e tentando novas perspectivas. Continuo buscando novos ângulos. E nunca desperdiço uma boa luz, independente do objeto que estou fotografando.