Jeanilson,
A pressão dos pneus é determinada em função da carga e da velocidade do veículo. Estes dois fatores geram um aquecimento da estrutura do pneu, calor este que tem um limite bem determinado, a partir do qual o pneu se degradará.
O pneu tem vários componentes internos e se movimenta todo o tempo devido à flexão da sua estrutura (carcaça), gerando atrito interno e, conseqüentemente, calor. Existem curvas gráficas de pressão para cada desenho de pneu, em que, baseando-se em testes de laboratório, se determina a flexão da carcaça sob uma carga específica a uma velocidade determinada.
Este gráfico é construído assim: no projeto do pneu, um dos fatores determinantes é a flexão máxima que a carcaça pode suportar. Considerando este dado como limite, aplicamos cargas diferenciadas e variamos a velocidade, construindo o gráfico de pressões com os dados obtidos. Fazendo as extrapolações e interpolações nestes dados, chegamos à pressão ideal para manter a flexão da carcaça dentro dos níveis aceitáveis para as diversas velocidades e as várias cargas a que o pneu pode ser submetido.
A partir daí, verificamos qual seria a pressão média a recomendar para abranger a situação mais crítica de peso e velocidade sem comprometer a utilização com o mínimo de peso possível a que o pneu pode ser submetido.
Por isso, esse estudo é feito para cada tipo de veículo em conjunto com o fabricante do veículo. Como este gráfico não é linear, não é possível aplicar uma regra de três simples para extrapolar os dados. É necessário realmente calcular o valor específico para cada ponto da curva a fim de encontrar a pressão ideal.
Como para carros de passeio os pesos variam pouco, geralmente só existem dois conselhos de pressão: carga normal e carga máxima. Já para veículos de carga existe uma variação maior, em que normalmente nós procuramos assessorar cada usuário (no caso de frotistas) a determinar a pressão ideal para os seus veículos.
Pneu parece uma coisa simples, mas, na verdade, não é assim. rsrsrsrsrs
Um abraço,
Flávio