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Convex Datacenter
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  • #13



    Leopoldo,

    Tinha a mesma impressão que vc....

    Essa história de regulável é a consequência do desgaste, assim sendo causa e não efeito e se realmente alguém "atoxar" a porca, não sei se numa estrada de terra cheia de costelas de vaca se esse dispositivo não funde internamente
    Só que na prática não comprovou, o passo da rosca é curto se apertar muito não atua, trava na posisão. Se vc travar e andar nas costelas duvido que segure o carro e passe de 60km/h. Começa a quicar de um jeito que assusta.
    Um ajuste de 1/8 a cada 3-4k eu acho razoavel IMHO.

    Não defendo com unhas e dentes, só quero passar a experiencia de quem está usando no dia a dia.
    Se vc colocar seu jeep para rodar 2000-2500km por mês (é o que eu rodo) vc repensará alguns conceitos de custo.
    Achei que os discos iam gastar muito rápido, mas na prática deram batente nos 50.000km (não aconselho rodar tanto,pois os discos custam merreca).
    Contudo é um componente muito especifico: só serve para feixe e precisa de espaço para atuar.

    O que precisamos é saber o que dizem os prós que usam os dito cujos em competição.

    [ ]´s curiosos

  • #14

    Re: trocando ideias

    .............. andamos de JEEP !
    Ainda na época da Guerra Fria, um militar da Coréia do Norte resolveu desertar, pilotando um avião soviético (Mig, se não me engano da série 21), e como os americanos estavam doidinhos em por a mão no que existia de melhor na aeronáutica russa, aceitaram o "delivery".
    Lembro bem de que houve muito bate-boca, com os tradicionais estrategistas de plantão anunciando a chegada da Terceira Guerra Mundial e coisas do tipo, e entre uma e outra coisa que a mídia noticiou houve um grande enfoque à tecnologia ultrapassada que o Mig utilizava, principalmente nos sistemas de navegação e comunicação, que ainda utilizavam válvulas, enquanto qualquer avião militar do lado ocidental há tempos fazia uso de semicondutores.
    Muito provavelmente esta informação de interesse técnico "vazou" para a mídia por obra e graça de algum órgão de informação. Ridicularizar o inimigo faz parte do jogo e surte lá seus efeitos, pelo menos junto ao povão. Só que entre os meios militares este assunto deve é ter causado uma certa apreensão depois que alguém matou a charada, que só foi divulgada muitos anos depois do ocorrido e só em meios especializados:

    Os americanos sempre trabalharam com a hipótese de que após o uso de armas atômicas, caso alguém sobrasse vivo na face da terra, a possibilidade de um conflito com armas convencionais seria muito restrito, à exemplo do que aconteceu após as duas bombas jogadas no Japão. Já os russos, sempre trabalharam com a idéia de que o uso de armas atômicas seria limitado e seguido de guerra com armas convencionais o que, diga-se de passagem, seria um cenário muito mais realista, e para entender o que isso tudo tem a ver com válvulas e circuitos integrados é preciso entender um pouco dos efeitos de uma bomba atômica.
    A destruição física proporcionada por uma bomba atômica pode ser analisada como a finalização de um processo, (simplificadamente) ocasionada pela onda de choque (grosseiramente falando, expansão violenta do ar) cujo poder de destruição pode ficar restrito a algumas centenas de metros ou ultrapassar vários quilometros, dependendo do potencial da bomba. Só que bem antes da finalização deste processo, a fissão atômica também gera distúrbios eletromagnéticos de altíssima intensidade, e mesmo bombas com potencial destrutivo restrito a algumas centenas de metros gera energia eletromagnética que pode ser mensurada a milhares de quilometros, e a velocidade da luz.

    Daí podemos criar três cenários:

    - Dentro da área de destruição total; circuito integrado, válvula, piloto, avião, americano, russo, tudo vira pó de substrato de pensamento e... plim-plim, a Globo sai do ar.

    - Próximo da área de destruição total mas ainda sob ação da onda de choque; por mais protegido que esteja o circuito integrado frita, avião americano fica sem comunicação, sem orientação, talvez até sem controle e se tiver sorte cai instantes depois sob ação da onda de choque. Enquanto isso, a válvula tem um surto, o avião russo balança mas não cai e se tiver sorte consegue até escapar da onda de choque e... plim-plim, a Globo noticia que um radioamador captou comunicação da aviação russa, informando que houveram estragos mas o potencial ofensivo não foi totalmente destruído (na pior das hipóteses, russos com informação e logística preservadas, EUA nem tanto ou nada).

    -Dezenas (ou até centenas) de quilometros da área de destruição total mas ainda dentro da área de atuação do distúrbio eletromagnético; por mais protegido que esteja o circuito integrado frita, avião americano fica sem comunicação, sem orientação, talvez até sem controle e se tiver sorte o piloto consegue puxar a alavanca de ejeção do assento e dizer adeus ao avião. Enquanto isso, a válvula tem um surto, o avião russo balança mas não cai e se o piloto tiver tomado muita vodca... plim-plim, a Globonost, através do camarada-repórter Wilianovisk Bonernovisk, informa que o Niva foi eleito o carro do ano e que a perereca da Globeleza será substituída pela perestróika do Gorbatchov.

    Sem grandes exageros, estes três cenários poderiam muito bem ter acontecido, e caso ocorresse boa parte do crédito poderia ser das válvulas termoiônicas, tecnologia antiga, como outras, mas não necessariamente ultrapassada, pelo menos para quem conhece seus atributos em detalhes e saiba emprega-los com propriedade, no lugar certo e da forma certa.
    O mesmo acontece com qualquer outra coisa do nosso dia-a-dia que envolva algum tipo de tecnologia, e para ficar no que interessa - automóveis - não está errado dizer que injeção de combustível é muito melhor que carburador, mas dependendo da situação um velho e antiquado carburador pode ser muito mais interessante, principalmente quando a eletrônica pifa e estamos no cafundó do mundo. E se estivermos no cafundó do mundo sem manjar lhufas de mecânica ou sem uma mísera chave de fenda, vamos ficar olhando para o carburador com cara de paspalho e com inveja do primeiro caboclo que passar montado na ultrapassada tecnologia da carroça (cá entre nós, muita gente já deve ter sentido isso na pele, com o carro pifado em qualquer grande avenida de qualquer grande centro).

    Toda tecnologia tem vantagens e desvantagens que variam em função da aplicação, da forma de uso, da capacitação de quem usa, de quem faz manutenção, da geografia, do clima e até do bolso de cada um. Sem avaliar todos os detalhes, fica complicado dizer que um sistema de amortecimento por atrito é tecnologia ultrapassada. O que este sistema tem de ruim? Desgaste e ajustes temporários? Quem pratica Fora de Estrada deveria ter POR DEFINIÇÃO que todo veículo tem que passar por manutenção PREVENTIVA periódica, e quem faz isso está dando xongas para o tempo despendido numa eventual manutenção do amortecedor por atrito.
    O jipe terá um uso intensivo por terrenos alagados? Ah... agora a coisa muda de figura, neste tipo de aplicação a eficiência do amortecedor por atrito vai pro saco em pouco tempo. Diga adeus a este tipo de amortecedor e instale (ou construa) um Spring Shock e proteja até as molas contra ferrugem.
    Por qualquer motivo não quer um Spring Shock? Com alguma merreca e pouca mão de obra é possível fazer um suporte para amortecedores duplos ou até triplos.
    A mão de obra é escassa? Substitua o amortecedor original do jipe por outro de caminhonete, caminhão, trator, o escambau.
    Se fizer uma escolha BEM acertada, levando em consideração tudo o que REALMENTE interessa para o uso PRETENDIDO, pinte o amortecedor de amarelo e saia por aí dizendo que é amortecedor da marca Sítio, rival nacional do Rancho, que custou o justo e que, se bem acertado, pode até superar o rival importado (Marca pode ser sinônimo de tecnologia mas uma tecnologia sem marca não é necessariamente inferior).

    Não existe tecnologia ultrapassada, o que existe é tecnologia mal empregada.


    Em tempo: nos dias de hoje, se por acaso explodir alguma bombinha atômica por aí, a única guerra que os sobreviventes verão será na base do trabuco e do porrete, ninguém mais usa válvulas, inclusive os russos!

  • #15
    Sukys,

    Acho que você foi perfeito.
    Na minha vida profissional sempre defendi que o uso da tecnologia e de quaisquer recursos ou ferramentas deve ser adequado à "usabilidade" e limitado pela possibilidade de implementação, manutenção e adesão pelo usuário.
    E acho que isso se aplica ao 4x4.
    As dúvidas que o kbrito tem quanto aos amortecedores da OMP, são as mesmas que eu tenho por exemplo: os materias empregados estão bem dimensionados? os conceitos foram bem empregados? a simplicidade redunda em "usabilidade"?
    A única pessoa que tenho conhecimento que usa OMP é o Caio, que felizmente está satisfeito!
    De qualquer forma, eu já decidi: quando precisar trocar os amortecedores do meu CJ, vou trocar pelos da OMP.
    Afinal, mesmo tendo escapado por pouco da "safra" dos cinquentas, não posso me considerar "moderninho" e devo, por obrigação de prestígio à simplicidade, funcionalidade e experiência dar oportunidade a conceitos, digamos, valorizados pela pátina do tempo!

    []s,

  • #16
    Usuário Avatar de leopoldo
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    Só um detalhe :

    era um MIG 25 FoXBAT.
    Willys 58 V8 302+cambio C4+Susp. Ar+Esteçamento Total
    http://www.4x4brasil.com.br/forum/ga...500&ppuser=579

  • #17
    Citação Postado originalmente por Claudio
    ...valorizados pela pátina do tempo!
    Desenterrou esta palavra de onde? De alguma propaganda de amortecedor que usava tira de couro de boi como elemento de atrito?

    Abraços,

  • #18
    Usuário Avatar de leopoldo
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    Mas pensando bem, o episódio da fuga do FoXBAT foi mais recente.........foi esse que impressionou pelas válvulas...........o da querra fria bem que pode ter sido um 21-Fishbed não me lembro desse episódio porque eu era muito pequeno.

    Esses "deliveries" sempre foram estimulados pela recomsensa oferecida.
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  • #19
    Usuário Avatar de Eduardo Velo
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    A tecnologia de hj é o arcáico de amanhã , aproveitando a média de idade do tópico que tá 1/2 alta , diga-se de passagem ... , muitos já viram funcionar equipamentos com base em pura mecânica , hj transformados em eletronica , que sofriam ajustes constantes e hj são auto ajustáveis ... , bom isso tudo é bom até o pto de dar algum defeito e o que seria contornado facilmente no método mecânico torna-se um desespero atras de peças importados e um conhecedor do assunto ...
    Então saber um pouco de cada ajuda muito , e prova que todo tipo de solução é válida , mesmo sendo arcáica e que , portanto , tem o seu valor ...

    Em tempo - muitos equip. otimizados na minha empresa , por vários defeitos e dificuldade de peças , estão retornando ao método dos "Anos 50" (ói ele aí de novo) e o estranho é que é aceito com naturalidade por todos ...

    []s...
    Engesa F3 - Q20B - Original - Packard Clipper 1957 - na tela do micro . eduardovelo@yahoo.com.br

  • #20
    Citação Postado originalmente por leopoldo
    Mas pensando bem, o episódio da fuga do FoXBAT foi mais recente.........foi esse que impressionou pelas válvulas.....
    Este tipo de episódio aconteceu aos montes, Leopoldo, principalmente no período que antecedeu a dissolução da URRS, e o fato que citei pode muito bem ter acontecido com o 25, já que a aviação da Coréia do Norte é praticamente formada por aviões russos (desde o Mig 19) e o 25 já existia desde o começo dos anos sessenta.
    Não tenho bem certeza (conheço um pouquinho mais da aviação da IIGG e não o que veio depois) mas o Foxbat (apelido que a NATO deu a algumas variações da série 25) possuia até parte da aviônica (comandos) controlada por válvulas.

    Imagina só, se para escutar vitrola à válvula já é um saco ter que esperar as ditas aquecerem, o que não dizer de um caça para iniciar vôo?

    Mais uma vez, vantagens e desvantagens da tecnologia...

    Abraços,

  • #21
    Citação Postado originalmente por Eduardo Velo
    ...hj transformados em eletronica , que sofriam ajustes constantes e hj são auto ajustáveis ...
    Pois é, Eduardo, estou envolvido com eletrônica há 37 anos e quando não levo choque vou dormir com a sensação que faltou alguma coisa para terminar o dia e nesse tempo todo não foi dificil constatar a simplificação (e precisão, e barateamento, e acesso, etc., etc. e mais um monte de etc.) que a eletrônica trouxe para absolutamente tudo o que nos envolve, e consequentemente teria centenas de argumentos para defender com unhas e dentes a eletrônica. E poderia fazer isso alguns anos atrás, só que hoje em dia eu já pensaria duas vezes antes de dar minha opinião justamente por causa da exagerada "eletronificação" de nossas vidas.
    Quando o quesito tem a ver com as vantagens que isso nos trouxe continuo com a mesma (boa) opinião, só que estamos nor tornando reféns da tecnologia, como se fosse uma versão apolitica do filme Big Brother.

    Estou até pensando em fundar o MSG (Movimento dos Sem Graxeta). Embora não tenha nada a ver com eletrônica sinto saudades dos tempos em que um simples terminal de direção tinha graxeta. Tudo bem que isso simplificou a manutenção mas deitar debaixo do carro de tempos em tempos não só é bom para tirar uma soneca com também para ver o estado geral da viatura!

    Bom... hoje ganhei um novo brinquedinho (um lap top Toshiba 286 cujo destino era a lata de lixo) e vou usar a meia hora que resta antes de dormir para ver é viável transforma-lo em painel para o X15. O display de cristal liquido, embora monocromático, é muito simpático...

    Abraços,

  • #22
    Galera !!!

    Eu fique surpreso com este tópico, só me resta dizer.

    Desculpa ai!!!
    Houve mais comentarios do que eu imaginava,e oque é melhor ,foram os doutores do forum, de qualquer forma eu agradeço a atenção de todos.

    Abraços de um aprendiz.

  • #23
    Citação Postado originalmente por Sukys
    Citação Postado originalmente por Claudio
    ...valorizados pela pátina do tempo!
    Desenterrou esta palavra de onde? De alguma propaganda de amortecedor que usava tira de couro de boi como elemento de atrito?

    Abraços,
    Muitas vezes tenho a impressão de que a língua portuguesa é desse tempo mesmo!

    Quanto ao laptop, uma sugestão: é perfeito para fazer navegação em tempo real com GPS! Ou seja, tem lugar num painel sim!

    []s,

  • #24
    Não acho não... um bom GPS é melhor.

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