Não é cara demais para o seu motor e sim cara demais para qualquer motor, mas como é "made-in-outro-lugar" tem gente que compra. Aliás, se algum gringo lançar titica de galinha em lata, colocar o nome comercial de Merdox Plus e anunciar como aditivo para motor, vai ter fila de caboclo querendo comprar...:lol:Citação:
Postado originalmente por Fabiano-SL
Situação do tipo só diminui com informação e bom senso.
Módulo moderno... o que é um módulo moderno? O que tem de diferente no circuito que você montou de qualquer outro que não seja micro-processado? Em termos funcionais, o que existe a mais é o controle de desenergização da bobina, em termos tecnológicos, CI's que substituíram componentes discretos e componentes semicondutores mais eficientes, e em termos de compatibilidade, a diferença entre o tipo de sensor (basicamente impulsor ou Hall) e a capacidade de suportar maior ou menor corrente de saída.Citação:
Postado originalmente por Fabiano-SL
Via de regra, motores antigos tem sistemas de ignição que atendem os requisitos do motor de forma apenas satisfatória, e o limite fica exatamente por conta do platinado, que restringe a possibilidade de utilizar bobinas mais potentes (maior corrente sobre os contatos) além da eterna necessidade de trocas e ajustes.
O circuito que você montou é ótimo para manter a originalidade do motor e dar uma imensa sobrevida ao platinado mantendo, como conseqüência, a eficiência do motor por igual período de tempo, pelo menos no que se refere à responsabilidade da ignição (mas existe gargalo!).
Substituindo o transistor de saída por outro de maior potência (texto abaixo) já é possível pensar em bobinas de maior potência - e eficiência - e aí sim poderá ter algum ganho realmente efetivo junto ao motor, como partida mais rápida, um pequeno incremento de potência e idêntica diminuição no consumo, marcha lenta um pouco mais estável e por aí vai. E isso acontece porque a raquítica bobina original foi projetada para fornecer faísca com intensidade SUFICIENTE para o combustível "original", que era gasolina pura. Como hoje em dia não existe mais gasolina pura e sim "gasool", e como o álcool necessita de maior temperatura para inflamar, qualquer incremento na tensão (e corrente) da faísca pode se traduzir em idêntico incremento de eficiência no motor, ou diminuição de perdas, depende do enfoque.
Evidente que isso tem um limite, e a partir do momento em que a faísca já é adequada para iniciar a queima de nada adianta incrementar sua tensão ou corrente, ou em outras palavras, se a bobina está dando conta do recado, troca-la por outra é puro desperdício de dinheiro.
Bobina dando conta do recado já é uma grande coisa mas também não é tudo. O platinado continua lá, junto com suas limitações mecânicas de funcionamento, desgastes e desajustes, dando pau sempre na hora e local errado.
Para acabar de vez com isso tudo só tem um jeito, substituir o dito por um sensor eletrônico e, se possível, da forma mais simples possível. Tempos atrás, a Bosch chegou a lançar em nosso mercado alguns kits de ignição eletrônica para os modelos de carros mais populares de então. Eram kits efetivamente "plug-and-play" que deixariam o Bill Gates vermelho de vergonha. Bastava abrir o distribuidor, tirar o platinado, parafusar o sensor Hall no lugar, colocar um rotor especial (equipado com as janelas de comutação do Hall) e instalar o módulo eletrônico no circuito, junto com a ótima bobina que acompanhava o kit.
Como isso é coisa do passado, para substituir o platinado, hoje em dia, não resta alternativa senão partir para adaptações mais ou menos caseiras, e de todas a mais adequada é justamente a mais trabalhosa, que é adaptar o sensor ao distribuidor original. A outra, menos trabalhosa (em termos) é adaptar um distribuidor mais moderno junto ao motor, só que isso implica em compatibilizar a curva de avanço com o motor, e se isso não for feito - e bem feito! - é melhor deixar o platinado em paz. A eficiência do motor agradece.
Se tudo isso vale a pena ou não depende de cada um. Tem gente que não gosta (ou não sabe) dar manutenção à ignição. Tem gente que adora ostentar penduricalhos "modernosos" sob o capô. Tem gente que leva tão à sério a originalidade que não troca nem óleo. E tem gente que gosta de fuçar e melhorar o que for possível, dentro ou fora de uma efetiva necessidade, dentro ou fora de uma razoável relação custo/benefício. Mas como isso é história para balcão de botequim vou parando por aqui...:lol:
O seu circuito não substitui a ignição eletrônica porque ele é já é a própria ignição eletrônica, oras... :lol:Citação:
Postado originalmente por Fabiano-SL
Ver eu vi, agora ler... está mais fácil ler a Pedra de Roseta de ponta cabeça do que este texto :lol:Citação:
Postado originalmente por Fabiano-SL
Mas nem é preciso ler, com o tipo de transistor utilizado já deu para sacar que é coisa do tempo em que jogava paredão no meu Sinclair... :lol:
Nada de subjetivo... OK...:wink:Citação:
Postado originalmente por Fabiano-SL
Como foi você quem montou o circuito acredito que tenha bons conhecimentos de eletrônica, e partindo deste pressuposto acho que posso escrever um pouco em "eletroniquês" :lol:
A potência efetiva da faísca depende principalmente da indutância da bobina, e quanto maior for a indutância maior será a corrente no enrolamento primário, e a transferência de energia depende em muito da "qualidade" do chaveamento, que quanto mais se aproximar de uma rampa de 90º e excursionar entre Gnd e Vcc, melhor.
Como não sei exatamente qual o tipo de bobina que faz uso em seu motor vou considerar como sendo uma "genérica", de baixa impedância (e baixa potência de faísca), justamente o modelo que necessita de menor corrente no circuito primário onde, num chute muito prá baixo, deve drenar algo como 8 Ampéres (com um amperímetro você pode checar isso).
Sabendo que a tensão aplicada ao primário da bobina pode variar de uns 10 volts na partida do motor até uns 14 volts quando em carga total do alternador ou dínamo, vamos ficar com a média de 12 volts, e uma vez elegido o valor da corrente de dreno (8 Ampéres) podemos analisar melhor o circuito que faz uso.
Fazendo uso do Datasheet do BU208, o que nos interessa é a corrente em saturação (IC max = 5A) e a máxima potência dissipada (PD = 12W). Vceo passa batido, porque o limite de 700 volts está acima da força contraeletromotriz gerada pela bobina (algo em torno de 200~300 volts) e muito acima da tensão de chaveamento (12 volts).
Como potência, em Watts, é o produto da tensão pela corrente, a carga imposta pela bobina é de 96W (8A X 12V) só que o BU208 tem limite de dissipação em 12W, o que implica em dizer que sob 12 volts a corrente de coletor tem que ficar limitada em 1A, só que, sob esta mesma tensão, a corrente de dreno imposta pela bobina é oito vezes maior, acima até de IC max, que é de 5A.
Mesmo com tamanha sobrecarga este transistor não pifa (e não pifa porque o BU tem grande margem de tolerância, coisa típica de transistores projetados para circuito de deflexão horizontal de TV) mas como a freqüência de chaveamento é baixa (não passa de algumas centenas de Hertz) o BU não pifa mas também não permite uma excursão rápida entre Gnd e Vcc para chavear a bobina de forma minimamente aceitável, diminuindo consideravelmente a eficiência da dita, e você tiver acesso a um osciloscópio poderá confirmar tudo isso de forma clara e objetiva. A rampa descendente será práticamente vertical até próximo a Gnd, para em seguida subir abruptamente 1 ou 2 volts, traçando deste ponto até quase Vcc uma linha com uns 40~50° de inclinação, muito longe do ideal e que mal pode ser chamado de chaveamento.
Que o circuito funciona eu não duvido, já montei coisa do tipo fazendo uso do BU407, que é apenas um pouco mais "parrudo", só que circuitos do tipo, com transistores subdimensionados, poupam os contatos do platinado, mas em contrapartida diminuem a eficiência da bobina, então como explicar que com ele não existe subjetividade no desempenho do motor?:wink:
Abraços,
PS: caso queira algo que realmente não seja um gargalo, monte um circuito com transistores CMOS de potência na etapa de chaveamento, como o IRPF460, que tem dissipação de 280W, corrente de coletor de 20A (pico de 80A !!!!) e funciona brincando com temperaturas de até 150°

