Postado originalmente por
MarcioNatal
Somos todos um bando de malucos:screwy:..... leia abaixo e entenda!!
Trechos retirados de uma reportagem da 4x4 de 2006 e de outras revistas:
"Indestrutível", "sobe até em paredes", "um verdadeiro tanque de guerra". Estas são algumas das frases sempre associadas a um ícone da indústria nacional de veículos fora-de-estrada, que deixou de ser produzido no ano passado: o Toyota Bandeirante.
Apesar disso, até hoje o Bandeirante é conhecido pela sua robustez, durabilidade, valentia e capacidade de se deslocar em terrenos desfavoráveis aos automóveis de passeio. Por isso, é admirado e amado pelos fanáticos por 4x4 e ainda tem um bom valor de revenda no mercado de veículos usados. "Indestrutível", "sobe até em paredes", "um verdadeiro tanque de guerra" são algumas das frases sempre associadas a um ícone da indústria nacional de veículos off-road.
Por isso tudo, o Toyota Bandeirante é um fora-de-estrada fora de linha, mas que nunca foge da briga. Encara qualquer terreno e qualquer concorrente. É pau pra toda hora!
A Toyota Bandeirante foi construído para durar longos anos produzindo lucros para seu proprietário." A frase, que constava do manual do proprietário, não chegou a ser desmentida pelos donos do carro, que tinha fama de poder rodar 1 milhão de quilômetros sem abrir o motor. Seu nome indicava que não havia tempo ruim - e muito menos caminho - que pudesse deter o utilitário.
O Bandeirante impressionava pelo porte maior que o do jipe Willys e pela austeridade de suas linhas. Era força em estado puro.
Certas características, inaceitáveis em outras categorias, não chegam a tirar pontos do Bandeirante. Depois de escalada a cabina e acionado o motor, os ocupantes eram recebidos com "aquela" vibração pelo diesel. A folga na direção vinha de "série", ao contrário do isolamento acústico: passageiros sacolejavam involuntariamente ao ritmo da batida tecno do motor. Mas ninguém podia reclamar. Que não se esperassem mesuras dele: bastava olhar sua cara para entender seu caráter.
Em 1994, o Bandeirante voltou às origens e recebeu um motor Toyota importado, uma evolução em relação ao OM-364, adotado desde o fim da década de 80. Mais potente que o Mercedes-Benz (96 cavalos a 3400 rpm, ante 90 cavalos a 2800 rpm), a mudança não chegou a ser aplaudida por todos os toyoteiros; muitos trocariam de bom grado os 6 cavalos a mais e a maior suavidade de funcionamento pela durabilidade e facilidade de manutenção do velho MB, que contava com o apoio da rede de concessionárias da marca. Isso sem falar no torque abundante em baixa rotação do motor nacional.
Mais de quatro décadas não provocaram mudanças significativas no Bandeirante. O conservadorismo pode ser explicado por sua boa aceitação no mercado - pretendentes chegavam a enfrentar meses de fila. Algumas poucas concessões foram opções de chassis mais longos, além de leves alterações, tanto estéticas como mecânicas. Mas nada que mudasse significativamente o projeto original.
Então volto a dizer: como é que hoje em dia, com tantas opções de carros luxuosos, com tecnologia embarcada, cheio de mimos oferecidos pelos fabricantes, ainda vemos pessoas optando por um veículo duro que nem uma mula, treme que nem um paciente com Parkinson, aerodinâmico que nem uma geladeira, etc, etc, etc.?? ......como disse anteriormente, um bando de loucos!!!
Somos todos loucos, mas muito felizes!! Parabéns a todos nós, os malucos, por essa escolha!!:palmas::palmas:
Um abraço a todos.
Márcio Humberto