Hederi,
O gasogênio é um gás obtido através da queima de carvão vegetal,
se não estou enganado o CO.
Em épocas de racionamento de combustível (2ª guerra mundial por exemplo) surgiram kits para adaptação em veículos. O equipamento era montado na parte traseira do veículo queimando o carvão, o gás era levado até o carburador através de uma tubulação. O motor funcionava, com potência reduzida mas funcionava.
Utilizado pela primeira vez na Europa, entre as duas guerras mundiais, o gasogênio chegou ao Brasil em 1941, quando houve racionamento de combustível, e tornou-se muito popular. Como apenas táxis, ônibus e veículos oficiais podiam usar gasolina, cerca de 20.000 desses sistemas foram implantados até o final da Segunda Guerra.
O motor adaptado para gasogênio funciona com os gases (nitrogênio, hidrogênio, monóxido de carbono, metano) obtidos pela queima do carvão ou da lenha. Com o gerador carregado com cerca de 15 kg de carvão, acende-se estopa ou algodão embebido em combustível líquido e coloca-se sobre a chama do gerador. O funcionamento não é imediato: a formação do gás no gerador leva de 5 a 10 minutos.
Dada a demorada partida, o gerador passa a receber água, colocada em um reservatório elevado, para que o calor a ferva e o vapor resultante se misture com os gases, alimentando o motor, após passar por vários filtros. O uso do gasogênio requer a instalação de um volumoso sistema, seja na traseira (o mais comum) ou na frente do veículo, cujo peso pode superar 100 kg.
O desempenho sai claramente prejudicado, perdendo-se em média 30% de potência em relação ao uso de gasolina. Em 1981, quando o gasogênio voltou a ser cogitado em função da segunda crise do petróleo (de 1979), a revista Quatro Rodas testou um picape Chevrolet C-10, com motor a gasolina de seis cilindros, com a adaptação. A velocidade máxima caiu de 128 km/h, com gasolina, para 95 km/h com gasogênio, enquanto a aceleração de 0 a 80 km/h passou de 12,5 para 39,8 segundos. Com consumo médio de 4,2 km por kg de carvão, a autonomia com gasogênio foi de apenas 64 km.
Nos tempos da guerra havia quatro principais fabricantes: Lorenzetti, Laminação Nacional de Metais, Securit e São Paulo, esta pertencente ao piloto Chico Landi, que ficou conhecido como o "rei do gasogênio" ao vencer corridas com o sistema. As competições estavam proibidas, pelo racionamento, e Landi propôs ao general Santa Rosa, no Automóvel Clube do Brasil, a possibilidade de uso do gasogênio nas pistas.
Com um Buick 1941 adaptado, Landi foi campeão brasileiro por três anos consecutivos, de 1943 a 1945. Entre seus cuidados estavam a elevação da taxa de compressão e o uso de carvão de nó de pinho, considerado o melhor para o motor.
fonte: http://www2.uol.com.br/bestcars/ct/gasogenio.htm
Em 1985 o deputado federal Walter Baptista, propos projeto de lei (112/85), que:
"PERMITE A UTILIZAÇÃO, COMO COMBUSTIVEL DE GAS GASOGENIO, BIOGAS, GAS DE PANTANO E ASSEMELHADOS, NOS VEICULOS AUTOMOTORES. "
porém o projeto foi arquivado ao final de sua legislatura, em 1991.
(...) O gasogenio basicamente eh um tambor de lenha fechado, com 2 buracos na
parte inferior. Por um dos buracos entra o ar. No outro buraco sai
basicamente CO. Primeiro o ar queima o carvao e vira CO2. O CO2 passando
pelo carvao incandescente, se transforma em CO. Este CO eh o combustivel
motor. Como no Ar tem 70% de Nitrogenio, este vai tambem ao motor, onde se
junta com mais Nitrogenio do ar do misturador (carburador). Esta mistura
tambem era conhecida com gas pobre, justamente pela alta quantidade de
Nitrogenio, que enfraquece o motor.
Na medida em que a lenha vai descendo no tambor, ela vira carvao, devido aa
temperatura e ausencia de ar.
No caso das lamparinas e dos macaricos de acetileno, o que existe dentro do
tambor sao pedras de carbureto, sobre as quais pinga agua e assim se forma o
gas combustivel acetileno.
Quanto ao artigo do Rifkin, ele estah certo quando fala em energia
micro-gerada distribuida. Isso eh ENERNET. Apenas o metodo e o combustivel
por ele sugerido que eh furado.
Primeiro: Qualquer motor de corcel trabalhando em cogeracao (aproveitamento
de EE e calor), eh mais barato e eficiente que qualquer turbina, ou celula
combustivel.
Segundo: O poder calorifico inferior do H2 eh igual a 28.655 kcal/kg, o que
equivale a 33,3 kWh de energia termica obtida com 1 kg de H2. Ou seja, voce
necessita de pelo menos 33,3 kWh eletricos para obter 1 kg de H2, sem estar
comprimido.
Como tambem o rendimento de uma celula combustivel nao passa de 50%,
resultam menos de 15 kWh por Kg de H2.
Considerando as perdas e rendimentos, voce necessita basicamente de nobres
40 KWh eletricos, para obter 13 kWh eletricos...
Como 80% da energia eletrico do mundo provem de sujas termoeletricas, com
rendimentos inferiores a 33% resulta que sao necessarios 120 kWh de sujo
carvao mineral, para produzir 12 kWh eletricos num automovel a H2. Portanto
o rendimento total do H2 eh inferior a 10%, e eh sujo e caro barbaridade.
O Rifkin e seus discipulos jogaram no minimo 20 kg de carbono na atmosfera,
nesta infundada brincadeira.
Eh por isso que quando se fala de H2, ninguem fala de rendimentos, de
autonomia, etc... permanecem flutuando no campo das achologias.
Aguardam alguma macumba.
Em contrapartida, um moderno motor a oleo vegetal tem rendimento de 40%,
alem de ser infinitas vezes mais barato e atmosfera limpante.
Oleosos e vegetais abracos
Thomas Renatus Fendel
FENDEL tecnologia
site: www.fendel.cjb.net
Em 1985 o deputado federal Walter Baptista, propos projeto de lei (112/85)... porém o projeto foi arquivado ao final de sua legislatura...
Não ficaria espantado se a lei - da era do Getúlio Vargas - que obrigava os mortais ao uso de gasogênio ainda esteja em vigor...
Até pouco tempo atrás, quem passava pela Av. Radial Leste - lá pelos lados da Mooca - provavelmente deu de cara algumas vezes com um caminhão Chevrolet e com um Jeep Willys, ambos da frota da Lorenzetti, equipados com gasogênio. No caminhão o equipamento até que passava batido mas no Jeep não tinha um que não olhava. O dificil é arrumar combustível em uma cidade como São Paulo...
Bem q essa lei poderia ter sido aprovada, so assim teriamos condiçoes de brigar com o cartel da Petrobrás.
Ja pensou passar o ano sem ter q ir ao posto?? com certeza nosso combustivel (extraido aki) seria desindexado do preço do barril la da arábias e cairia de preço.
Só teria q melhorar essa "célula de combustível pre-histórica" pra caber no porta malas. hehehe
Com o novo campeonato brasileiro com carros movidos a gás vamos evoluir séculos na tecnologia gasosa, daqui a algum tempo os carros vao ter o mesmo rendimento gasolina/alcool/gas.
Afinal quem nao lembra dos idos de 1982 qdo os primeiros corcel a alcool surgiram? eram uma porcaria, mas hoje já é tecnologia de ponta, pau a pau com a gasolina.
Taí um bom desafio para os cientistas/pesquisadores: células de combustivel gasogênio que caibam no porta malas, faça seu proprio combustivel. hehehe
Bem q essa lei poderia ter sido aprovada, so assim teriamos condiçoes de brigar com o cartel da Petrobrás. Ja pensou passar o ano sem ter q ir ao posto??
Um dos problemas aqui do Brasil é justamente este, achar que tudo se resolve na base do canetão...
Qualquer tipo de combustível tem um custo e se ainda usamos combustíveis fósseis é porque eles ainda apresentam um custo menor que o dos outros tipos de combustível, se não em termos de meio-ambiente pelo menos no que se refere ao custo própriamente dito.
O gasogênio foi utilizado como um paliativo emergencial. Nos anos 40 não produzíamos uma gota de petróleo e o que entrava por aqui era racionado, logo utilizado com grandes restrições. Hoje em dia teria serventia apenas em locais onde os combustiveis "convencionais" apresentam um custo de transporte que inviabiliza o uso, caso contrário ninguém vai quer usá-lo, tenha ou não lei para isso.
Como citei no texto anterior, imagine o uso de gasogênio em uma cidade como São Paulo:
Que tipo de materia prima utilizaria para gerar gás?
Carvão? Esquece, a geração do carvão é altamente poluente, anti-ecológica o custo por km rodado seria inviável.
Madeira? Também anti-ecológico e com custo provavelmente proibitivo. Poderíamos pensar no aproveitamento de madeira velha, resíduos etc, mas... haja resíduos!
Uma alternativa interessante seria o uso de merda. Isso mesmo, merda.
Com algumas alterações, um sistema de gasogênio pode se transformar em um bio-digestor e poderíamos utilizar uma mistura de merda (estrume animal tem melhor rendimento), lixo orgânico ou qualquer outro material cuja decomposição gere algum tipo de gás (geralmente metano).
O uso de tal combustível poderia trazer alguns problemas de "ordem nasal" e a autonomia não seria lá aquelas coisas, mas com certeza o custo seria zero e estaríamos fazendo um grande favor ao meio-ambiente.
Com o tempo este tipo de equipamento poderia evoluir muito. Imagine um sistema bio-digestor envenenado, que faça uso de gás em maior concentração. Como qualquer "pum" é rico em gás metano poderíamos aproveitá-lo com grande êxito. Bastaria um sistema "coletor de gás" apropriado, de preferência não invasivo (ou invasivo, ao gosto do freguês) e teríamos uma versão ecológica para o nitro.
Espero que neste fórum não exista politico atrás de idéias para projetos de lei...
sabe q na europa o combustivel reaproveitavel mais usado é realmente a merda? principalmente de galinha, comprada dos criatorios.
qdo citei q foi uma pena a lei nao passar foi pelo fato do cartel do petroleo ser fortissimo, sabe o q q aconteceu com a patente do motor movido a qquer tipo de óleo vegetal criado por um brasileiro em 1980? foi comprada por uma multinacional do petroleo.
nao vou nem entrar no merito de falta de pesquisa no brasil no campo de geraçao de energia e de energia renovavel, mas q nos demos um passo importante com a criaçao do proácol nos demos, entao deveriamos tentar outras vertentes.