Vamos lá.
1. serve com qualquer bobina?
A princípio sim, mas algumas características da bobina exercem influência no "pacote" de energia que se transforma em faísca.
Relação entre as espiras do primário e secundário, por exemplo, alteram a tensão da faísca pra mais ou pra menos, com consequente variação na corrente de forma inversa (o assunto é muito mais complicado que isso, mas vale como simplificação).
Via de regra as bobinas asfálticas possuem relação de 1/100, e se entrar 500 volts no primário terá 50.000 volts no secundário, o que já é mais do que o suficiente até para motores com bom nível de preparação.
Outra questão é a eficiência da bobina e a capacidade de isolação, e isso tem muito a ver com qualidade. Bobinas com baixa eficiência funcionam sem problema, porém a menor eficiência se traduz em perda por aquecimento, e se a isolação não for minimamente adequada haverão problemas de fuga, o que é altamente indesejável.
Se o assunto for dirigido a motor preparado a conversa toma outro rumo, mas para motores "de rua" pode-se manter a bobina original (de qualidade e em bom estado, é claro) e observar o resultado, evitando assim despesa desnecessária.
2. Velas indicadas.
Grau térmico tem tudo a ver pré-ignição e auto-limpeza dos eletrodos, e pode sofrer alteração até em função do tipo de utilização que se faz do carro (vela mais quente quando se usa o carro em pequenos percursos, mais fria quando se usa em longas viagens, e por aí vai) e seja qual for o sistema de ignição deve ser mantida a indicação do fabricante do motor ou mesmo do mecânico.
O que pode sofrer alteração é a abertura dos eletrodos. Maior abertura aumenta a chance de início de queima, mas se ela já existe com a abertura original não existe esta necessidade, mas como coisa do tipo nem sempre é observada de forma simples, pode-se muito bem aumentar gradativamente a abertura, observando o resultado, mas é bom que se diga que com maior abertura nos eletrodos aumentam os cuidados na isolação do sistema.
Motor turbo, por exemplo, é muito mais fácil levar choque com a aproximação do corpo em algum cabo de vela com o motor na fase pressurizada do que na fase aspirada. Maior pressão na câmara aumenta a resistência do dielétrico (que seria o mesmo que aumentar a distância dos eletrodos em motor aspirado) e como a energia elétrica sempre segue o caminho com menor resistência, se a isolação apresentar menor resistência que nos eletrodos será por ela que sairá a faísca.
Sds,
Sukys

