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  • #1

    qual efeito da altitude sobre a combustão?




    Senhores

    Estive entre dezembro e janeiro fazendo parte do noroeste da Argentina. Viagem fantpastica, 10.500 km na minha sr5 que, durante a viagem foi impecável.
    A unica coisa que, por um momento, me preocupou foi que, quando estive acima dos 4.000 metros de altitude, e exigindo grande esforços do motor, ela começou a fumaçar muito. Uma fumaça preta muito densa quase que tirava a visibilidade do parbrisa quando o vento levava a mancha que saia do escapamento.
    Quando desci, voltei aos 2.000 metros de altirude, tudo voltou ao normal.
    é claro que está relacionado à quantidade de oxigênio no ar. a 4 mil o ar é rarefeito e sei que isso tem imllicação direta na combustão.
    Procede que eu gostaria de saber, conceitualmente, o que acontece. Alguém saberia explicar, de fato o que acontece?
    Outra dúvida que eu tenho e a seguinte: o gás resultante da combustão é o co, ou co2?
    se o gás é invisível, o que é a fumaça que sai do motor?
    Obrigado

    Marcio

  • #2
    Usuário Avatar de maxdelta
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    Citação Postado originalmente por marcio lellis de souza Ver Post
    Senhores
    Estive entre dezembro e janeiro fazendo parte do noroeste da Argentina. Viagem fantpastica, 10.500 km na minha sr5 que, durante a viagem foi impecável.
    Legal!
    Citação Postado originalmente por marcio lellis de souza Ver Post
    A unica coisa que, por um momento, me preocupou foi que, quando estive acima dos 4.000 metros de altitude, e exigindo grande esforços do motor, ela começou a fumaçar muito. Uma fumaça preta muito densa quase que tirava a visibilidade do parbrisa quando o vento levava a mancha que saia do escapamento.
    Quando desci, voltei aos 2.000 metros de altirude, tudo voltou ao normal.
    é claro que está relacionado à quantidade de oxigênio no ar. a 4 mil o ar é rarefeito e sei que isso tem imllicação direta na combustão. Procede que eu gostaria de saber, conceitualmente, o que acontece. Alguém saberia explicar, de fato o que acontece?
    O seu veículo estava coletando pouco ar, logo ele precisava forçar mais o sistema pra perpetuar o funcionamento. Alguns veículos dessa região já vem equipados pra suportar tais altitudes, até mesmo com blowers, q sugam melhor o ar pra combustão do motor. Se vc tem dificuldade de respirar nesses lugares, o veículo q coleta o mesmo oxigênio q vc respira tb!!!
    Citação Postado originalmente por marcio lellis de souza Ver Post
    Outra dúvida que eu tenho e a seguinte: o gás resultante da combustão é o co, ou co2?
    se o gás é invisível, o que é a fumaça que sai do motor?
    Obrigado
    Marcio
    A maior parte é CO2, porém o resultado da maioria da queima de combústível é visível, pela quantidade, a única queima de combustível q me recordo que é "invisível" é o metanol, combustivel usado em carros de corrida e aeromodelismo!! O diesel é normal a fumaça ser preta ou branca ou acizentada!! Daqui a pouco os demais foristas explicaram melhor!!!
    Baja - Ainda sem nome
    Jipelipe - Sem jipe no momento

  • #3

    mais ar

    acredito que uma "gambiarra" no seu proprio turbo, para ser usada acima de 2,5 ou 3mil mts seria suficiente para dar mais pressao ao conjunto.

    abs

  • #4
    Usuário Avatar de joão k. chikui
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    Márcio
    Como vc já sabe que a fumaça e perda de potência (sua picape ainda não é turbinada?)se dá pela falta de oxigênio devido a altitude, vou tentar responder sua pergunta.

    Em condições ideais de oxigênio , o produto principal da queima é CO2 . Em condições bastante redutoras , com pouco oxigênio e excesso de combustível , pressão e temperatura , pode formar C (carbono , carvão) que dá uma fuligem particulada preta .
    Samurai Maracujá:Motor 1.6, eixo Hilux tras LR , Calmini 4.16 , SPOA, Jumelo revolver , Warn XD9000-i, 3k guerra 305/70-16

  • #5
    Citação Postado originalmente por marcio lellis de souza Ver Post
    se o gás é invisível, o que é a fumaça que sai do motor?
    Como o João já falou anteriormente, a queima não é total e perfeita e tem resultado, além dos gases, uma foligem.
    Quanto a perda de desempenho, certa vez li em uma revista expecializada um engenheiro mecânico falando que existe uma proporção para essa perda, se não me engano, 10% de perda para cada 1.000 metros de altitude.
    Abraço.
    XTERRA SE 2003/2004 - "Machona"
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  • #6
    Usuário Avatar de Caio Rivetti
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    Marcio,
    como o pessoal ja falou ai em cima a fumaça preta em excesso é causada pela falta de oxigenio na camara de combustão, devido ao ar ser mais rarefeito na altitude, isso implica numa mistura muito rica e faz com que o combustivel não queime completamente, esse problema pode ser resolvido com um turbo.
    Realmente a maior parte dos gases que saem dos veiculos Diesel é o CO que é invisivel, mas junto com ele existem as emissões de hidrocarbonetos(HC), dioxido de enxofre(SO2) , Oxidos de Nitrogenio(NOx) e materiais particulados que tambem podem ser formados pelo NOx e SO2. A emissão desse compostos esta diretamente relacionado com a eficiencia da combustão e com a qualidade do combustivel, principalmente o enxofre, e são esses particulados que dão a cor escura a fumaça.
    Abraço,
    Caio

  • #7

    Fumaça preta - motor não é eletrônico

    já perdi as contas de quantas vezes já cruzei a cordilheira, seja por passo de sico, passo de jama, passo de san francisco, tunel cristo redentor, região dos lagos, futaleufu, etc... etc...

    quando cruzava com uma ranger com motor maxion o negócio chegava a assustar, saía uma fuligem preta, mas em grande quantidade mesmo, e o motor perdia força, era a falta de ar no motor, o combustível era injetado as a quantidade de ar (oxigênio) era pouca para fazer a combustão.

    quando cruzei de tracker, com motor eletrônico, pouco senti. Agora em dezembro cruzei os 4.850 metro de san francisco em uma pajero full 3.2 2008, nova, e NÃO senti absoutamente nada, nem fumaça preta saiu. DE Hilux SRV 2007, também, nada sofria.

    ou seja, os motores eletrônicos regulam a quantidade de combustivel que entra em face da oferta de oxigênio disponível. Uma beleza.....

    o mesmo princípio vale para o carro a gasolina. Semrpe cruzei a cordilheira em motos injetadas, que nada sentiram. Já as carburadas, nossa, quanto trabalho, afogavam do nada.

    Ou seja, no seu caso, é assim mesmo. Em casos extremos, aguns arriscam a tirar o filtro de ar. Dizem que funciona, eu não arriscaria.
    Pajero Full 3.2D 2008/2009 - Pajero Full 3.8 2011/2012
    Ranger CD 3.0 4x4 3008/2008 - BMW X3 4x4 3.5i 2012/2012

  • #8
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    Bom dia Toyteiros,

    Tenho uma SR5 1998 com 240.000KM e já fiquei assustado com isso. e ví que é normal(pelo que me disseram).

    Qdo em subidas longas começa a perder força e vc olha no retrovisor e vê aquele fumaceira(não aliviamos no pé e mantemos a aceleração). haurhaurhaue

    Na minha foi até engraçado, hauaehuae eu falei, vou passar a Ranger(uma ranger que tb subia) euaheuheu mais em cima fiquei puto e falei puta merda, fui castigado pela mina arrogância heaheuaheuhauehaue

    Eu parei na estrada e falei, agora eu estou fu...... Tinha comprado o carro a três dias.

    Na descida ela voltou ao normal e eu puto dei 140km/h pra ela quebrar logo hauahuehae e está normal até hoje.

    Negócio é relaxar e subir devagar...

    Abçs

    Silvio
    RJ - SR5 1998
    4X4 Brasil

  • #9
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    O gás resultante é o monóxido de carbono, mas não é só ele, são vários que compõe o resultado da queima, mais partículas sólidas de outros elementos como enxôfre que vemos como fulígem e àgua.
    Na altitude a mistura se torna mais rica (+ comb que oxigênio), por isso mais fumaça e perda de potência. Nos veículos TURBO isso não é sentido em altitudes menores, pois o turbo empurra mais ar compençando o ar rarefeito até um certo limite, depois a mistura pode voltar a ficar rica novamente, pois nos automóveis não possúem contrôle de mistura como acontece nos aviões de motôr convencional.

  • #10
    Não é só por ser eletrônico que o carro deixa de soltar fumaça! Se você usar uma boa turbina com regulador de pressão ela irá manter a valvula de alívio mais fechada e com isso a pressão tenderá a manter-se normal.

    Outra coisa errada é pensar que o carro irá andar mais se você socar o pé no acelerador em motores aspirados que já estão soltando fumaça, isso é realmente errado já que o excesso de diesel faz com que o carro perca desempenho além de fazer gastar DEMASIADAMENTE.

    É isso ai, carros diesel não adianta socar o pé, um motorista que conhece o carro irá ter muito mais desempenho que você nesse caso! O ideal é você dosar o pé a medida que o motor estiver precisando!
    TROLLER 3.0
    Ex. TOYBAND CURTA - RESGATE

  • #11
    Colegas,

    Estive pela Serra da Mantiqueira neste final de semana e minha viatura fumaçou preto e perdeu potência em subidas nos trechos com elevação entre 1.800 e 2.100 metros, pricipalmente em segunda marcha.
    A reduzida funcionou normalmente, sem perda alguma.

    Lí acima que essas seriam características de veículos aspirados, mas a minha é um SW4 2000 turbo.

    O que pode ter causado tal problema ?

    Isso é consequência somente do ar rarefeito (que a 2000m nem é tanto assim) ou pode ser agravado pela má qualidade do combustível ?

    Estou para leva-la para a revisão e vou informar o ocorrido, porém gostaria de ter uma noção para argumentar.

    Obrigado pela força !

    Abraços,
    Pedro Lopes
    Toyota SW4 2000TD

    Ironman Suspension / FourWheel Bumper / PIAA Lights / OGZ Snorkel / BF AT / Husky Liners

  • #12
    Usuário Avatar de Hugo4x4
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    Citação Postado originalmente por marcio lellis de souza Ver Post
    Senhores

    Estive entre dezembro e janeiro fazendo parte do noroeste da Argentina. Viagem fantpastica, 10.500 km na minha sr5 que, durante a viagem foi impecável.
    A unica coisa que, por um momento, me preocupou foi que, quando estive acima dos 4.000 metros de altitude, e exigindo grande esforços do motor, ela começou a fumaçar muito. Uma fumaça preta muito densa quase que tirava a visibilidade do parbrisa quando o vento levava a mancha que saia do escapamento.
    Quando desci, voltei aos 2.000 metros de altirude, tudo voltou ao normal.
    é claro que está relacionado à quantidade de oxigênio no ar. a 4 mil o ar é rarefeito e sei que isso tem imllicação direta na combustão.
    Procede que eu gostaria de saber, conceitualmente, o que acontece. Alguém saberia explicar, de fato o que acontece?
    Outra dúvida que eu tenho e a seguinte: o gás resultante da combustão é o co, ou co2?
    se o gás é invisível, o que é a fumaça que sai do motor?
    Obrigado

    Marcio
    Márcio,

    A 4000 msnm temos 40 % e a 5000 msnm 50% menos oxigênio aspirado que ao nível do mar, então num motor eletrônico o sensor detecta uma piora na combustão, então pede para entrar menos combustível nos cilindros, isto implica em redução de potencia. Nos motores mecânicos isto é pior já que a relação ar combustível é constante, então entrando menos ar significa combustão pior com menos CO2 nos gases e mais CO e C (C=carbono=fumaça preta). Esse combustível em excesso que não queimou fica na câmara de combustão queimando antecipadamente no outro ciclo aumentando a pressão de combustão, tendo como conseqüência um aumento da temperatura nos cilindros. Nestes casos devemos aliviar o pé, diminuir a marcha e aumentar a rotação do motor para ter uma melhora na combustão. Se não fizer isto começa a aumentar a temperatura do motor. Em subidas longas nas alturas podemos acabar com o motor, pude comprovar isto segundo relatei no foro do Troller onde se trata o mesmo tema. Relatei a seguinte experiência:

    "Terça feira retornei após 34,5 dias de expedição pelos Andes (San Pedro de Atacama-Uyuni-Titicaca-Cusco-Nasca-Lima-Caral-Tacna-Iquique-Jujuy-Salta-Tucumán), eu na Defender com injeção mecânica e meu companheiro numa Toyota Hilux CD com injeção eletrônica. Rodamos muito acima de 4.000 m, chegando a 5.100 m como ponto máximo em Apacheta no Parque Nacional Eduardo Avaroa-Bolivia. Na Defender instalei um sistema de monitoramento sul africano de várias variáveis, entre elas da temperatura dos gases de combustão. Para facilitar a instalação do termopar e para não ter a preocupação de soltar alguma peça e danificar a turbina, o instalei no escapamento o mais perto da saída da turbina. O que pude observar é:

    - As duas viaturas perdem potencia com a falta de O2 no ar, mais nada que atrapalhe a viagem.
    -Fumaça preta nas arrancadas muito maior na Defender. O sistema inteligente eletrônico da Toyota consegue administrar a relação ar- diesel.
    -O alarme por temperatura dos gases está programado para 550 °C, no Brasil em subidas em quinta marcha judiando do motor esta não é atingida, agora nas alturas o bicho pega. Aprendi a dirigir nas alturas, em subidas em que parece que o motor tem folga o alarme do EGT tocava, reduzindo a marcha de quinta para quarta, por exemplo, aumentando o giro do motor a temperatura voltava ao normal. Dependendo da inclinação e do comprimento da subida tinha que reduzir a velocidade e as marchas para manter a temperatura dos gases em um valor adequado. A temperatura d’água do sistema de refrigeração sempre se manteve em valores normais segundo o fabricante do motor.
    - Poso concluir que com motor eletrônico se não tiver cuidado em circular a menor velocidade e giro maior que nas altitudes menores o motor entrará em alerta por temperatura. Motores mecânicos melhor seria outra regulagem para viver nas alturas e para motores envenenados em baixas altitudes, cuidado, poderão ficar pendurados nos Andes."

    Os ocupantes da viatura ficamos com os lábios roxos (cianose) na parte mais alta e fria, os pneus aumentaram ~ 1 psig de pressão cada 1000 m que subíamos, a pressão arterial de todos os oito integrantes da expedição ficou alterada (aumentou), as pessoas que nascem e moram nesses locais não agüentam fazer esforços sem ajuda da coca. Em resumo as alturas modificam muita o funcionamento das pessoas e máquinas.
    Hugo4x4
    Defender 110 04
    Jeep CJ5 73

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