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  • Etapa de rali, que pode definir equipe catarinense como campeã, começa com viagem e imprevistos até São Paulo

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    Tudo organizado para sair às 4h da manhã desta quinta-feira, mas ainda na quarta-feira à tarde os planos mudam e a equipe do piloto Luís Tedesco e o navegador Raphael Furtado decidiu partir naquela mesma noite. Hora marcada, hora cumprida. Às 21h10min deixamos a oficina em São José com destino a Atibaia - SP, onde será a realizada a última etapa do Campeonato Brasileiro de Rally.

    A mudança de horário ocorreu porque o trânsito da capital paulista assusta qualquer cronograma. Para evitar atrasos que a passagem por São Paulo pudesse gerar, partimos sete horas antes, mas os imprevistos começaram ainda em território catarinense.

    Nosso motohome tem toda a estrutura de uma casa. Camas, banheiro e cozinha após uma reforma que o tornou base de operações da equipe durante as provas. Na parte de atrás há espaço para levar até dois carros, além de todo o equipamento que uma prova exige: ferramentas, suspensões, pneus e até uma moto.

    O primeiro problema foi com suspensão traseira direita, que perdeu pressão deixou nosso ônibus desequilibrado. Nada muito sério para equipe, comanda pelo mecânico Ricardo Silva, 27, que em duas paradas pela estrada reajustou os sistema.

    Poucos quilômetros depois, outro pequeno problema. Um dos fios da rede elétrica no ônibus esquentou demais e começou a derreter. O cheiro de plástico logo invadiu a cabine e paramos novamente. Sob chuva, o responsável dessa vez para resolver o problema foi o assistente Jackson. Já eram 2h da manhã e o sono começa a bater.

    Por volta das 4h acordamos com Ricardo.

    — Olha só, capotou agora!

    Um caminhão com placas de Criciúma estava tombado no acostamento. O motorista recém havia saído da cabine pelo pára-brisa que quebrou. De ferimento, apenas um corte superficial na testa. O veículo escorreu no óleo que outro caminhão - parado mais a frente - havia derramado pela pista.

    Paramos para ver se era necessária alguma ajuda. Em poucos minutos, um carro com cinco homens e uma moto Honda Bross vermelha com duas pessoas pararam também, e sem oferecer qualquer ajuda, iniciaram a saquear a carga do camihão.

    Preocupados com o moto home, que além do carro leva todos os equipamentos e estrutura para a prova de rally, logo nos despedimos do motorista, que disse estar acostumado com saques sempre que ocorrem acidentes na madrugada. Voltamos para a estrada rumo a São Paulo.

    Na entrada da capital paulista, nenhuma novidade. Trânsito é claro. Demoramos quatro horas para cruzar a cidade e chegar até Atibaia, onde será realizada a prova.

    Fonte: Diário Catarinense