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Morretes - Primeira Parte
Meus prezados amigos, que muito incentivaram e me deram várias dicas as quais pude aproveitar bastante aí vai um relato com fotos !
Mas antes, meu muito obrigado !
Bem, saí de casa, meu apto em Niterói - RJ, já na noite de sexta-feira, tal era minha ansiedade em seguir caminho. A noite meio nublada...sem chuva. Segui direto pela Dutra e pernoitei num motel antes da Carvalho Pinto.
Costumo fazer isso, mesmo de moto, por que além de prático é barato e bem confortável.
No sábado cedo, depois do café no Motel, segui pela Carvalho Pinto. Um café e reabastecimento no posto de serviço Frango Assado e em seguida já estava atravessando a Paulicéia desvairada, como sempre com baitas engarrafamentos... tomei o sentido pela Castelo Branco do Rodoanel...
Agora na Regis Bittencourt, terrível como sempre... até que não peguei nenhum congestionamento... parei só no Graal para um lanche em Registro e derrepente lá estava eu e meu Troller fotografando no Portal da Graciosa !
Começou então uma chuvinha típica e chatinha na descida da bela Graciosa... ladeada de hortênsias e uma exuberante mata Atlântica !
Mas, pelas condições meteorológicas estava tudo um deserto...
Eu, viajando só... ouvindo minha música sertaneja... e assistindo meus DVDs da década de 70... era só alegria !
O Trollão, nota dez ! Chuva e frio... nem era comigo.
Cheguei em Morretes lá pelas 17 horas e me hospedei na pousada Dona Siroba, já minha conhecida de viagens de moto.
Depois de um bom banho... claro, o famoso " barreado"... caí dentro !
Depois de um café, um papo com o conhecido " carioca " figura maravilhosa que trabalha nesta pousada... descobri um livro sobre o Brasil e seus exploradores de 1500 a 1530... me deliciei na leitura noite a dentro !
Dormi.
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Salto Morato - Off road segunda parte
Continuando o relato, depois de uma noite bem dormida... afinal... haja barreado...hehehehe acordei faminto. Para minha alegria o barreado não me fez mal, e o segredo, segundo me disse a cozinheira, era degustar uma laranja, que acompanha o prato, para fazer bem a digestão... afinal, carne de búfalo cozida durante doze horas... é de fato um prato pesado.
Um excelente café da manhã na pousada Dona Siroba e lá estava eu novamente na estrada.
Essa pousada fica a 4 km de Morretes, numa localidade chamada Porto de Cima que era o ponto final da rota de mercadorias vindo de Paranaguá pelo rio Nhundiaquara depois no lombo de mulas , os mercadores e escravos subiam a serra da Graciosa para abastecer o planalto curitibano.
Uma parada em Morretes para abastecimento, checada no Troller, água, óleos, fluídos, pneus... tudo OK. Como iria pegar mais de 80 km de terra, melhor estar com o tanque completo ! Até porque estava em vôo solo.
De Morretes seguí pela bela e conservada rodovia , PR340 , até um local chamado Cacatu, são 27 km de rodovia simples mas bem conservada. Daí toma-se o rumo leste para Guaraqueçaba.
Iniciando o trecho Off road, baixei a calibragem dos pneus para 25 libras,
neste trecho de terra, com grau de dificuldade " leve " o grande problema é a velocidade que não supera os 40 km/h, pena de em curvas fechadas dar de encontro com algum caminhão, o que não é difícil. A pista, pedregosa em alguns trechos, lamacenta em outros, algumas subida, e alguns trechos retos com " costelinhas " não oferecem dificuldades a carros altos, penalizando os carros baixos que são raros, excetos alguns velhos de moradores das redondezas. Sem necessidade de tração, segui tranquilo, até a entrada do Parque Salto Morato.
Este Parque, de propriedade do Boticário é um paraíso pra quem gosta de camping com boa infra-estrutura. Trilhas bem traçadas , quiosques, recepção, banheiros limpos... enfim um paraíso. ao preço de uma taxinha de 5 reais, para acampar são 10 por pessoa. Seguindo a trilha bem sinalizada de 1600 metros cheguei até a maravilhosa queda Salto Morato ! Fiquei extasiado com tanta beleza e tamanha natureza alí bem na minha frente, tal qual a 500 anos atrás ! Muitas fotos e uns 40 minutos de admiração ! Uma bela queda de 130 metros sendo 80 livres do rio Morato. Outras atrações é o próprio rio Morato, seu aquário ! A ponte Pensil ! As bromélias ! A figueira que lançou suas raízes a seis metros de distância fazendo uma " ponte" sobre o rio ! Tudo isso se faz a pé numa caminhada leve e tranquila !
Dediquei também um tempo para admirar a exposição de fotos e informações na Recepção turística.
Pretendia acampar, mas como o tempo teimava em ficar nublado e com chuvisco, não tinha ninguém no parque. Achei um pouco de masoquismo passar a noite toda alí sozinho. Então resolvi seguir para Guaraqueçaba !
Assim o fiz !
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Guaraqueçaba - terceira parte
Saindo da reserva de Salto Morato, são 4 km de desvio da estrada PR 405 que leva a Guaraqueçaba, daí são mais 15 km. Antes de entrar na cidade passa-se o Mirante, que resolvi fotografar noutra ocasião em virtude da chuva. A estrada mantem as mesmas características com pedras roliças , barro e às vezes um calçamento de pedras pra melhorar a tração. No ponto mais alto tem o tal mirante que como disse resolvi fotografar na volta, pra esperar a melhora do tempo.
Guaraqueçaba é uma cidadezinha pitoresca... como bem disseram os colegas em mensagens anteriores, um ponto pra se vislumbrar a natureza e se constatar que ainda existem locais que são paz e harmonia.
Um vilarejo de pescadores, com comércio razoável , barzinhos e alguns restaurantes onde se destaca o Bar do Barbosa !
Algumas pousadas e uns poucos e razoáveis hotéis .
Depois de um citi tour com o Troller, e fazendo um sucesso danado, fui a atração da cidade... resolvi me hospedar no hotel Eduardo I , bem de frente para a baía e na pracinha principal da cidade.
Depois de apear do Jipão, um bom banho e uma caminhada pela cidade.
Compras no mercado de artesanato, fotos no relógio de Sol defronte a Câmara de vereadores, subida no morro do Quitumbê ao lado da igrejinha..e retorno ao hotel pra preparar a esperada janta no Bar Barbosa. Caí dentro do prato Turístico recomendado... e de fato adorei ! Uma curiosidade é que notei uma foto interessante no Bar do Barbosa... lá estava o Barbosa que tinha pescado um Badejo de 160 kg ! O mais curioso e tragicômico é que o Barbosa faleceu no mesmo dia que pescou o tal peixão..... Hoje o bar é administrado por sua filha, depois me informaram que foram pescados ainda outro Badejo de 180 e 200 kg ! Como não sou santo e já estava bom tempo sozinho segui para uma noitada na boate da cidade pra ouvir bastante música sertaneja... mas fandango que é bom mesmo... nadica de nada...
No final da tarde e já a noitinha o tempo deu sinal de melhoras então contratei o Sr Augusto pra me levar de voadeira até a ilha do Superagui, passeando pela baía de Paranaguá, isso bem cedo no dia seguinte ( segunda-feira ) antes que a maré baixasse muito devido ao manguezal.
Dormi tranquilo sonhando com um tempo melhor pra poder passear de barco.
Na revisão do dia, sucesso total e feliz com o belo passeio !
Ronquei pra cacete....
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O retorno a Morretes - Quinta parte
Depois de retornar da Ilha do Superagui, na segunda no fim da tarde, um bom banho pra relaxar, uma janta legal e um belo sono !
Na terça-feira o dia estava mais lindo ainda e depois do café, acerto de contas, e início do retorno, desta vez pararia no Mirante pra fotografar.
No meio da estrada uma parada pra socorrer dois motociclistas que estavam em apuros com um pneu furado. Embarquei um deles com o pneu e lá fomos nós a procura de um borracheiro. Assim pratiquei minha boa ação !
O retorno foi tranquilo, e me pareceu mais rápido que a vinda !
Em Morretes antes de voltar pra pousada da Dona Siroba, uma passeada por pelos casario e pela famosa estação de trem !
A noite, mais barreado !
Uebaaaaaaaaaaaaaaaaa
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Ilha do Mel - sexta-parte
Aquela terça-feira tinha sido maravilhosa, desde a manhã... céu azul de brigadeiro... Uma tarde maravilhosa depois de 80 kms de terra !
O Pôr-do sol em Morretes, visitando o casario... e o fim-de tarde na pousada da Dona Siroba, retornando em grande estilo... cheio de lama e ouvindo meu DVD sertanejo.
Depois de " apear " do Jipão, aquele banho gostoso e... cerva com Barreado é claro.
A noite foi tranquila e ao som dos grilos , sapos e centenas de animais que circulam pela vasta área da pousada da Dona Siroba. Mais uma vez me deliciei com o livro que encontrei numa pequena estante na sala de estar da pousada e que versava sobre as expedições no Brasil colônia.
A quarta -feira amanheceu também com um dia lindo de sol e temperatura amena ! Depois do café, um check-up no Trollão e lá estou eu novamente na pista em direção agora mais ao Sul, sentido Pontal do Sul . São cerca de 75 km de rodovias maravilhosas !
Um trecho da BR 277 e outro na PR 407 e lá estava eu em busca de um estacionamento próximo do cais. Não é difícil encontrar, a recomendação é apenas para períodos de férias e verão, pois o acesso à Ilha do Mel é restrito a 5.000 pessoas, muito bem controlado com pulseiras, logo é bom reservar hotel ou pousada.
Para a Ilha do Mel, é o melhor ponto de partida, além de mais perto tem mais saídas. Frequentemente de hora em hora.
Chegando na Ilha tem-se dois cais : ou fica em Brasilia ou no Encantado. Aportei no cais em Brasília, pois é o caminho para o Farol das Conchas e a Fortaleza !
A Ilha é uma gracinha , parece até que se está no Havaí... tudo areia, muitas árvores e um estilo bem havaiano, digamos assim, tudo parece um luau ! Encantador ! Mas de preço bem amargo esse estilo... hehehehe Mas vale a pena, lá estar principalmente muito bem acompanhado.
Iniciei minha caminhada de 4 km até o Farol das Conchas e assim fui conhecendo o interior da ilhota. Do alto do Farol a vista é deslumbrante, avista-se até a Ilha das Peças e ao longe a Ilha do superagui !
Maravilha, principalmente visualizando o " ístmo" da Ilha do mel, que parece a dividir em duas partes !
A gente vê bem também o canal da Galheta por onde passa o barco vindo do Pontal ! Esse canal é a saída dos grandes navios cargueiros do porto de Paranaguá.
Depois de várias fotos e deslumbres, segui no caminho à beira-mar para a tal Fortaleza... caraca...andei pra cacete... foram mais de 10 km pela areia , um grande exercício ! são seis km saindo do cais de Brasília. Mas confesso que valeu a pena !
Uma viagem à história do Brasil ! Muitas fotos pra registrar e um belo lanche na volta num barzinho estilizado Reggae assistindo DVD de surfistas no Havaí e ouvindo Bob Marley, enquanto aguardava a próxima partida para o Pontal.
Importante não perder o último barco, senão você terá que ficar na Ilha ou tentar atravessar de barco pequeno pagando caro por isso ! Essa travessia dura quase uma hora, mas é muito prazeirosa.
Novamente no Jipão retornei pra minha segunda residência, a pousada da Dona Siroba , lá chegando antes do anoitecer.
Mais um Check-up no jipão, água , óleo, fluídos, diesel, pneus... e já deixei tudo pronto pra retornar pra São Paulo no dia seguinte !
Mais uma noite maravilhosa na pousada !
Até aqui, 100 % de aproveitamento e só felicidade, sem incidentes.
Dormi bem pra cacete....
Ahhhhhhh
Mais barreado........