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  1. #13



    4a pernada: Florianopolis - Rio Grande, RS (praia de Cassino).



    Nao ha muito o que se dizer sobre esse trecho caso se faca direto, pois basicamente e trafegar nas otimas BR 101 Sul e BR 290 ate Porto Alegre e de la seguir pela BR 116 ate Rio Grande, a nao ser que se queira incrementar o roteiro fugindo um pouco do basico. Nesse trecho, entao, optei por tambem conhecer a famosa Serra do Rio do Rastro, desviando da BR 101 e seguindo pela SC 390 ate o topo da Serra e de la voltar para BR 101 e seguir o planejado inicialmente.

    Como o objetivo era chegar no mesmo dia a Rio Grande, fiz somente um bate e volta, mas recomendo a quem for fazer esse trecho que pesquise mais sobre a regiao, pois e muito bonita e talvez mereca alguns dias de exploracao. Vale muito a pena conhecer a serra do rio do rastro. Nao tive sorte de pegar ela aberta, sem nuvens, quando cheguei na parte mais alta, mas tive a felicidade de fazer quase toda ela com bastante visibilidade. A distancia da Serra ate Florianopolis e cerca de 220 km e o seu topo esta tao alto que foi possivel fazer contatos com radioamadores da ilha de SC em VHF. No meio da subida da Serra ha uma parada quase obrigatoria num bar cheio de quinquilharias e objetos de artesanato da regiao e sera onde se podera comprar o famoso adesivo que os motociclistas gostam de colocar no tanque de suas motocicletas.

    Outra opcao para quem esta com mais tempo e gosta de uma aventura e fazer o trecho da BR 101 conhecido como estrada do inferno - mas que dizem nao estar mais tao terrivel assim - entre Osorio e Sao Jose do Norte, cruzando depois por balsa ate Rio Grande. Retirei esse trecho da minha viagem porque nao tinha informacoes muito seguras sobre o estado da estrada e tambem porque teria dificuldades de estar no mesmo dia em Rio Grande, devido aos horarios da balsa.

    Ao chegar em Rio Grande ja de noite e me instalar na pousada na praia de Cassino, me encontrei com outro hospede que estava ha mais de uma semana esperando o tempo melhorar para fazer a travessia Cassino-Chuy de bicicleta. Conversei longamente com ele sobre o meu intento, que era o de logo no dia seguinte pela manha fazer esse trecho de cerca de 230 km pela areia e no mesmo dia chegar em Colonia Del Sacramento, Uruguai.

    Confesso que fiquei muito desanimado e apreensivo ao conversar com esse ciclista. Ele conhecia muito mais do que eu sobre a travessia, pois passou anos planejando, e ficava horas analisando os padroes de ventos no aplicativo Windy para saber se a sua travessia de bicicleta seria viavel. O convenci a embarcar na L200 para dar uma volta de noite na praia, para eu ver IN LOCO o que poderia encarar. Ao fazer isso, voltei da praia mais animado, pois achei a faixa de areia bem larga, ainda que os ventos nao estivessem favoraveis, e a areia bem dura, muito facil de trafegar se comparar com os areioes que ja passei no nordeste e no jalapao.

    O que tambem me animou foi o fato de ainda na estrada, ao chegar em Rio Grande, observar numa placa da beira da estrada a QSG em VHF dos radioamadores locais e ter conseguido contato com alguns deles, que prontamente me passaram os dados de uma repetidora com alcance no trecho da travessia e também se colocaram a disposicao para ficar em QAP na manha seguinte para receber algum chamado de socorro se fosse preciso.

    Assim, aproveitei o final da noite para ja deixari ja deixar a camionete preparada para uma possivel travessia pela praia no dia seguinte, enchendo o tanque de 90 litros da L200 com diesel e baixando a pressao dos pneus para 20 libras. A decisao de encarar ou nao a travessia da maior praia do mundo seria feita na manha do dia seguinte, dependendo de como estivesse o tempo.

    CONTINUA NUMA PROXIMA MSG
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  2. #14
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    Citação Postado originalmente por Brunospf Ver Post
    4a pernada: Florianopolis - Rio Grande, RS (praia de Cassino).



    Nao ha muito o que se dizer sobre esse trecho caso se faca direto, pois basicamente e trafegar nas otimas BR 101 Sul e BR 290 ate Porto Alegre e de la seguir pela BR 116 ate Rio Grande, a nao ser que se queira incrementar o roteiro fugindo um pouco do basico. Nesse trecho, entao, optei por tambem conhecer a famosa Serra do Rio do Rastro, desviando da BR 101 e seguindo pela SC 390 ate o topo da Serra e de la voltar para BR 101 e seguir o planejado inicialmente.

    Como o objetivo era chegar no mesmo dia a Rio Grande, fiz somente um bate e volta, mas recomendo a quem for fazer esse trecho que pesquise mais sobre a regiao, pois e muito bonita e talvez mereca alguns dias de exploracao. Vale muito a pena conhecer a serra do rio do rastro. Nao tive sorte de pegar ela aberta, sem nuvens, quando cheguei na parte mais alta, mas tive a felicidade de fazer quase toda ela com bastante visibilidade. A distancia da Serra ate Florianopolis e cerca de 220 km e o seu topo esta tao alto que foi possivel fazer contatos com radioamadores da ilha de SC em VHF. No meio da subida da Serra ha uma parada quase obrigatoria num bar cheio de quinquilharias e objetos de artesanato da regiao e sera onde se podera comprar o famoso adesivo que os motociclistas gostam de colocar no tanque de suas motocicletas.

    Outra opcao para quem esta com mais tempo e gosta de uma aventura e fazer o trecho da BR 101 conhecido como estrada do inferno - mas que dizem nao estar mais tao terrivel assim - entre Osorio e Sao Jose do Norte, cruzando depois por balsa ate Rio Grande. Retirei esse trecho da minha viagem porque nao tinha informacoes muito seguras sobre o estado da estrada e tambem porque teria dificuldades de estar no mesmo dia em Rio Grande, devido aos horarios da balsa.

    Ao chegar em Rio Grande ja de noite e me instalar na pousada na praia de Cassino, me encontrei com outro hospede que estava ha mais de uma semana esperando o tempo melhorar para fazer a travessia Cassino-Chuy de bicicleta. Conversei longamente com ele sobre o meu intento, que era o de logo no dia seguinte pela manha fazer esse trecho de cerca de 230 km pela areia e no mesmo dia chegar em Colonia Del Sacramento, Uruguai.

    Confesso que fiquei muito desanimado e apreensivo ao conversar com esse ciclista. Ele conhecia muito mais do que eu sobre a travessia, pois passou anos planejando, e ficava horas analisando os padroes de ventos no aplicativo Windy para saber se a sua travessia de bicicleta seria viavel. O convenci a embarcar na L200 para dar uma volta de noite na praia, para eu ver IN LOCO o que poderia encarar. Ao fazer isso, voltei da praia mais animado, pois achei a faixa de areia bem larga, ainda que os ventos nao estivessem favoraveis, e a areia bem dura, muito facil de trafegar se comparar com os areioes que ja passei no nordeste e no jalapao.

    O que tambem me animou foi o fato de ainda na estrada, ao chegar em Rio Grande, observar numa placa da beira da estrada a QSG em VHF dos radioamadores locais e ter conseguido contato com alguns deles, que prontamente me passaram os dados de uma repetidora com alcance no trecho da travessia e também se colocaram a disposicao para ficar em QAP na manha seguinte para receber algum chamado de socorro se fosse preciso.

    Assim, aproveitei o final da noite para ja deixari ja deixar a camionete preparada para uma possivel travessia pela praia no dia seguinte, enchendo o tanque de 90 litros da L200 com diesel e baixando a pressao dos pneus para 20 libras. A decisao de encarar ou nao a travessia da maior praia do mundo seria feita na manha do dia seguinte, dependendo de como estivesse o tempo.

    CONTINUA NUMA PROXIMA MSG
    Excelentes relatos... estou acompanhando. Parabéns por compartihar informações preciosas com futuros aventureiros.
    Triton HPE 3.2 AT Diesel 2012
    Pajero Dakar MT 3.2 DI 2014
    Pajero TR4 AT 4x4 2011 / Honda Fortrax FM 2008

  3. #15
    Citação Postado originalmente por evangregorio Ver Post
    Excelentes relatos... estou acompanhando. Parabéns por compartihar informações preciosas com futuros aventureiros.

    Agradeço amigo. Espero ajudar muitos overlanders com esse relato. Segue uma foto da passagem pela Serra do Rio do Rastro, com tudo fechado lá no alto da serra.

    sds

    Bruno27 mil km de L200 pela America do Sul-20171127_094631.jpg

  4. #16
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    Excelente relatos, estamos no aguardo dos proximos!!
    Pretendo fazer uma viagem pro chile nos proximos meses, suas experiencias ajudam pra caramba

  5. #17
    Usuário Avatar de Doc Boss
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    Salve Bruno!
    Pergunto se os abastecimentos de diesel na Ruta 40 e Carretera Austral foram tranquilos em relação à disponibilidade do S-10 ou mais similar possível e também em relação à distância dos postos e autonomia da picape tracionada no rípio.
    Pajero Dakar 2014
    Pajero TR4 2010 Mec

  6. #18
    5a Pernada – Praia de Cassino (RS) a Colonia DelSacramento – Uruguai




    Esse trecho e um dosmais interessantes pois nele ha a possibilidade de se conhecer toda aextensao da Praia de Cassino, a maior do mundo, com 234 km deextensao e que termina no enrocamento do Arroio Chui, fronteira com oUruguai.


    Algumasrecomendações sobre essa travessia que eu obtive pela internet nafase de planejamento em linhas gerais se resumiram:


    a) evitar realizar atravessia com ventos fortes de sul e mare cheia, pois o espaco deareia da praia se reduz, principalmente no final da travessia, nalocalidade de Hermenegildo;


    b) não ha sinal decelular e poucos carros circulam na região, então e preciso estarpreparado para resolver atolagens e eventuais outros problemassozinho;


    c) ha que se termuito cuidado com os diversos pequenos rios que desaguam no mar, oschamados arroios;


    d) a cerca de 40kmdepois do Farol do Albardao, que se localiza a meio caminho de Chui,ha uma região de concentração de conchas trazidas por correntesmarinhas, chamada de “concheiro”. Por naturalmente desagregarem osolo onde estão, essas conchas favorecem a atolagem dos veeculos naarea;


    e) ha relatos decarros engolidos pela areia que rapidamente se liquefaz na praia deCassino. Aparentemente o fenomeno esta relacionada a presença delama na praia, proveniente da dragagem do acesso ao porto de RioGrande. Recomenda-se evitar partes da praia onde a areia possuicoloração mais escura.


    Mas se fosse seguirtodas essas recomendacoes eu não teria feito a travessia. Como jarelatado no post sobre a pernada anterior, quando cheguei em RioGrande na noite anterior, o tempo estava muito desfavoravel, comfortes ventos de sul e mare de sizigia, o que poderia inviabilizar atravessia. Ainda assim, deixei o carro preparado para fazer atravessia se julgasse que pela manha as condicoes estivessemmelhores.


    Acordei bem cedo,por volta das 5:00h AM. O vento sul havia amainado. Alem disso, ao medirigir para praia, tive a surpresa de perceber que havia uma grandeextensão de areia disponível para a travessia, maior do que aobservada na noite anterior. Julguei que isso aconteceu por causa doleve vento terral que soprava da terra para o mar durante oamanhecer. Assim, não poderia perder tempo, pois seriam 234 km deareia a percorrer e as condições observadas poderiam mudar aqualquer momento.


    A L200 já estavacom o tanque onboard de 90 litros totalmente cheio e os pneusbaixados com cerca de 20 libras. Na noite anterior obtive tambam afrequencia, offset e subtom de uma repetidora VHF que segundoradioamadores locais poderia ser usada para comunicaçao durante todoo trecho, o que já era uma segurança a mais.


    Comecei assim arealizar esperada travessia bem cedo e me comprometi a relatar oestado de tempo e condições da travessia para o meu colega ciclistaassim que tivesse sinal de celular. Ele tambem estava instalado dohostel Rio140 e aguardava ha uma semana em Rio Grande esperando umajanela de tempo favoravel para fazer o trecho.


    Procurei desenvolveruma velocidade relativamente alta para uma travessia pela praia –entre 80 a 100 km por hora, o que foi uma cerca imprudencia, pois empelo menos tres oportunidades acabei decolando com a camionete nosinumeros arroios da regiao. Pela alta velocidade, somada a baixavisibilidade do amanhecer, simplesmente não conseguia ver osdesniveis do caminho. O resultado é que acabei desalinhando a L200,defeito que so fui conseguir arrumar bem depois, já bem dentro doterritorio argentino (assunto para os próximos relatos).


    Posso dizer quevaleu muito a pena fazer a travessia pela areia. Observei diversasboias trazidas pelo mar, uma carcaça de baleia, o navio Altair, etc.Ate uma foca eu consegui observar bem de perto. Na verdade achei quea maior parte do caminho e bem tranquila de ser feita, principalmentese o condutor mantiver uma baixa velocidade do veiculo, para evitar orisco de capotagem nos arroios.


    Ao me aproximar doFarol do Albardao, já a meio caminho, avistei um caminhao com variosfuzileiros navais. E ao passar por eles me pediram para parar e meidentificar. Foi a unica vez ate entao que fui parado por algumaforça de segurança desde o inicio da viagem, o que denota o quantoabandonadas estao as nossas estradas em termos de segurança. Ossoldados muito provavelmente estavam de patrulha na região porque aPolicia Rodoviária Federal estava em greve. Alem disso, no Farol doAlbardao ha um projeto de radar OTH de longa distancia paravigilancia da costa, o que deve ser estrategico para a Marinha emerecer guarda permanente. Cheguei a pedir para visitar o farol maseles não deixaram. Ficara para outra oportunidade.


    O concheiro eupeguei a cerca de 30 a 40 km depois do farol e foi ultrapassado commuita facilidade. Me lembro apenas de ter que reduzir um pouco asmarchas em certas areas mas não senti a dificuldade que algumaspessoas relatam por ai.


    Ja proximo do finalda travessia, chegando na localidade de Hermenegildo, reparei que omar havia subido – por efeito da mare grande e fim do vento terralao avançar do dia - e as ondas estavam batendo nos quebra mares queprotegiam as casas. Tive entao que abordar a passagem por ali e sairda areia, seguindo pelo afasto ate Chui.


    Ja em Chui, procureiconversar com um taxista uruguaio para saber como era o combustivelno Uruguai. Segundo informações que recebi, no Uruguai o diesel emais caro e de pior qualidade do que no Brasil. E de fato, ao medirigir ao posto, reparei que havia muitos carros uruguaiosabastecendo no lado brasileiro da cidade. Troquei também cerca de500 reais por pesos uruguaios em uma casa de cambio em Chui e logo medirigi para a fronteira.


    Os tramites forambem tranquilos. Somente me exigiram a carta verde e pediram paraabrir a cacamba da L200 para ver o que eu trazia nela. Segui entaopelas excelentes estradas uruguaias, que em alguns trechos servem atecomo pista de pouso de avioes com as marcações respectivas, atéColonia Del Sacramento, um lugar incrivelmente belo que merece umpouco de relato na proxima postagem.




    CONTINUA NUMA PRÓXIMA POSTAGEM

  7. #19
    Na ruta 40 você pode ter alguma dificuldade de achar diesel e na carretera austral nas localidades maiores foi tranquilo achar o S15 chileno nos postos da COPEC. Me lembro que na ruta 40, quando passei em El chalten só tinha um posto com o equivalente ao s500 e em Bajo Caracoles não tinha diesel. Recomendo nesses trechos andar com uma reserva de diesel em galões e sempre abastacer full quando tiver oportunidade.

    Citação Postado originalmente por Doc Boss Ver Post
    Salve Bruno!
    Pergunto se os abastecimentos de diesel na Ruta 40 e Carretera Austral foram tranquilos em relação à disponibilidade do S-10 ou mais similar possível e também em relação à distância dos postos e autonomia da picape tracionada no rípio.

  8. #20
    Obrigado, amigo. A ideia é essa mesmo. Compartilhar a experiência para facilitar futuras viagens da turma do forum. Seguem algumas fotos da travessia pela praia de cassino.

    sds

    Bruno

    27 mil km de L200 pela America do Sul-20171128_073714.jpg27 mil km de L200 pela America do Sul-20171128_075037.jpg27 mil km de L200 pela America do Sul-20171128_082149.jpg

    Citação Postado originalmente por evangregorio Ver Post
    Excelentes relatos... estou acompanhando. Parabéns por compartihar informações preciosas com futuros aventureiros.

  9. #21
    Usuário Avatar de Giufrassetto
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    24/05/2008
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    Araranguá/SC
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    Agradecimentos: 0
    Excelente! Acompanhando!

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