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  1. #1
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    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre




    Altiplano 2016 – Peru e Chile via Acre

    Há um ano fizemos uma belíssima viagem ao altiplano peruano e chileno. O grupo era formado por 9 pessoas em 3 viaturas: uma Defender 90, uma Frontier cabine dupla e uma Defender 110. Das 9 pessoas 6 fizeram todo o percurso por terra, e 3 delas, esposas de alguns dos participantes, foram de avião até Cusco, onde integraram-se ao grupo, e retornaram também de avião de Salta, Argentina.

    A Defender 90 saiu de Tremembé, passou por Pouso Alegre para embarcar um viajante e encontrou-se com a Frontier e a Defender 110, que saíram de Curitiba, em Cuiabá.

    A distância percorrida pelo pessoal do Sul foi de pouco mais de 10.000 km. A viagem foi feita em 18 dias, pouco para o que há para ser visto e conhecido nas regiões visitadas, mas era o tempo que tínhamos. Por esta razão houve vários dias com deslocamentos de 1.000 km ou mais, principalmente no Brasil, para que tivéssemos mais tempo nos pontos de maior interesse: Cusco e região e San Pedro de Atacama.

    Apesar de termos montado um orçamento com alguns limites buscamos viajar com certo conforto nos trechos em que as esposas não participaram, parando sempre em hotéis 2 ou 3 estrelas, e com um pouco mais de cuidado com hotéis e passeios nas cidades e locais em que elas estavam com o grupo.

    O objetivo aqui é passar informações que sejam úteis aos companheiros que estejam planejando fazer viagem semelhante à que fizemos. Não é novidade para quem frequenta este Fórum que nosso continente é maravilhoso e merece ser explorado. Espero ajudar aqueles que pretendem fazer isto.

    A documentação necessária para esta viagem é a já detalhada por muitos neste Fórum: documento dos veículos em nome de um dos viajantes, veículo não alienado, carta verde, seguros obrigatórios chileno (fiz pelo site www.magallanes.cl, uma tranquilidade) e peruano, passaporte ou RG (expedida no máximo 10 anos atrás), PID por garantia, tudo no original. Deve-se levar o famoso kit argentino: para cada veículo dois triângulos, extintor, kit primeiros socorros com tesoura, gaze, luva cirúrgica, mertiolate ou similar etc., e cambão.

    A vacina contra febre amarela é altamente recomendável, apesar de não obrigatória para quem vai ao Peru, Chile ou Argentina. E um bom seguro saúde também.

    Não tirei a película protetora dos vidros, apesar de se comentar que no Chile é possível ser multado se a película for muito escura. Como não fomos parados neste país não sei dizer se há ou não este problema.

    Vamos ao relato.
    LR Defender 110 2004

  2. #2
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    Primeiro dia – 01/04/16

    Saímos de Curitiba às 13:45 h. Nosso destino era a cidade de Presidente Prudente, SP. O deslocamento foi de 615 km, feito em 7 horas sem maiores emoções. A estrada no estado do Paraná já é nossa conhecida, e a de São Paulo excelente, duplicada de Ourinhos a Presidente Prudente, o que torna mais tranquila a viagem para quem faz este trecho à noite.

    Apesar de alguns mapas mostrarem que o caminho normal seria via Rodovia do Café sabíamos que é melhor ir de Curitiba a Prudente por Ourinhos. A distância é um pouco maior mas anda-se em pista dupla por quase 400 dos 615 km deste deslocamento.

    Localizamos nosso hotel com facilidade. Hospedamo-nos em um Ibis, que é tipo McDonalds: sem surpresas, você sempre encontra a mesma coisa. Saímos para comer uma pizza e fomos dormir. O dia seguinte seria pauleira, quase 1.200 km a percorrer.

    Segundo dia – 02/04/16

    Deixamos o hotel antes das 7:00 h rumo à Várzea Grande, Mato Grosso. Foram 1.190 km percorridos em 14 horas. O início da viagem foi muito bom. Por ser sábado havia pouco movimento na estrada, principalmente de caminhões. Até a divisa dos estados de SP e MS a rodovia é bem sinalizada e com pista dupla, e também no Mato Grosso do Sul muitos trechos já estão duplicados. Falta coerência, pois duplicam a rodovia no meio do nada enquanto alguns trechos urbanos ainda são em pista simples. Passar por Campo Grande é um bom exemplo. O contorno da cidade não está duplicado e a mistura de trânsito local com o de viajantes traz atraso e perigo para quem passa por lá.

    Chegando em Rondonópolis, já no Mato Grosso, nossa tranquilidade acabou. Muitos caminhões, pista em obras e em mal estado, chuva e início da noite. Dá para imaginar como fica perigosa a viagem. Faltando uns 50 km para chegarmos em Cuiabá pegamos pista dupla novamente. Nesta parte da rodovia está a famosa descida da serra, que antes da duplicação era o tormento de quem precisava ir para o norte do estado. Descemos a serra bem, com pouco movimento.

    Para chegarmos em nosso hotel em Várzea Grande precisávamos passar por Cuiabá. Estas duas cidades são na verdade uma só. Na chegada de Cuiabá há um novo viaduto que leva ao contorno desta cidade, mas este viaduto não apareceu no GPS. Resultado: em vez de pegarmos a saída para Várzea Grande entramos em Cuiabá e nos batemos para saber como pegar o caminho correto novamente. Paramos em um posto para pegar informações, aproveitamos para abastecer os dois veículos e saímos em direção ao hotel. Nos batemos mais um pouco, mas lá chegamos perto das 21:00 h. As informações do GPS não eram precisas, e paramos em um hotel para perguntarmos onde era o nosso, e para nossa surpresa estávamos no próprio.

    Hospedamo-nos no Bandeirante Pantanal Hotel. É razoável, com a vantagem de ser às margens da rodovia. Não se perde tempo. Infraestrutura nenhuma, mas dá para pedir comida por serviços de entrega.

    Encontramos com nossos companheiros que haviam saído de Minas um dia antes de deixarmos Curitiba. Tomamos algumas cervejas e fomos dormir.

    Terceiro dia – 03/04/16

    Mais uma vez antes das 7:00 h saímos do hotel. Destino: Cacoal, Rondônia.

    Os primeiros 200 km, de Várzea Grande até Cáceres, são por estrada muito boa e paisagens bonitas. Derivamos um pouco para o sul para desviarmos uma serra e a partir de Cáceres subimos rumo noroeste. Cruzamos o rio Paraguai, levei duas multas e seguimos em frente. A rodovia continua muito boa e assim vai até a divisa entre os estados de Mato Grosso e Rondônia.

    Paramos em um posto em Pontes e Lacerda, mas não quisemos abastecer porque o posto não era de bandeira conhecida. O GPS indicou que havia outro posto poucos quilômetros à frente, mas lá chegando vimos que este também era do tipo genérico. Decidimos abastecer ali mesmo. Parei em uma das bombas e fui atendido por uma moça. Tinha ainda uns 20 l de combustível, mas quem ditava o ritmo de reabastecimento era a Defender 90, por ter menor autonomia.

    De repente a moça que estava abastecendo a 110 arregalou os olhos, falou: “Putz, fiz merda...” e desligou a bomba. Não entendi e perguntei o que havia acontecido, e ela disse: “Coloquei gasolina”. A bomba na qual eu havia parado era com dois bicos, um para diesel e outro para gasolina. E ela errou de bico.

    Retirar todo o combustível era o que deveria ser feito. Como eu não havia funcionado o motor as tubulações continham apenas diesel, o que diminuía o risco de afetar a viatura. Decidi esvaziar o tanque, encher com diesel, esvaziar novamente e só então abastecer e ligar o motor, a fim de diluir ao máximo a gasolina que havia sido colocada no tanque.

    Começamos então a tirar toda a mistura gasolina/diesel e fizemos a sequência descrita acima: abastecer com diesel limpo, tirar tudo novamente e só então abastecer e ligar o motor. Ao gerente do posto coube a ingrata tarefa de chupar a mangueira para tirar o combustível. A operação esgota/enche/esgota/enche foi feita em uma hora e meia.

    Perto do meio dia bati a chave, confesso que com alguma apreensão, mas tudo deu certo. O motor pegou, funcionou e não apresentou nenhum problema. Que perrengue!

    Almoçamos ali mesmo e seguimos viagem. Gradativamente a paisagem foi mudando, passando de cerrado para floresta. As árvores (as poucas que restam) vão ganhando porte, as veredas e os buritis se repetem, tudo muito bonito. Ricas fazendas com lavouras enormes acompanham a estrada.

    Cruzamos a divisa entre Mato Grosso e Rondônia e as condições da rodovia mudaram da água para o vinho. Ou da água para o vinagre. Crateras com 1 metro de diâmetro e 30 cm de profundidade surgiam aos montes no pavimento. Trechos quase sem asfalto, caminhões e carros fazendo zig-zag para lá e para cá, muito perigoso. Como era dia conseguíamos nos virar sem nos colocar em risco, mas à medida em que foi escurecendo as coisas começaram a se complicar, deixando a viagem tensa.

    O ponto máximo desta rodovia terrível é a chegada a Pimenta Bueno. São alguns quilômetros sem asfalto, buracos enormes, poeira, muitos caminhões e até uma cobra atravessando a estrada. E à noite, para ajudar. Foi cansativo.

    Rondônia é um estado novo, foi colonizado nos últimos 40, 50 anos. Dá para ver os esforços do pessoal transformados em riquezas. Apesar da precariedade da infraestrutura é bom ver o fruto do trabalho resultando em melhores oportunidades para as pessoas.

    Chegamos no hotel em Cacoal às 20:15h, depois de rodarmos 1.010 km. O Hotel Catuaí foi uma grata e boa surpresa. Pedimos pizza e tomamos cerveja. Descansamos muito bem e no dia seguinte estávamos prontos para mais um dia de dirigir, dirigir, dirigir.
    LR Defender 110 2004

  3. #3
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    Quarto dia – 04/04/16

    Saímos de Cacoal antes das 7:00 h. A BR 364 corta Rondônia no sentido sudeste/noroeste, e as principais cidades do estado estão às margens desta rodovia. Por esta razão o movimento de caminhões é grande, e cruzar as cidades toma muito tempo dos viajantes.

    Passamos por Presidente Médici, Ji-Paraná e Vilhena, e chegamos em Porto Velho já no meio da tarde, após almoçarmos uns pastéis em uma lanchonete de posto de gasolina. Apenas margeamos a capital de Rondônia. Não vimos nada desta cidade.

    A BR 364 segue então em direção ao Acre, correndo paralela ao rio Madeira, e logo o movimento de veículos cai. Vimos indicações das hidroelétricas que foram construídas recentemente neste rio, e sabemos que muitas cidades nesta região enfrentam graves problemas sociais em decorrência do final das obras. Há muito desemprego e consequentemente miséria e violência.

    Uns 200 km depois de Porto Velho chegamos às margens do rio Madeira, após passarmos por áreas alagadas onde velhas pontes (provavelmente da ferrovia Madeira-Mamoré, vou pesquisar) se destacavam na paisagem. Pegamos a balsa e nela conversamos com um catarinense que vive na região Norte há vários anos e era mais um empolgado com nossa expedição, além de nós. Esta foi uma das muitas conversas agradáveis que tivemos ao longo da viagem.

    A travessia foi rápida, pois apesar de o volume de água do rio ser enorme a largura não é grande. O rio ali deve ter uns 800 a 1.000 metros. Em épocas de cheia a largura aumenta, certamente.

    Saímos da balsa e tocamos em direção ao trevo de Acrelândia, onde sabíamos que havia um hotel em um posto onde poderíamos dormir. Não tínhamos reserva neste hotel, pois em uma ligação telefônica feita uns 30 dias antes o pessoal disse que sempre havia quartos disponíveis.

    Rodamos cerca de 150 km ainda em Rondônia e mais uns 50 no Acre até chegarmos ao posto. Houve um contratempo neste trecho: a Land 90 pegou duas crateras no asfalto, e na segunda perdeu o acelerador. Já era noite. Paramos e com ajuda de lanternas rapidamente identificou-se o problema: quebra do pino que fixa o cabo do acelerador à bomba injetora. Com a ajuda de um rolo de arame galvanizado, companheiro inseparável desde que comprei minha viatura, foi feito o “conserto” e seguimos em frente.

    Após dirigirmos 915 km chegamos no posto onde dormiríamos. Surpresa: não havia quartos. Os que estavam desocupados ou não tinha TV, ou não tinha ar condicionado, ou não tinha outra coisa. Falamos que ficaríamos com estes quartos do jeito em que eles estavam, e depois de alguns minutos nos acomodamos. Meu quarto não tinha TV e roupa de cama. Sem TV não havia problemas, e emprestei um lençol do quarto de um companheiro. Peguei dois travesseiros que levei e consegui me ajeitar satisfatoriamente.

    O problema de dormir em um posto de gasolina é o barulho dos caminhões. Tem sempre um chegando ou um saindo, quando não os dois juntos. Tem que dormir com o barulho, mesmo, não tem jeito. Mas conseguimos descansar depois de tomar boas doses de whisky acompanhadas de um charuto.

    Quinto dia – 05/04/16

    Nosso objetivo neste dia era (e foi) entrar no Peru, indo até Puerto Maldonado. Rodamos 670 km para fazer este percurso.

    Estávamos nos preparando para sair do posto quando um senhor veio falar conosco. Era um empresário que trabalhava de Rio Branco a Porto Velho e estava em uma Mitsubishi L200 novinha muito, mas muito preparada para expedições. Pneus maiores, galões adicionais para água e combustível, barraca, devia ter todos os tipos de rádio existentes... uma maravilha.
    Este senhor já fez várias expedições pela região Norte e a conversa foi muito boa. Ele recomendou que não fossemos em direção a Rio Branco, que saíssemos da BR 364 em direção a Acrelândia, pois ganharíamos uns 70 km, o que realmente aconteceu. A única desvantagem é que não fizemos a clássica foto no trevo onde inicia a Rodovia do Pacífico. Fica para a próxima, se houver.

    As estradas no Acre são ruins, uma sequência do que encontramos em Rondônia. Como o movimento é menor os riscos também o são, mas mesmo assim é necessário ter muita atenção para não quebrar a viatura.

    A paisagem é formada por fazendas de criação de gado. Não há lavouras, o máximo que vimos foram plantações de cana próximo a uma usina de álcool e açúcar. Fora isto, só pasto e castanheiras morrendo.

    As castanheiras são árvores lindas, imponentes, mas que não podem ser derrubadas. Teoricamente são protegidas, mas apenas teoricamente. É proibido cortá-las, e por esta razão elas aparecem destacadas no vazio formado pelos pastos, mas comentaram comigo (não sei se procede) que a castanheira só se desenvolve e mantém-se viva se rodeada por outas árvores. Isolada ela morre. Ou seja: não é permitido derrubar castanheiras, mas a mata que a envolve pode ser derrubada. Se isto for verdade é outro contrassenso burocrático, mais um absurdo pretensamente ecológico.

    Tiramos fotos ao lado de uma castanheira imensa, muito linda, para guardar o que vai restar em pouco tempo destas árvores: fotos e lembrança.

    Abastecemos os carros no trevo que leva a Xapuri, terra do Chico Mendes, e tocamos para Epitaciolândia e Brasiléia, duas cidades interligadas e que estão ao lado de Cobija, Bolívia. Pensem em um lugar feio e desorganizado. A estrada corta o centro das duas cidades por ruas e avenidas praticamente sem pavimentação, o trânsito é lento e caótico, pessoas, carros e motos se misturam... um lugar só para passar, mesmo.

    Chegamos em Assis Brasil, fronteira com o Peru, na hora do almoço. Mais um espeto corrido e fomos fazer os procedimentos de saída do Brasil e entrada no Peru. Tudo muito burocrático e lento, como se os bandidos fossem passar por ali. Pode existir razões para tantos controles, mas creio que ir de um país a outro na América do Sul poderia ser mais simples.

    Para entrar no Peru é necessário passar por dois postos aduaneiros: primeiro as pessoas fazem seus processos de admissão, depois, do outro lado da rua, faz-se a liberação dos carros. Os peruanos pedem cópia de alguns documentos, preenchem guias e formulários que se compram por ali mesmo e pronto. Acho que gastamos mais de uma hora para estarmos liberados.

    Em contraste com o lado brasileiro, no lado peruano a rodovia é muito boa, sem buracos e bem sinalizada. Este trecho de Iñapari a Puerto Maldonado tem 230 km de extensão, e passamos por vilarejos, apenas, e pela maior plantação de mamões do mundo, provavelmente.

    Teoricamente estávamos na floresta amazônica, mas as únicas árvores de porte que vimos estavam em cima de caminhões, já cortadas e indo para serrarias. Para se ter uma ideia do tamanho das árvores, cada caminhão carregava dois troncos no máximo.

    Chegamos no início da noite em Puerto Maldonado, e mais uma vez o GPS não localizou com precisão o hotel. Conseguimos achá-lo no meio dos tuc-tuc e motos (nunca vi tantas). Bom hotel, bem turístico, chamado Cabaña Quinta. Alguma confusão com quartos com ou sem ar condicionado, mas resolvida rapidamente. Jantamos ali mesmo e tivemos o primeiro contato com a Cusqueña, a boa cerveja peruana.

    Pedi um prato local, arroz cozido na folha de bananeira sobre uma carcaça de frango e com um ovo cozido no meio. Esquisito, mas gostoso. Infelizmente passei alguns dias lembrando deste prato, mas valeu a experiência.

    Nós não havíamos feito o seguro obrigatório peruano na fronteira, e nos recomendaram que o fizéssemos em Puerto Maldonado. Perguntei na recepção do hotel onde poderíamos fazer este seguro, e o recepcionista me colocou em contato com uma pessoa, por telefone. Esta pessoa fazia o seguro. Foi até o hotel e pediu os documentos dos carros, dos proprietários e 200,00 Soles por veículo. Demos tudo a ele, que nos disse que pela manhã estariam na portaria os documentos, o seguro e o troco. Confesso que fiquei apreensivo de não ver mais meu passaporte e tudo o que demos a ele, mas não houve problemas. Na manhã seguinte estava tudo lá, certinho. Gente boa o peruano, falava bem o português, muito solícito e atencioso.
    LR Defender 110 2004

  4. #4
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    Algumas fotos da etapa brasileira da viagem.

    Rodovia Interoceânica no Acre

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_9645.jpg

    Travessia rio Madeira

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_9239.jpg

    Interoceânica já no Peru

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_9718.jpg
    LR Defender 110 2004

  5. #5
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    Sexto dia – 06/04/16

    Último dia do primeiro trecho! Neste dia chegaríamos em Cusco, onde nos aguardavam as esposas de 3 dos 6 participantes da viagem. Era também o dia de subirmos pela primeira vez nesta viagem a Cordilheira dos Andes, local de fascínio para muita gente que gosta de viajar por este mundo.

    Saímos às 7:00 h de Puerto Maldonado, novamente no meio da maior confusão de tuc-tuc e motos do mundo. Era horário de entrada nas escolas e ida para o trabalho, e as leis de trânsito não são muito conhecidas pelo pessoal. Três ou mesmo 4 pessoas em uma moto, inclusive bebês de colo, não é exceção. Capacete é luxo. Segurança zero. Apesar disto e da zona que é o trânsito não vimos nenhum acidente.

    Abastecemos logo que deixamos a cidade e fomos em direção à Cordilheira. A rodovia corre ao lado do rio Madre de Diós, que vem da serra, corta o Peru e a Bolívia e vai formar os rios Beni e Madeira. De Puerto Maldonado a Quince Mil, cidadezinha situada na área de transição de floresta para cordilheira, são 230 km em boa estrada. Toda esta região é de garimpo, e o clima é literalmente amazônico: calor e chuva constantes.

    No meio do caminho há uma cidade ou acampamento, difícil de descrever o que é aquilo. Percebe-se que está se chegando a uma área habitada pela quantidade de lixo que começa a aparecer, jogado às margens da rodovia. De repente vê-se em ambos os lados da estrada um amontoado de casebres e barracos, ocupando o acostamento e se estendendo por uns 2 km. É uma vila que dá apoio aos acampamentos de garimpeiros. Lá há comércio de todo tipo de mercadoria e vivem mulheres e crianças, no meio de animais, sujeira, miséria e muita promiscuidade. Terrível.

    Se for fazer esta viagem o ponto para dormir é Puerto Maldonado. Todas as outras cidades entre esta e Cusco são muito simples, com condições precárias para hospedar-se. Na área de floresta, antes de Quince Mil, há os garimpos, e isto torna a região um pouco insegura. Viajar de dia é tranquilo, mas creio que convém evitar passar por este trecho à noite.

    Paramos para abastecer e almoçar em Quince Mil, lugar precário como se mostraria todo o interior do Peru. Comemos um PF (opções carne ou frango), arroz e batata ou mandioca frita.

    Saímos desta cidade e fomos subindo, indo em direção à cordilheira. Muita chuva e névoa no caminho, típicas da região de floresta tropical. Quince Mil está a 700 m de altitude, e menos de 100 km depois estamos a 4.725 m, na passagem Abra Pirhuayani, depois de uma bonita subida por um vale e já sob um belo sol. A chuva foi ficando para trás na medida em que subíamos os Andes.

    A primeira visão de um maciço nevado a gente não esquece. Começamos a ver pontas de picos nevados à distância, e depois de algumas curvas estamos ao lado do Nevado Ausengate, com seus 6.732 m, a montanha mais alta da região de Cusco. Maravilhoso.

    Paramos os carros para fazermos fotos, e repentinamente, do nada, surge uma mulher em trajes típicos com seu bebê acomodado às costas, pronta para ser fotografada em troca de dinheiro, bolachas e doces. Não deixa de ser legal, apesar de esquisito alguém viver disto em um local tão remoto. Mas é a realidade de um povo pobre.

    Começamos então a descer em direção a Cusco, e paramos novamente para mais fotos, mais mulheres com crianças e mais doces e bolachas.

    A partir do divisor de águas abre-se uma planície de altitude, ou seja, o altiplano, à nossa frente. Depois de uma parada técnica em um pequeno comércio de beira de estrada para usar o banheiro turco (lembrança do prato típico em Puerto Maldonado) continuamos a viagem rumo a Cusco. Mais paisagens muito bonitas, e a falta de ar começa a marcar sua presença.

    Cusco está em um vale cortado pelo rio Huatanay. Após passarmos pela passagem Abra Pirhuayani fomos em direção a Urcos, baixando para 3.400 m. De Urcos a Cusco são 50 km de trânsito já urbano, um dos piores do mundo.

    Levamos talvez duas horas para andar este último trecho. Havíamos avisado às esposas que chegaríamos no hotel às 18:00 h, pois uma hora antes já estávamos praticamente em Cusco, mas não sabíamos o que nos esperava. Dirigir no Peru não é para fracos. Entra-se na cidade por uma avenida de 3 pistas, sendo que a da direita seria para ônibus. Seria, pois os ônibus andam por todas as faixas, saindo de uma para outra sem aviso e sem se importar com os demais veículos. Cruzamentos não são respeitados, buzinas predominam sobre o ruído dos motores, pense em um caos urbano. É lá. Já estive em Lima algumas vezes e não me surpreendi, já conhecia o trânsito peruano, mas creio que meus amigos motoristas, que estavam neste país pela primeira vez, assustaram-se.

    Eu estava à frente do comboio e tinha que preocupar-me em manter os 3 carros com visão um do outro, pois estávamos com os rádios já sem bateria. Era início da noite, horário do rush, seria fácil distanciar-se um do outro. Nos saímos relativamente bem. O único contratempo foi uma batida muito forte que deram na traseira da minha 110. Quando veio o choque eu achei que a 90 havia batido em mim, pois ele tentava manter-se próximo para não perdermos contato visual, mas foi outro carro, um Corolla antigo, que chocou-se na Land. Meu prejuízo foi nenhum, apenas um pequeno afundado no protetor de canto, que está lá justamente para isto. Nada de mais. O Corolla fugiu, não sei quais os danos que teve. Assim é o trânsito por lá, muito confuso e com grandes possibilidades de envolver-se em acidentes.

    Fomos seguindo as instruções do Garmim, que são péssimas no Peru. Eu não tenho conhecimento de GPS e mapas, portanto acreditei que teria boas informações comprando um GPS de marca renomada, com arquivos originais e com atualizações oficiais baixadas do site do próprio fornecedor, mas os mapas do Peru deste provedor não são precisos. Fiz contato com a Garmim após retornar e eles argumentam que há constantes mudanças em rodovias e cidades latino-americanas etc., mas isto é papo furado. Balela. Cusco é um dos principais destinos turísticos do continente e os arquivos da Garmim referentes a esta cidade são um desastre. Nada explica isto. Não confiem neste fornecedor para viajar ao Peru.

    Chegando na Praça Central de Cusco o GPS mandava que cortássemos a praça por ruas reservadas a pedestres. Paramos o comboio e ficamos ali confusos, até sermos interpelados por uma policial, que nos mandou circular. Expliquei que estávamos querendo chegar em tal endereço, e ela gentilmente não só liberou nosso acesso por um trecho destinado a pedestres como tirou os cones que impediam a passagem de veículos por este trecho e nos deu orientações precisas para que chegássemos a nosso hotel. Ainda peguei uma rua na contramão, mas conseguimos achar nosso rumo.

    Primeira parte da viagem concluída. Chegamos em Cusco, depois de rodar 4.897,4 km desde Curitiba.

    Hotel muito bom, ótima localização, chamado Tierra Viva Cusco Saphi. Tomei um chá de coca, fiz meu check-in e subi para o quarto, muito confortável e limpo. Banho, jantar e descanso fecharam o dia.
    LR Defender 110 2004

  6. #6
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    Mais algumas fotos. A primeira é de Quince Mil, antes de subirmos a cordilheira. As demais, subindo e já lá em cima.



    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-dsc01116.jpg

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_0362.jpg

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_0419.jpg

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    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_0503.jpg

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    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_1860.jpg

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img-20160406-wa0117.jpg
    LR Defender 110 2004

  7. #7
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    Muito bacana a viagem. Acompanhando.
    Marcelo J. Manente
    Ranger 2.5 CD 4x4 Diesel 01

  8. #8
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    Valeu, Marcelo. Seus relatos também são muito legais. Parabéns pelas viagens e pelos planos para as futuras expedições.
    Citação Postado originalmente por xexelo Ver Post
    Muito bacana a viagem. Acompanhando.
    LR Defender 110 2004

  9. #9
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    Mais duas fotos tiradas na subida da cordilheira.

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_2477.jpg

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-image-1.jpgAltiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-image-1.jpg
    LR Defender 110 2004

  10. #10
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    Sétimo dia – 07/04/16

    Este foi o dia que dedicamos a conhecer Cusco, a segunda maior cidade do Peru e principal destino turístico do país. Só tinhamos este dia para isto por dispormos apenas 18 dias para fazermos todo o trajeto que planejamos.

    O ponto central da cidade é a bela Plaza de Armas. Nosso hotel ficava a 3 quarteirões desta praça, o que facilitou nossas idas e vindas pela região.

    Saímos em direção a ela, mas claro que por estarmos acompanhados de mulheres paramos antes em uma rústica galeria onde se vendiam artigos típicos peruanos. Compramos várias coisas, de lembranças a itens úteis como camisas, camisetas etc., e depois descemos até a Plaza de Armas.

    Nas lojas que ladeiam a Plaza encontramos produtos de excelente qualidade, tudo beeem mais caro que no local onde havíamos feito nossas compras. Vimos, não compramos nada, passeamos, entramos na igreja jesuíta, conhecemos a feira de artesanato e fomos almoçar.

    Por orientação de uma policial o grupo foi a um restaurante a 100 m da Plaza de Armas. A ideia era comer o famoso cuy, o porquinho da Índia que é comida típica do altiplano peruano. Pedimos dois bichinhos para serem divididos entre quatro corajosas pessoas. Provei e não gostei. Não tem gosto de nada e tem pouquíssima carne. Valeu apenas por ser pitoresco. Em contrapartida o ceviche que foi pedido como entrada estava maravilhoso. Me arrependi de não ter voltado a este restaurante. Se lembrar o nome coloco no relato.

    Na parte da tarde o grupo se dividiu. Fomos ao mercado central, onde pudemos ver um pouco dos hábitos dos locais. Como em muitos lugares da América do Sul, interior do Brasil inclusive, higiene não é o forte, apesar de tudo estar relativamente organizado. Exemplo: galinhas cozidas são oferecidas sem nenhum tipo de proteção contra insetos ou ação de pessoas, e come-se em mesas improvisadas no meio de outros produtos, sem maiores preocupações. Carne é exposta a céu aberto, sem refrigeração, corta-se porcos inteiros com arco de serra à vista dos clientes, e assim por diante.

    Tivemos oportunidade de ver a grande variedade de espécies de milho e batata que se vende por lá. Foi bacana ver também as mulheres em seus trajes típicos descascando batatas, vendendo pães e queijos regionais, uma festa de cores para os olhos.

    Tomamos um café e voltamos para o hotel, descansar. Fui até o escritório da Peru Rail na Plaza de Armas pegar os tickets para a viagem de trem de Ollantaytambo a Águas Calientes, porta de acesso à Machu Picchu. Aproveitei, ao voltar para o hotel, para acertar o aluguel de uma van para nos levar até Ollantaytambo às 5:15 h da manhã seguinte, uma viagem de 2 horas.

    Os tickets para a viagem de trem podem ser adquiridos no site da Peru Rail. O processo é simples. Depois de fazer o pagamento via cartão de crédito imprime-se a reserva e retira-se o ticket em Cusco, no escritório localizado na Plaza de Armas.

    À noite fomos comer pizza em um local bem agradável e pequeno, com um belo forno à lenha na sua entrada. Tomamos mais algumas cusquenhas, muito boas por sinal, e fomos descansar.
    LR Defender 110 2004

  11. #11
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    Oitavo dia – 08/04/16

    Dia de conhecer Machu Picchu.

    Saímos do hotel às 5:15 h. Nosso motorista era o Serginho, gente muito boa. Pena que corria muito. Passamos pela periferia de Cusco, muito lixo em alguns locais, e seguimos por um belo vale, com direito a montanhas nevadas e pradarias muito bonitas nos acompanhando.

    Aqui vale uma observação: normalmente o trem para Aguas Calientes, cidade base para chegar-se a Machu Picchu, sai de Cusco. Nós tivemos que pegar o trem em Ollantaytambo, uns 60 km adiante, porque o trecho da ferrovia entre Cusco e esta cidade é fechado na estação de chuvas, pelo risco de deslizamentos. E Abril, mês de nossa viagem, é o último mês desta estação. Por esta razão tivemos que ir até Ollantaytambo de carro.

    Viajamos por uma planície de altitude até próximo à cidade de Urubamba, que está às margens do rio de mesmo nome. De lá seguimos pelo vale deste rio por mais alguns quilômetros. Chegamos à estação de Ollantaytambo alguns minutos antes da saída de nosso trem, como previsto. Embarcamos no Vistadome, trem que tem janelas no teto, e saímos rumo a Aguas Calientes. A viagem dura 2 horas e o trem vai seguindo o rio Urubamba, em baixa velocidade.

    Ao chegar à estação em Aguas Calientes somos cercados por guias oferecendo seus serviços, e recomendamos que os contratem. As explicações que recebemos ao longo da visita a Machu Picchu foram fundamentais para conhecermos a história que existe por trás das paredes das ruínas. Acertamos com um guia de nome Paulino por US$ 70,00 (menos de US$ 10,00 por pessoa), fluente em Português, pegamos nossos tickets de acesso ao parque, compramos as passagens nos micro-ônibus que levam os turistas até o alto da montanha onde está a cidade de Machu Picchu e lá fomos.

    Quem quiser pode subir a pé. São 2 horas de escada irregular, sem direito a desistir. Boa sorte.

    Na entrada do parque carimbamos nossos passaportes com o clássico carimbo de Machu Picchu e recebemos as primeiras explicações sobre a descoberta da cidade pelo americano Hiram Bingham em 1911. Fomos subindo até os primeiros patamares de onde temos a visão clássica das ruínas, com o Huaina Picchu ao fundo e ouvindo detalhes sobre a porta do Sol, o que acontece nos solstícios etc. Tudo muito interessante. Ouvimos que a civilização inca era muito evoluída em vários aspectos. Este povo tinha profundos conhecimentos em astronomia, técnicas agrícolas, arquitetura, construção em pedras etc.

    O sol brilhou durante todo o tempo em que andamos pela cidade, embora a previsão fosse de chuva. Tivemos sorte.

    Machu Picchu é um destino obrigatório para todos. São muitos os detalhes e informações sobre a cidade e seu povo, só indo lá para apreender tudo e absorver aquela atmosfera.

    Pegamos o ônibus para descer a Aguas Calientes, onde nos despedimos e agradecemos ao Paulino pela excelente apresentação que fez de seus conhecimentos. Almoçamos, passeamos um pouco e embarcamos no trem para retornar a Ollantaytambo.

    Para quem tiver tempo creio que o ideal seja ir a Aguas Calientes e lá hospedar-se por uma noite, indo às ruínas no dia seguinte. Vários amigos aqui do Fórum já fizeram este comentário. Desta forma é possível subir a Machu Picchu logo cedo, antes da invasão do pessoal que vem de trem, aproveitando melhor as paisagens sem a presença de muita gente e com mais tempo para caminhar, subir o Huaina Picchu etc.

    Nossa ida a Machu Picchu foi organizada antes de sairmos de viagem. Os tickets para acesso às ruínas podem ser comprados pela internet. Se quiser subir o Huaina Picchu é necessário comprar os tickets com muita antecedência, pois o número de visitantes que são autorizados a ir a esta parte da cidade é pequeno. Os de nosso grupo comprei uns 40 dias antes da viagem e não havia mais disponibilidade para o Huaina Picchu.

    Chegamos em Ollantaytambo e nosso motorista, o Serginho, nos esperava. Dirigiu feito um louco até Cusco e nos deixou na porta do hotel. Fomos descansar para voltarmos com muita energia para a estrada no dia seguinte, rumo a Puno, através do Altiplano peruano.
    LR Defender 110 2004

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