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  1. #37
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    Parabens pela trip Luiz !

    Me tira uma duvida, veiculos financiados e mesmo estando no nome de um ocupante nao entra no Peru? Como vc disse no inicio do topico? Eu sabia da exigencia de estar no nome de algum ocupante, agora estar alienado não sabia...
    Wagner
    https://get.google.com/albumarchive/...069?source=pwa
    Jimny 2012 Street Bf Goodrich All Terrain 215/75/15

  2. #38
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    Citação Postado originalmente por wagner4wd Ver Post
    Parabens pela trip Luiz !

    Me tira uma duvida, veiculos financiados e mesmo estando no nome de um ocupante nao entra no Peru? Como vc disse no inicio do topico? Eu sabia da exigencia de estar no nome de algum ocupante, agora estar alienado não sabia...




    Boa tarde, Wagner. É isto mesmo, o veículo não pode estar alienado a uma financeira ou a um consórcio. Li em alguns lugares que é possível levar um documento da financeira autorizando a circulação do veículo em outro país, mas não tenho certeza se isto realmente é aceito. Vou pesquisar um pouco mais e se tiver outras informações coloco aqui.
    Abraço.
    LR Defender 110 2004

  3. #39
    Usuário Avatar de ariju
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    Citação Postado originalmente por wagner4wd Ver Post
    Parabens pela trip Luiz !

    Me tira uma duvida, veículos financiados e mesmo estando no nome de um ocupante nao entra no Peru? Como vc disse no inicio do topico? Eu sabia da exigência de estar no nome de algum ocupante, agora estar alienado não sabia...
    Bom dia, cheguei a alguns dias de uma viagem por Chile e Argentina, meu carro é financiado. Em momento algum me pediram nada a respeito, alias acho que eles nem sabem ler o documento se está alienado ou não. O que importa para eles, é o carro estar no nome de alguém do carro.

    Mas o que sei é que se o carro está alienado, o dono do carro ( que tem o nome no documento) deve estar presente, no caso de cdc, e em caso de leasing parece que tem que ter sim uma autorização por escrito.
    Mas falo por experiencia própria, isso somente por garantia, pois na prática eles não pedem nunca.
    TRACKER 07> lift 2" - Dianteira: calços na mola + offshox / traseira: mola opala 4cc s/ar + GBL 1024. Pneu Bf At 235/70

  4. #40
    Bom dia

    Já entrei na Argentina com carro alienado e em nome do meu irmão que não estava presente, não houve questionamento, sei que não é a regra mas acho que dificilmente fiscalizam isso.

  5. #41
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    Bom dia, Ariju. Boas notícias as que coloca. Simplifica para quem quer viajar pelos dois países que cita. Você viveu a situação de viajar com veículo alienado e não teve problemas, acho que isto esclarece este ponto para muitos que possam ter esta dúvida.

    Quanto a circular no Peru consultei alguns sites quando planejei a viagem, e todos traziam informação semelhante a esta sobre documentação da viatura, que vi no www.viajandodecarro.com.br:

    No caso do carro ser de empresa, emprestado, financiado por leasing, consórcio ou CDC, também é necessária a autorização para tráfego de veículo fora do território nacional. Este documento é uma declaração consular emitida pela Embaixada do Peru no Brasil. Se o seu carro está no seu nome e não possui nenhuma restrição, você não precisará se preocupar com esse documento.

    Talvez algum amigo confirme se há ou não a necessidade de obter-se esta declaração.

    Abraços, e parabéns por sua viagem.



    LR Defender 110 2004

  6. #42
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    Décimo quinto dia – 15/04/16

    O Manuel chegou no horário combinado em nosso hotel em seu Cherokee acompanhado de sua namorada, uma bonita chilena que também é guia. Eles haviam providenciado o almoço, como é comum no Atacama.

    Fomos primeiro ao Vale da Lua, que está praticamente dentro da cidade. Lá vimos a formação rochosa chamada 3 Marias, as montanhas esbranquiçadas pelo sal e passeamos por ali. Saímos do parque e pelo asfalto o acessamos por outro lado para conhecermos a Piedra del Coyote, que fica acima do vale e de onde se fazem as clássicas fotos do pôr do sol que vemos em divulgações das belezas do Atacama.

    Andamos mais uns poucos quilômetros e fomos ao vale da Morte.

    Curiosidade: segundo o Manuel um belga, no início do século 20, foi quem deu nome aos principais locais interessantes do Atacama. Ele é até nome de rua em San Pedro. Ele batizou os vales da Lua e da Morte. Perguntei por que vale da Morte, e a explicação que o Manuel deu é que o belga quis dizer vale de Marte devido às suas características, formas e cor, mas devido a seu sotaque o pessoal entendeu da Morte. Faz sentido. O vale é vermelho como Marte, não tem nada a ver com morte. Sei lá.

    Rodamos então uns 100 km até o vale do Arco-íris, que tem este nome devido às encostas de várias cores que o cercam. As cores vêm dos diferentes minerais que foram sendo depositados pelas constantes erupções vulcânicas que aconteceram e ainda podem acontecer na região.

    O Manuel e sua noiva prepararam um bom almoço, com direito a batata frita, espetinhos de frango, vinhos branco e tinto, sobremesa... bem organizado, excelente serviço.

    Retornamos a SPA e nos despedimos deles. Fomos para nosso hotel descansar, fumar charuto, tomar whisky e aguardar pelos amigos do hostel, pois havíamos pedido que fosse preparado um jantar de despedida para nosso grupo. Não estava grande coisa, mas foi servido com atenção e cuidado. Valeu pela confraternização. Nossa viagem estava chegando ao fim.

    Décimo sexto dia – 16/04/16

    Primeiro dia da viagem de retorno. A programação era ir para a Argentina pelo Paso Jama, chegando em Purmamarca para jantar e dormir.

    Saímos logo após o café da manhã. O caminho é o mesmo do primeiro dia, em direção ao Salar de Tara passando ao lado do Licancabur. Atingimos os 4.816 m de altitude novamente e chegamos a outro salar chamado Aguas Calientes, às margens da rodovia. Não é necessário dizer que as paisagens são únicas, inesquecíveis.

    Neste dia houve a única ocorrência de falha de desempenho dos carros. E foi a Frontier quem sofreu ao longo da subida. Algum sensor limitou a potência dela por segurança. Para terem uma ideia da perda de potência da Frontier, as Defender são 300 Tdi mecânicas, ano 2003 e 2004, e ultrapassaram a Frontier nesta subida. As Land sofreram um pouco, mas cuidávamos para evitar aquecimento excessivo ou sobregiro das turbinas. A velocidade nos trechos de aclive era em média de 80 km/h, mesmo acima dos 4.000 m. E a Frontier sofreu neste dia.

    Fomos seguindo em direção à fronteira com a Argentina. Chegamos lá um pouco antes da hora do almoço. O posto de controle é um só. No mesmo prédio trabalham os profissionais chilenos e argentinos. Você faz os procedimentos de saída em um guichê e já ao lado está o oficial do outro país para fazer a entrada. Muito prático.

    Deixamos a aduana e logo chegamos em Susques, entroncamento da ruta nacional 52 e a ruta provincial 74, que leva a San Antonio de los Cobres. Esta ruta provincial é também a famosa ruta nacional 40, que tem seu início na fronteira com a Bolívia e vai até a Patagônia. Só soube disto depois.

    Neste entroncamento há um posto de combustível e um hotel/restaurante, ponto de parada de muitos overlanders e viajantes. Almoçamos ali em companhia de dois franceses que estavam viajando de moto, americanos da Califórnia, enfim, gente de todos os cantos do mundo.

    Seguimos para o oeste descendo a cordilheira pela última vez nesta viagem por uma rodovia sinuosíssima, coisa de cinema. No final da tarde chegamos em Purmamarca. Ficamos em uma agradável pousada, gerenciada pelos proprietários, muito bem decorada e mantida.

    Passeamos pela cidade, que é uma mini San Pedro. Na praça central há venda de produtos locais, um paraíso para a mulherada. Aproveitamos para comprar vinhos argentinos, também. Estávamos próximos à região de Cafayate, famosa por seus vinhos.

    Nesta noite jantamos em um restaurante na cidade, razoável apenas. Devíamos ter pedido sugestões aos donos da pousada.

    Purmamarca é uma cidade bem interessante. Tudo é caro, mas é um ótimo ponto de parada para quem está explorando o noroeste argentino (NOA).
    LR Defender 110 2004

  7. #43
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    Vale da Lua, Vale Arco-iris

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_2317.jpg

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_5195.jpg

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-dsc_0674.jpg

    Caminho de San Pedro

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img-20160415-wa0160.jpg
    LR Defender 110 2004

  8. #44
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    Salar Aguas Calientes- Paso Jama

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_5994.jpg

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img_6055.jpg

    Descida da cordilheira

    Altiplano 2016 - Peru e Chile via Acre-img-20160416-wa0094.jpg
    LR Defender 110 2004

  9. #45
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    Décimo sétimo dia – 17/04/16

    Segundo dia de deslocamento de retorno. Iríamos deixar as mulheres em Salta, onde elas pegariam um voo para Buenos Aires e de lá outro para Curitiba, chegando à noite em casa.

    Há dois caminhos para ir de Purmamarca a Salta, a partir de San Salvador de Jujuy, sendo um mais bonito pela ruta 9 e outro mais rápido pela ruta 32. Por questões de tempo fomos pelo mais rápido.

    Parte do grupo foi ao aeroporto despachar as esposas. Os voos delas foram tranquilos, saíram e chegaram nos horários previstos.

    Reunimos os 3 carros na saída de Salta, fizemos um lanche frio e deixamos a cidade rumo a Corrientes, já às margens do rio Paraná. A rodovia não é tão boa nestes trechos, mas fizemos a viagem sem surpresas.

    Curiosidade: neste dia fomos parados umas 6 vezes pela polícia rodoviária e pelo exército argentino. Não tivemos dificuldade em nenhuma destas ocasiões, mas em todas o motorista da 90 deve ter rezado um monte para não ser multado por estar com o guincho montado na frente de sua Dedender. Em uma outra viagem em 2013 ele foi multado por este motivo.

    Chegamos à noite em Corrientes. Achamos nosso hotel, localizado bem no centro da cidade. Procuramos um lugar para comer uma parrilhada, mas tivemos que nos contentar com hambúrguer de fast food. Era Domingo, tudo fechado.

    Houve um contratempo com a 90: a luz baixa deixou de funcionar, o que poderia gerar multa no dia seguinte, uma vez que na Argentina é obrigatório o uso desta luz nas rodovias.

    Décimo oitavo e último dia – 18/04/16

    Saímos do hotel por volta das 7:00 h, sob chuva. O movimento a partir de Corrientes já é mais intenso. O plano era entrar no Brasil por Barracão, fronteira Paraná/Santa Catarina/Argentina, subir até Guarapuava e chegar em Curitiba no final do dia. Em algum ponto da viagem a 90 se desligaria do grupo, indo para Londrina e de lá para Tremembé.

    Eu estava à frente do comboio, e me distanciei um pouco dos demais. A Frontier fechava o grupo. Havíamos percorrido uns 150 km quando de repente ouvi pelo rádio: “Motor ferveu! Motor ferveu! ”. Eu pensei que a mensagem vinha da Frontier. Fiz a volta e retornei. Andei algumas centenas de metros e vi a Defender azul parada no acostamento, com o capô do motor aberto e aquele vaporzinho de água saindo do cofre do motor. Ferrou.

    Paramos e fomos ver o que havia acontecido. Simples: o motor da 90 havia fervido, fundido. Mas como?

    Resumo: na noite anterior, antes de chegarmos a Corrientes, o condutor ligou o ar condicionado da 90 e o ar não entrou. Ele achou que era algum defeito na parte elétrica e não deu maior atenção ao problema. Abriu a janela e foi em frente.

    O que aconteceu foi que a correia que aciona o compressor do ar condicionado escapou de sua polia. Uma revisão em todas as correias da 90 havia sido feita e algumas delas forma trocadas antes da viagem. Provavelmente quando montaram esta correia não o fizeram de forma adequada.

    Até aí tudo certo. A correia solta e o ar condicionado não funciona. Tudo bem. O problema foi que a correia, ao escapar, fez um pequeno corte na mangueira que faz o respiro da bomba d´água e a água de arrefecimento do motor começou a vazar beeem lentamente.

    Quando saímos de Corrientes, na manhã seguinte, ainda havia água no sistema de resfriamento da Defender, mas esta foi vazando, vazando até que o motor começou a aquecer. E para azar o motorista não estava atento aos instrumentos do painel. Fundiu.

    Não somos viajantes inexperientes, mas relaxamos na parte final da viagem e não fizemos aquilo que é básico, verificar pelo menos óleo e água todas as manhãs. Ficou a lição.

    Identificamos o que tinha acontecido e a mangueira por onde havia vazado a água. A Frontier pegou a mangueira cortada e foram ver se conseguiam comprar uma que a substituísse, enquanto ficamos aguardando o motor esfriar. Voltaram logo depois com uma mangueira, mas faltava um conector para podermos instalá-la. Decidimos então rebocar o carro até a loja onde compraram a peso de ouro a mangueira, pois na frente da loja havia uma oficina. Com a ajuda de duas manilhas engatamos o cambão que levava para mostrar para os guardas argentinos e fomos até a oficina.

    Como o sistema de reboque era improvisado havia uma folga de uns 10 cm entre o ponto de fixação do cambão na minha viatura e o cambão. Cada vez que eu pisava no freio dava uma porrada que parecia que estaca quebrando tudo, e cada vez que eu acelerava dava um tranco que parecia que ia arrancar o chassis da Defender. Moral: leve cambão de verdade, não apenas algo fake para mostrar para a camiñera. Vai que precisa.

    Chegamos na oficina, montamos a mangueira e tentamos fazer funcionar o motor. Quando bateu na partida, os gases do escapamento saíram pelo reservatório de água. Conclusão: junta do cabeçote estourada. Fim de viagem para a Defender azul.

    Decidimos então vir rebocando a 90 até Foz do Iguaçu, um deslocamento de uns 450 a 500 km. Eram 9:30 h da manhã.

    O início desta parte da viagem foi razoavelmente tranquilo, pois estávamos margeando o rio Paraná, onde a estrada é plana e sem muitas curvas. A velocidade variava de 80 km/h nas retas e descidas e 30 a 40 km/h nas subidas. Fomos avançando.

    Paramos em uma pequena churrascaria à beira da rodovia perto de Posadas e comemos um espeto corrido à moda argentina, com direito a chinchulin e mollejas. Estava bom, era a primeira refeição decente em mais de 48 horas.

    Fomos parados algumas vezes pela polícia rodoviária, e em alguns postos de controle muitos policiais apenas acenavam para seguirmos em frente, sem necessidade de parar os veículos. Para aqueles que perguntavam alguma coisa dizíamos que o defeito havia ocorrido a poucos quilômetros e que estávamos indo a uma oficina logo à frente. Colou.

    Após exaustivas 9 horas de viagem chegamos a Puerto Iguazu. Fizemos os trâmites de fronteira (quase nenhum), passamos pelo último policial que quis dar uma bronca dizendo que deveríamos ter chamado um guincho e entramos no Brasil.

    Chegamos a um bom posto de combustível para deixar a Defender e seus dois ocupantes. O corretor de seguros já havia sido acionado e esquematizado o envio do carro para Tremembé e passagens aéreas para os dois retornarem para casa. Nos despedimos. Pegamos a estrada às 19:00 h enquanto os amigos foram para um hotel.

    Deixamos Foz do Iguaçu. Às 2:30 h da manhã chegamos em Curitiba. Desfizemos o comboio na praça do chafariz, no final da 7 de Setembro, deixei meu companheiro em casa e me dirigi à minha. Fim da viagem.
    LR Defender 110 2004

  10. #46
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    Citação Postado originalmente por LuizPR Ver Post
    Décimo sétimo dia – 17/04/16

    Segundo dia de deslocamento de retorno. Iríamos deixar as mulheres em Salta, onde elas pegariam um voo para Buenos Aires e de lá outro para Curitiba, chegando à noite em casa.

    Há dois caminhos para ir de Purmamarca a Salta, a partir de San Salvador de Jujuy, sendo um mais bonito pela ruta 9 e outro mais rápido pela ruta 32. Por questões de tempo fomos pelo mais rápido.

    Parte do grupo foi ao aeroporto despachar as esposas. Os voos delas foram tranquilos, saíram e chegaram nos horários previstos.

    Reunimos os 3 carros na saída de Salta, fizemos um lanche frio e deixamos a cidade rumo a Corrientes, já às margens do rio Paraná. A rodovia não é tão boa nestes trechos, mas fizemos a viagem sem surpresas.

    Curiosidade: neste dia fomos parados umas 6 vezes pela polícia rodoviária e pelo exército argentino. Não tivemos dificuldade em nenhuma destas ocasiões, mas em todas o motorista da 90 deve ter rezado um monte para não ser multado por estar com o guincho montado na frente de sua Dedender. Em uma outra viagem em 2013 ele foi multado por este motivo.

    Chegamos à noite em Corrientes. Achamos nosso hotel, localizado bem no centro da cidade. Procuramos um lugar para comer uma parrilhada, mas tivemos que nos contentar com hambúrguer de fast food. Era Domingo, tudo fechado.

    Houve um contratempo com a 90: a luz baixa deixou de funcionar, o que poderia gerar multa no dia seguinte, uma vez que na Argentina é obrigatório o uso desta luz nas rodovias.

    Décimo oitavo e último dia – 18/04/16

    Saímos do hotel por volta das 7:00 h, sob chuva. O movimento a partir de Corrientes já é mais intenso. O plano era entrar no Brasil por Barracão, fronteira Paraná/Santa Catarina/Argentina, subir até Guarapuava e chegar em Curitiba no final do dia. Em algum ponto da viagem a 90 se desligaria do grupo, indo para Londrina e de lá para Tremembé.

    Eu estava à frente do comboio, e me distanciei um pouco dos demais. A Frontier fechava o grupo. Havíamos percorrido uns 150 km quando de repente ouvi pelo rádio: “Motor ferveu! Motor ferveu! ”. Eu pensei que a mensagem vinha da Frontier. Fiz a volta e retornei. Andei algumas centenas de metros e vi a Defender azul parada no acostamento, com o capô do motor aberto e aquele vaporzinho de água saindo do cofre do motor. Ferrou.

    Paramos e fomos ver o que havia acontecido. Simples: o motor da 90 havia fervido, fundido. Mas como?

    Resumo: na noite anterior, antes de chegarmos a Corrientes, o condutor ligou o ar condicionado da 90 e o ar não entrou. Ele achou que era algum defeito na parte elétrica e não deu maior atenção ao problema. Abriu a janela e foi em frente.

    O que aconteceu foi que a correia que aciona o compressor do ar condicionado escapou de sua polia. Uma revisão em todas as correias da 90 havia sido feita e algumas delas forma trocadas antes da viagem. Provavelmente quando montaram esta correia não o fizeram de forma adequada.

    Até aí tudo certo. A correia solta e o ar condicionado não funciona. Tudo bem. O problema foi que a correia, ao escapar, fez um pequeno corte na mangueira que faz o respiro da bomba d´água e a água de arrefecimento do motor começou a vazar beeem lentamente.

    Quando saímos de Corrientes, na manhã seguinte, ainda havia água no sistema de resfriamento da Defender, mas esta foi vazando, vazando até que o motor começou a aquecer. E para azar o motorista não estava atento aos instrumentos do painel. Fundiu.

    Não somos viajantes inexperientes, mas relaxamos na parte final da viagem e não fizemos aquilo que é básico, verificar pelo menos óleo e água todas as manhãs. Ficou a lição.

    Identificamos o que tinha acontecido e a mangueira por onde havia vazado a água. A Frontier pegou a mangueira cortada e foram ver se conseguiam comprar uma que a substituísse, enquanto ficamos aguardando o motor esfriar. Voltaram logo depois com uma mangueira, mas faltava um conector para podermos instalá-la. Decidimos então rebocar o carro até a loja onde compraram a peso de ouro a mangueira, pois na frente da loja havia uma oficina. Com a ajuda de duas manilhas engatamos o cambão que levava para mostrar para os guardas argentinos e fomos até a oficina.

    Como o sistema de reboque era improvisado havia uma folga de uns 10 cm entre o ponto de fixação do cambão na minha viatura e o cambão. Cada vez que eu pisava no freio dava uma porrada que parecia que estaca quebrando tudo, e cada vez que eu acelerava dava um tranco que parecia que ia arrancar o chassis da Defender. Moral: leve cambão de verdade, não apenas algo fake para mostrar para a camiñera. Vai que precisa.

    Chegamos na oficina, montamos a mangueira e tentamos fazer funcionar o motor. Quando bateu na partida, os gases do escapamento saíram pelo reservatório de água. Conclusão: junta do cabeçote estourada. Fim de viagem para a Defender azul.

    Decidimos então vir rebocando a 90 até Foz do Iguaçu, um deslocamento de uns 450 a 500 km. Eram 9:30 h da manhã.

    O início desta parte da viagem foi razoavelmente tranquilo, pois estávamos margeando o rio Paraná, onde a estrada é plana e sem muitas curvas. A velocidade variava de 80 km/h nas retas e descidas e 30 a 40 km/h nas subidas. Fomos avançando.

    Paramos em uma pequena churrascaria à beira da rodovia perto de Posadas e comemos um espeto corrido à moda argentina, com direito a chinchulin e mollejas. Estava bom, era a primeira refeição decente em mais de 48 horas.

    Fomos parados algumas vezes pela polícia rodoviária, e em alguns postos de controle muitos policiais apenas acenavam para seguirmos em frente, sem necessidade de parar os veículos. Para aqueles que perguntavam alguma coisa dizíamos que o defeito havia ocorrido a poucos quilômetros e que estávamos indo a uma oficina logo à frente. Colou.

    Após exaustivas 9 horas de viagem chegamos a Puerto Iguazu. Fizemos os trâmites de fronteira (quase nenhum), passamos pelo último policial que quis dar uma bronca dizendo que deveríamos ter chamado um guincho e entramos no Brasil.

    Chegamos a um bom posto de combustível para deixar a Defender e seus dois ocupantes. O corretor de seguros já havia sido acionado e esquematizado o envio do carro para Tremembé e passagens aéreas para os dois retornarem para casa. Nos despedimos. Pegamos a estrada às 19:00 h enquanto os amigos foram para um hotel.

    Deixamos Foz do Iguaçu. Às 2:30 h da manhã chegamos em Curitiba. Desfizemos o comboio na praça do chafariz, no final da 7 de Setembro, deixei meu companheiro em casa e me dirigi à minha. Fim da viagem.



    Baita aventura parceira...Parabéns...Li todos os comentários. Realmente, algumas coisas passam despercebidas, e é valido para todos o relato da sua experiencia.


    Forte abraço.

    Caju

  11. #47
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    [QUOTE=Cajulus;2465843]Baita aventura parceira...Parabéns...Li todos os comentários. Realmente, algumas coisas passam despercebidas, e é valido para todos o relato da sua experiencia.


    Forte abraço.



    Verdade, amigo. Algumas coisas passam, mas experiências como estas marcam a vida. Creio que quem fizer o roteiro que fizemos não se arrependerá. Não há muita aventura nem grandes desafios, mas vale cada quilômetro.

    Uma única observação: o ideal para fazer-se esta viagem é um período de 30 dias, pelo menos; só tínhamos 18. Nestes 12 dias a mais poderíamos conhecer mais dos países e regiões por onde passamos. Não conseguimos ver nada do Titicaca e suas atrações, por exemplo.

    Abraços.
    LR Defender 110 2004

  12. #48
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    Parabens pelos relatos LuizPR, muito legal. As fotos ficaram incriveis.





    [QUOTE=LuizPR;2466055]
    Citação Postado originalmente por Cajulus Ver Post
    Baita aventura parceira...Parabéns...Li todos os comentários. Realmente, algumas coisas passam despercebidas, e é valido para todos o relato da sua experiencia.


    Forte abraço.



    Verdade, amigo. Algumas coisas passam, mas experiências como estas marcam a vida. Creio que quem fizer o roteiro que fizemos não se arrependerá. Não há muita aventura nem grandes desafios, mas vale cada quilômetro.

    Uma única observação: o ideal para fazer-se esta viagem é um período de 30 dias, pelo menos; só tínhamos 18. Nestes 12 dias a mais poderíamos conhecer mais dos países e regiões por onde passamos. Não conseguimos ver nada do Titicaca e suas atrações, por exemplo.

    Abraços.
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