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Convex Datacenter
  1. #1393
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    Cirão, meu amigão, você sabe que tudo isso é resultado do grande carinho que temos por você, não sabe?
    Você faz muita falta ao grupo quando some. Além disso foi você que uniu o grupo novamente depois de vencer grandes barreiras que conhecíamos muito bem.

    O link ao qual você se referiu deve ser esse:

    Testamos a Nissan Frontier Attack 2.3 turbodiesel 4x4, a sexta no ranking - Vrum

    Eu não curti muito o teste e vou te dizer o porque.
    O cidadão dizer que os bancos da frente não são os mais confortáveis vai contra tudo o que já foi escrito sobre ela até hoje. Todos os testes que li, todos os proprietários e toda a imprensa especializada destaca sempre de cara o conforto excepcional dos bancos zero gravity exclusivo dela que foi uma grande inovação. Quem tem a picape sabe o que é dirigir por horas e ter a sensação de conforto e bem estar que sente.
    Quais são os mais confortáveis na visão dele então? Piada...

    Nestas horas eu me pergunto se o cidadão que testou o modelo realmente teve acesso a ele, e se teve, se realmente testou.
    Ele comenta da tração e nada fala sobre o bloqueio eletrônico.
    O comentário da suspensão também é totalmente absurdo, ele conseguiu relatar exatamente o que acontece com as outras com feixe de molas, e as notas 7 para segurança e tecnologia só mostra que o avaliador não tinha a menor ideia do que estava testando. E ainda dizer que: Em outra tecla no painel é possível acionar o auxílio de descida em rampa, que segura a picape em aclives acentuados só mostra o quanto ele está perdido .
    O restante foi uma cópia do catálogo bem descarada.
    São coisas estranhas difíceis de explicar. Eu achei a avaliação feita apenas por fazer.

    Eu não publiquei os vídeos no clube porque tive um pequeno problema de acesso por causa de uma dificuldade com a minha senha . E Edu está viajando e não consegui falar com ele. Logo que ele voltar resolvo isso e já publico os vídeos lá. Não foi desprezo não, sabe disso.

    Abraço.
    4X4 Brasil

  2. #1394
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    Citação Postado originalmente por Bigsd Ver Post
    Cirão, meu amigão, você sabe que tudo isso é resultado do grande carinho que temos por você, não sabe?
    Você faz muita falta ao grupo quando some. Além disso foi você que uniu o grupo novamente depois de vencer grandes barreiras que conhecíamos muito bem.

    O link ao qual você se referiu deve ser esse:

    Testamos a Nissan Frontier Attack 2.3 turbodiesel 4x4, a sexta no ranking - Vrum


    Ele comenta da tração e nada fala sobre o bloqueio eletrônico.


    Abraço.
    Bigs, as Frontier que vieram do Mexico tinha um botão de bloqueio do diferencial traseiro, a posteriores da Argentina não tem o botão. Como funciona esse bloqueio eletronico? é automático?

  3. #1395
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    Bom dia meu querido Bigsd e amigos

    Sim, é este link mesmo. Obrigado.
    Mas a ideia é manter o tópico atualizado com as ultimas notícias, mesmo que não concordemos totalmente ou parcialmente com elas, senão seremos taxados de "seletivos" e de robôs da Nissan ... kkkkkkk....
    Outro dia li no youtube que a Frontier nova usava um "sistema de suspensão de feixe de molas melhorado".... kkkk.... eu escrevi apenas: "informe-se melhor", e o sujeito escreveu que os robôs da Nissan já estavam se "agitando".... kkkkk..... nem perdi mais o meu tempo.

    Bigsd, pode deixar que retribuo a sua gentileza colocando estes dois vídeos no espaço aberto do Clube.

    Tem mais uma notícia nova circulando no grupo e que compartilho aqui:
    Novo Nissan Frontier ganha novo visual e terá motor 3.8 V6, diz site
    Novo Nissan Frontier ganha novo visual e tera motor 3.8 V6, diz site - Noticias - BOL

    Além da infeliz tradução literal ("masculino" foi dolorido), os "repassadores" de notícias de nossa terrinha ensolarada estão divulgando isso como sendo uma atualização da Nissan Frontier. Na verdade, trata-se de um modelo desenvolvido especificamente para o mercado americano, e que usará o nome Frontier.
    O mercado americano tem características bem diferentes do restante do mercado mundial com relação às picapes, e a Nissan há muito tempo vem anunciando este lançamento.
    Tanto que o modelo oficial da Frontier vendida lá ainda hoje é a nossa antiga Frontier fabricada até 2016, e ainda com uma boa procura. Dá para acreditar?
    E para tornar a coisa ainda mais intrigante, esse modelo vendeu em 2019 um total de 79.646 unidades lá na terra do Tio Sam.
    Vendeu apenas 9% a menos que no ano anterior, mas o modelo NP300, que é a nossa nova Frontier, também está sendo distribuída lá por revendedores independentes, e a venda também foi bem expressiva. É possível ver várias unidades novas já circulando por lá.
    Mas, a Nissan está com outra proposta para o mercado americano, como foi o caso da Nissan Titan, que não é vendida aqui oficialmente.

    Recomendo ler a reportagem original que é mais precisa:
    A redesigned Nissan Frontier is coming: Here’s what to expect

    Na reportagem original podemos ler: "Nissan is taking its midsize truck upscale" o que já esclarece melhor a intenção da fábrica e que está sendo distorcida nas publicações "traduzinhadas" por aqui...kkkkkk.....

    Somos mais bem informados aqui no fórum !!!

  4. #1396
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    Citação Postado originalmente por GLIDER Ver Post
    Bigs, as Frontier que vieram do Mexico tinha um botão de bloqueio do diferencial traseiro, a posteriores da Argentina não tem o botão. Como funciona esse bloqueio eletronico? é automático?
    Querido Glider

    Sei que a pergunta foi para o Bigsd, mas sei também que ele não se importa que colaboremos sempre que possível, e assim vou tentar ajudar aqui.

    Sim, o sistema de bloqueio do modelo argentino é automático, e muito mais moderno, porque ele atua em tempo real ajustando o sistema de acordo com a necessidade de cada característica do terreno. Ele colhe informações em milésimos de segundo reagindo imediatamente. Você não precisa fazer absolutamente nada, e ele atua com uma precisão bem interessante.

    Não se corre o risco também de "moer" o sistema em função de um uso inadequado, mas pelo que andei lendo lá fora a razão nem foi essa. Eles aproveitaram o sistema de gerenciamento do controle de estabilidade, que é o mais moderno atualmente no mundo, desenvolvido pela engenharia da Mercedes-Bens, e o sistema de tração para gerenciar tudo de forma inteligente e controlar o sistema de bloqueio, que tem hoje o nome de ABLS, mas não tem nada a ver com o antigo sistema ABLS também já utilizado pela Nissan e outros fabricantes. Esse é inteligente e totalmente gerenciado eletronicamente, utilizando protocolos que reagem a cada movimento de roda, com captação de aderência, diâmetro de giro, velocidade de cada roda, etc.

    Tem um artigo publicado pela Mercedes sobre isso. Vou procurar aqui e compartilho.

    Eu pude comparar os dois sistemas, e ambos funcionaram muito bem, mas a comodidade do automático é muito grande. Você não precisa fazer nada, um computadorzinho lá dentro decide por você, e de forma muito precisa e eficaz.
    Na verdade o controle de estabilidade, o sistema ABLS, o mecanismo de controle de tração não são coisas novas, o que muda na nova Frontier é a integração inteligente de todo o sistema e a modernidade de cada um deles, dentro de uma nova geração tecnológica. Além da Frontier, somente alguns raros (e caríssimos) modelos de passeio top de linha da Mercedes possuem esse sistema hoje no mundo. É super interessante de se conhecer.

    Abraço
    4X4 Brasil

  5. #1397
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    Bacana ver o pessoal de volta na ativa.

    Uma pena que mesmo com toda essa tecnologia e qualidade a Nissan ainda seja uma montadora com uma participação tão acanhada.

  6. #1398
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    Citação Postado originalmente por Ciro Alencar Ver Post
    Querido Glider

    Sei que a pergunta foi para o Bigsd, mas sei também que ele não se importa que colaboremos sempre que possível, e assim vou tentar ajudar aqui.

    Sim, o sistema de bloqueio do modelo argentino é automático, e muito mais moderno, porque ele atua em tempo real ajustando o sistema de acordo com a necessidade de cada característica do terreno. Ele colhe informações em milésimos de segundo reagindo imediatamente. Você não precisa fazer absolutamente nada, e ele atua com uma precisão bem interessante.

    Não se corre o risco também de "moer" o sistema em função de um uso inadequado, mas pelo que andei lendo lá fora a razão nem foi essa. Eles aproveitaram o sistema de gerenciamento do controle de estabilidade, que é o mais moderno atualmente no mundo, desenvolvido pela engenharia da Mercedes-Bens, e o sistema de tração para gerenciar tudo de forma inteligente e controlar o sistema de bloqueio, que tem hoje o nome de ABLS, mas não tem nada a ver com o antigo sistema ABLS também já utilizado pela Nissan e outros fabricantes. Esse é inteligente e totalmente gerenciado eletronicamente, utilizando protocolos que reagem a cada movimento de roda, com captação de aderência, diâmetro de giro, velocidade de cada roda, etc.

    Tem um artigo publicado pela Mercedes sobre isso. Vou procurar aqui e compartilho.

    Eu pude comparar os dois sistemas, e ambos funcionaram muito bem, mas a comodidade do automático é muito grande. Você não precisa fazer nada, um computadorzinho lá dentro decide por você, e de forma muito precisa e eficaz.
    Na verdade o controle de estabilidade, o sistema ABLS, o mecanismo de controle de tração não são coisas novas, o que muda na nova Frontier é a integração inteligente de todo o sistema e a modernidade de cada um deles, dentro de uma nova geração tecnológica. Além da Frontier, somente alguns raros (e caríssimos) modelos de passeio top de linha da Mercedes possuem esse sistema hoje no mundo. É super interessante de se conhecer.

    Abraço

    bacana saber disso, a frontier é um projeto muito bom.

  7. #1399
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    Citação Postado originalmente por sm4rco Ver Post
    Bacana ver o pessoal de volta na ativa.

    Uma pena que mesmo com toda essa tecnologia e qualidade a Nissan ainda seja uma montadora com uma participação tão acanhada.
    Realmente é bom reencontrar os amigos. Precisamos marcar o próximo encontro. Bigsd, meu querido... tarefa sua....

    Meu caro, participação acanhada aqui em terras tupiniquins, não é? A Nissan é a 5ª maior montadora do mundo em vendas por marca, passando até a Chevrolet no famoso "Clube dos 5", aliás, três marcas japonesas, Honda, Toyota e Nissan estão entre esses cinco.
    Por aqui ela fica em 10º, mas ainda a frente de Mitsubishi, Peugeot, Citroen, KIA, etc. Na Europa vem crescendo muito, e na Itália só perde hoje para a VW.
    Mas, aqui a qualidade nunca foi o "puxador" de vendas até pelo nosso poder aquisitivo médio, Aqui você vê coisas como Fiat, Hyundai, Jeep, Renault (também do grupo Nissan) na frente até de Mit.
    Mas deixe estar... a marca está bem consolidada e não corre riscos de sair daqui, como algumas prometem. Aliás, escreva aí, logo a Frontier será montada aqui novamente.

  8. #1400
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    Citação Postado originalmente por GLIDER Ver Post
    bacana saber disso, a frontier é um projeto muito bom.
    É um projeto cheio de inovações tecnológicas, e em detalhes que muita gente nem imagina. Pelos investimentos e tecnologia, deveria custar mais do que custa hoje na minha opinião. Acho ela até barata pelo que oferece.

  9. #1401
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    Uma demonstração do que falamos:


  10. #1402
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    Bom dia a todos.
    Ganhei uma folga hoje e consegui entrar para compartilhar aqui algumas coisas que o pessoal já publicou lá no clube e no whatsapp.

    Primeiro uma avaliação bem interessante da Frontier, com bastante informação técnica. Achei legal porque outro dia perguntaram sobre a tecnologia do motor da Frontier, e esse artigo mostra isso em detalhes e explica bastante coisas que foram perguntadas naquela ocasião, e o melhor, mostra o quanto esse motor é interessante e porque de ser tão elogiado pela força e economia.

    O artigo completo foi transcrito AQUI.
    O mesmo artigo original encontra-se dividido em duas partes AQUI e AQUI.

    Sobre o questionamento feito aqui antes, destaco os seguintes pontos interessantes e bem esclarecedores:

    A versão testada conta com sistema de dois turbocompressores ligados em série, sendo um turbo pequeno para rápida resposta em baixas rotações e outro de tamanho maior para produzir alta potência nos regimes mais altos. Na prática o motorista nem percebe a atuação de cada um, visto que o sistema trabalha de forma bem progressiva. Difícil é entender ao abrir o capô o arranjo como um todo.

    Como se sabe, hoje os motores do ciclo Otto (gasolina e flexível) conseguem trabalhar com turbos relativamente pequenos, que produzem bom torque em baixa e boa potência em alta, apesar de a maioria “derrubar” a curva de torque depois de 4.500 rpm, pois o turbo se “estrangula”. Assim, por que a Nissan criou um sistema mais complexo e caro em seu motor Diesel?

    O grande problema do motor Diesel é a formação de fumaça preta durante acelerações e retomadas em rotações baixas. Por exemplo, ao ficar parado no semáforo, a câmara de combustão esfria — a temperatura continua alta, mas bem menor que em regime de trabalho pesado. Ao acelerar, caso se injete muito combustível rapidamente, pode ocorrer a queima incompleta do óleo diesel devido à baixa temperatura. Como não se pode cuspir uma bola preta pelo escapamento, a quantidade injetada aumenta de forma progressiva enquanto o motor ganha rotação e — sobretudo — enquanto o turbo empurra mais ar para dentro dos cilindros.

    Essa estratégia não é linear, pois leva em conta parâmetros como temperaturas do motor e do ar admitido, a pressão desse ar e a temperatura nos cilindros (medida pelos gases de escapamento). Por isso, certas vezes se percebe o motor responder rápido e em outras há um retardo. Com um turbo pequeno, a Nissan contornou esse problema.

    Outro artifícios para uma resposta rápida aumentam a sensação de desempenho, mas causam grande formação de partículas de carbono, que nos modelos Diesel modernos só não formam a baforada preta no escapamento por causa do filtro de particulado. Esse filtro tende a entupir com o tempo, mas faz sua autolimpeza quando sua temperatura passa de 400°C — o carbono retido se auto-inflama. Se essa temperatura não for atingida (comum em uso de trânsito pesado ou trechos curtos), muitos fabricantes obrigam a ir a uma concessionária para efetuar a limpeza com equipamento de diagnóstico conectado à porta OBD: o motor fica em alta rotação com a injeção de combustível atrasada para esquentar o sistema de escapamento.


    No caso da Frontier a Nissan foi prática ao colocar um botão no painel que habilita tal manobra, evitando transtornos. Para evitar uso indevido, tal botão só é habilitado quando a luz que indica a saturação do filtro se acende no painel. Todo o processo está descrito no manual, sendo enfático que deve ser feito em local aberto e arejado e que pode demorar até 40 minutos com o motor em alta rotação.

    Apesar dos dois turbos, a resposta desse Diesel não se iguala à de um motor Otto, nem de perto. Por outro lado, evita reduções de marcha em retomadas no uso urbano, pois se consegue “encher” o turbo ao redor de 1.300 rpm. Outra maneira de diminuir o retardo seria usar maior cilindrada, como na Ford Ranger, que com 3,2 litros oferece 200 cv, apenas 10 cv a mais que no 2,3 da Frontier. Mas isso traria impacto no consumo, como o recente comparativo de picapes comprovou — a Nissan foi a mais econômica das quatro.

    Ao conectar o instrumento de aquisição de dados Race Capture Pro, notamos que a pressão de trabalho chega a 250 kPa (1,5 bar de pressão relativa), o que justifica o torque e a potência muito bons para a cilindrada. Na maioria das vezes, porém, as marchas são reduzidas com 210 kPa ou mesmo 190 kPa. Pode parecer que a Nissan não aproveitou como poderia o método de carga, que no Diesel funciona muito bem por não haver riscos de detonação.
    A justificativa é que, quanto maior a pressão, mais combustível é injetado e maior o torque, o que se reflete em maior temperatura de combustão e aumenta a emissão de óxidos de nitrogênio (NOx), um gás poluente. Com isso a central tem de apelar para a recirculação dos gases de escapamento (EGR), ou seja, admitir gás de escapamento resfriado para baixar a temperatura de combustão. Em muitos casos isso reduz a eficiência; por isso, acaba sendo mais econômico reduzir as marchas.

  11. #1403
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    Tem um vídeo muito bacana do nosso colega Felipe Hoffmann mostrando o funcionamento do sistema biturbo da Frontier:


  12. #1404
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    Ainda, em detalhes técnicos, destaco os seguintes pontos:

    Além disso, ao abrir o capô, chamou a atenção encontrar a famosa longarina superior externa (bem na junção entre capô e para-lama) em carro construído sobre chassi. A energia de impactos em colisões deve ser absorvida pelas duas longarinas que constituem o chassi, um processo nada fácil. Em geral, tanto o que constitui o cofre do motor como a cabine não têm influência estrutural na picape, mas no caso da Frontier isso deve ser diferente. Afinal, o projeto previu testes de colisões europeus que usam apenas 20% da área frontal do carro, o que livra as longarinas do impacto. Sem a longarina superior, a colisão pode literalmente arrancar toda a suspensão dianteira e transferir todo o impacto à coluna dianteira da cabine, ferindo os ocupantes. A longarina superior externa faz o papel de se deformar progressivamente em um impacto desse tipo.

    No uso urbano e no asfalto, sente-se que não é um carro Nutella, mas sim um raiz, para usar a conhecida expressão. É alto de verdade (um Jeep Compass parece baixo quando passa ao lado) e bruto no jeito de dirigir, nas sensações que passa ao motorista e aos ocupantes. O acionamento do volante, ainda com assistência hidráulica, é mais pesado que em um carro moderno típico. Características como essas são propositais para atender ao público que busca tais impressões. Afinal, muitos fora das grandes cidades precisam de uma picape que realmente será jogada na lama, em riachos e em vias de tirar roda do chão.

    Mesmo com essa robustez em vista, o acerto de suspensão agradou no uso em cidade, com rodar mais macio que o usual nesse tipo de picape, algo que detalharemos melhor nas próximas semanas. A calibração da transmissão automática de sete marchas é até agora de se tirar o chapéu, tanto na suavidade das trocas quanto pela previsibilidade de qual marcha deve ser aplicada. As respostas do motor de 2,3 litros, com seu complexo sistema de dois turbos em série, também causaram boa impressão.

    Foram 582 quilômetros rodados na primeira semana, sendo 421 km em uso urbano (com média geral de 11 km/l de diesel) e 161 km de uso em rodovia até Itupeva (SP), para buscar produtos da Thule vendidos pela FHB Rack Delivery, com média geral de 14 km/l. A melhor marca foi de 14,9 km/l do retorno de Itupeva para São Paulo (81 km), com média de 71 km/h e boa parte do trecho entre 100 e 120 km/h. A pior marca foi de 6,5 km/l em apenas 4 km com média de 18 km/h, com o motor ainda na fase de aquecimento, ou seja, menos eficiente num pequeno trecho de bairro.

    Consumo médio geral 14,0 km/l
    Consumo médio em cidade 11,0 km/l
    Consumo médio em rodovia 14,1 km/l
    Melhor média 14,9 km/l
    Pior média 6,5 km/l

    Eu chego a fazer 16 km/l em alguns trechos de estrada.
    Bacana, não? Quanto mais detalhes vão surgindo sobre a Nova Frontier mais vamos conhecendo os seus diferenciais tecnológicos.
    Só acho curioso como muitos detalhes são deixados para trás, que eu pelo menos considero importantes como essa barra superior pela primeira vez citada num teste dela, o revestimento antichama, o parabrisa com proteção UV e anti-ruído, o bloqueio de diferencial inteligente, o sistema de controle de estabilidade inédito, e outras características bem interessantes.
    Aliás, o colega Ciro ficou de nos trazer mais detalhes sobre o sistema de estabilidade e tração dela. Eu já vi o artigo em inglês, mas ele ficou de traduzir para nós... "logo que tiver um tempo", então vamos esperar deitados que até sentado cansa .
    Mas vale a pena conhecer esse novo sistema de controle de estabilidade, pois ele realmente é superinteressante, coisa realmente impressionante.

    A Nissan poderia divulgar mais essas qualidades da Frontier, pois durante muito tempo ficamos só nos achismos principalmente negativos sobre ela, e agora que ela vai sendo dissecada vamos conhecendo o que realmente há por trás desse projeto e porque ela é tão diferente.

    Um ótimo dia a todos.

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