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  1. #1
    Usuário Avatar de klaus motta
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    óleos Lubrificantes




    Caros amigos recebi por email de um amigo uma verdadeira aula sobre o assunto.Não conheço o autor.Segue abaixo a cópia:

    "Os óleos lubrificantes têm por finalidade principal reduzir o atrito
    e, conseqüentemente, o desgaste entre superfícies com movimentos
    relativos. Além dessa propriedade, os lubrificantes devem proteger
    contra a corrosão, refrigerar o equipamento, manter-se em boas
    condições de fluxo e, especialmente em motores de combustão interna,
    remover os resíduos da combustão, mantendo-os dispersos no óleo
    lubrificante. Para atender tais requisitos, os óleos lubrificantes
    automotivos são formulados com óleos básicos e aditivos, cujas
    características e funções serão discutidas a seguir.
    Os óleos básicos podem ser classificados, primariamente, como
    minerais ou sintéticos, em função da fonte ou do processo pelo qual
    são produzidos. Os óleos minerais são obtidos através da destilação
    e do refino do petróleo sendo classificados em parafínicos ou
    naftênicos, dependente do tipo de hidrocarboneto predominante em sua
    composição. Os óleos básicos sintéticos são produzidos através de
    reações químicas, onde se busca obter produtos com propriedades
    adequadas às funções lubrificantes. Em geral, os básicos sintéticos
    têm como vantagens sobre os básicos minerais, maior estabilidade
    térmica e à oxidação, melhores propriedades a baixas temperaturas e
    menor volatilidade. Em contrapartida, os básicos minerais são muito
    mais baratos do que os sintéticos.
    Com relação aos óleos automotivos, o American Petroleum Institute -
    API, classifica os óleos básicos em cinco categorias, conforme a
    tabela 1.
    Os aditivos são substanciais empregadas para melhorar ou conferir
    aos óleos básicos propriedades adequadas a um bom lubrificante. Pode-
    se dividir os aditivos utilizados em óleos para motores, em três
    grupos: o melhorador de índice de viscosidade, o abaixador de ponto
    de fluidez e o pacote de desempenho.

    O melhorador de índice de viscosidade e o abaixador de ponto de
    fluidez são utilizados para conferir ao óleo lubrificante boas
    propriedades reológicas, ou seja, a capacidade de se manter em boas
    condições de fluxo, tanto em baixas quanto em altas temperaturas.
    O pacote de desempenho responde pelas demais propriedades dos óleos,
    que podem ser resumidas por suas funções na proteção dos motores no
    tocante à formação de depósitos e na proteção das peãs contra
    desgaste ou corrosão. Desse modo, o pacote de desempenho possui
    aditivos com funções detergentes/dispersantes, antioxidantes,
    antidesgaste, inibidoras de corrosão e oxidação, dentre outras.
    Os óleos lubrificantes automotivos são classificados com base em
    duas especificações que retratam o seu desempenho nos motores. A
    primeira é a especificação de viscosidade que é definida através da
    Norma J300 da "Societey of Automotive Engineering" - SAE. Essa Norma
    classifica os óleos lubrificantes por graus de viscosidade, em
    função de resultados obtidos em diversos ensaios, realizados numa
    ampla faixa de variação de temperatura. A tabela 2 apresenta os
    limites estabelecidos para cada grau de viscosidade.
    Para os graus que possuem a letra W (Winter - inverno), os testes se
    relacionam ao comportamento em altas temperaturas.
    Existem óleos lubrificantes que atendem a apenas um grau de
    viscosidade, por exemplo, SAE 20W40, 10W30, etc., sendo chamados de
    multigrau. Em regiões que possuem invernos rigorosos, em geral são
    recomendados óleos de viscosidade mais baixa, por exemplo 5W30,
    enquanto que em países tropicais são recomendados óleos de
    viscosidade mais alta como 20W50. A outra classificação de óleos
    lubrificantes automotivos se refere ao nível de desempenho em
    motores. Existem várias entidads que estabelecem normas para a
    classificação de desempenho como a API (EUA), a ACEA (Europa) e a
    JASO (Japão). A classificação API é a mais aceita internacionalmente
    e estabelece uma codificação que, em geral, é constituída por duas
    letras. A primeira, que pode ser S ou C representa a aplicação
    automotiva. O S (Spark Ignition ou Service) se refere a óleos para
    motores do ciclo OTTO (veículos leves a gasolina ou álcool),
    enquanto que o C (Compression Ignition ou Commercial) se refere a
    óleos para motores do ciclo DIESEL (veículos pesados). A segunda
    letra indica o desempenho do óleo, o que é definido através de
    ensaios em motores estabelecidos pela ASTM, que têm como objetivo
    garantir a proteção dos motores em termos de desgaste e da formação
    de depósitos em diversas condições de operação. Tais condições
    englobam os regimes em baixas rotações e baixas cargas, verificadas
    logo após a partida dos motores, principalmente em regiões de clima
    frio, etc.
    Acompanhando a evolução dos óleos lubrificantes, as classificações
    APPI para motores do ciclo OTTO começaram com a letra A, ou seja,
    API AS e evoluíram para as letras subseqüentes ao A, ou seja, SB,
    SC, SD,.... SH e SJ, que é a classificação mais atual e rigorosa da
    API para esse produto. De forma similar, para motores DIESEL, temos
    as classificações CA, CB, CC,..... CG-4 e CH-4. Nessas últimas
    classes, o número 4 se refere a motores DIESEL de 4 tempos.
    Cabe ressaltar que, em geral, as classificações mais recentes
    substituem as anteriores, de forma que pode ser usado um óleo API SJ
    no lugar de um SH ou SG, etc, mas não o contrário.
    Os critérios para aprovação de óleos lubrificantes sofreram uma
    mudança significativa a partir da adoção do Código de Condutas da
    Chemical Manufactures Association, conhecido como CMA Code of
    Pratice. Trata-se de uma série de orientações que visam garantir que
    um óleo que obtenha aprovação seguindo suas orientações,
    efetivamente atenda às especificações informadas no rótulo do
    produto. Desse modo, as aprovações API, a partir de SH para os
    carros leves e CF para os veículos pesados, exigem que todo processo
    de aprovação siga os critérios do CMA Code, o que inclui várias
    orientações tais como o registro dos produtos e dos ensaios,
    critérios de intercambialidade de básicos em produtos aprovados,
    critérios de extensão de aprovações para outros graus de
    viscosidade, tratamento estatístico dos resultados, etc.
    O rótulo dos lubrificantes contém, necessariamente, as
    classificações SAE e API do produto comercializado. O consumidor
    deve seguir sempre a recomendação do fabricante do seu veículo que
    está impressa no manual do proprietário, atentando para as
    especificações e deixando para um segundo plano outras informações
    sujeitas a uma forte componente de marketing.

    Luiz Fernando M. Lastres
    Engenheiro Mecânico - Setor de Lubrificantes do centro de Pesquisas
    da PETROBRÁS.

  2. #2
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    Aproveitando o tópico eu estava pesquisando no google sobre a especificação de um óleo dai achei duas tabelas de conversão bastante interessantes:

    http://www.dmnt.eb.mil.br/legislacao/oleos/oleos.doc

    http://www.hobbycenter.com.br/ingrax...s_Uni_2006.pdf

    []'s

  3. #3

  4. #4
    Usuário Avatar de Zepi
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    [QUOTE=klaus motta;269791]Caros amigos recebi por email de um amigo uma verdadeira aula sobre o assunto.Não conheço o autor.Segue abaixo a cópia:

    Para os graus que possuem a letra W (Winter - inverno), os testes se
    relacionam ao comportamento em altas temperaturas.




    Eu pensava que “W” era a viscosidade com o lubrificante frio...se não se usaria "H" de hot!hehehe!



    Existem óleos lubrificantes que atendem a apenas um grau de
    viscosidade, por exemplo, SAE 20W40, 10W30, etc., sendo chamados de
    multigrau.




    Os óleos que atendem a uma só especificação não seriam os “SAE30, SAE40 e etc???



    Sempre aprendendo...

    Abraço

  5. #5
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  6. #6
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  7. #7
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  8. #8
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  9. #9
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  10. #10
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  11. #11
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  12. #12
    Usuário Avatar de RicardoFLN
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    Caro Glider,

    São vídeos bem maçantes, mas deu pra tirar ótimas conclusões com um pouco a mais de pesquisa. Eu nunca utilizei nenhum dos 4 "condicionadores de metais" apresentados. Tomando os valores das análises químicas expostos, como confiáveis, me parece que os 4 não tem nenhuma efetividade.

    Peguemos os valores dos elementos químicos que estão diretamente relacionados ao "poder" lubrificante de um óleo, sendo eles, cálcio (Ca), magnésio (Mg), fósforo (P) e zinco (Zn), tomo a liberdade de colocar junto os números do óleo lubrificante Lubrax Extra Turbo 15w40 que obtive da seguinte tese de mestrado: http://tede.unioeste.br/bitstream/te...Bertinatto.pdf
    Outra propriedade bastante relevante é o Índice de basicidade total (TBN – total base number), que é a reserva que o óleo tem para retardar a acidificação inerente a que o óleo lubrificante é sujeitado.
    Vamos a tabela com os valores
    óleos Lubrificantes-aditivos.jpg

    Ao meu ver parece que nenhum dos 4 produtos tem a capacidade de melhorar as propriedades do óleo lubrificante em questão, uma vez que a grande maioria das suas concentrações são inferiores ao do óleo lubrificante. Ou seja, esses produtos acabam por diminuir a capacidade de lubrificação e diminuir a reserva de alcalinidade (ou basicidade).
    Resumindo, vou continuar não usando!
    Torcendo pra aparecer um engenheiro químico especialista em tribologia pra nos dar um parecer.
    Sds.
    Miniaturas de Anexos Miniaturas de Anexos óleos Lubrificantes-aditivos.jpg   óleos Lubrificantes-aditivos.jpg   óleos Lubrificantes-aditivos.png  
    Ranger XL CE 4x4 Diesel 2000/2001

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