PDA

Ver Versão Completa : Condução 4X4 for dummies



yoda
09/01/2013, 08:40
Artigo original: Condução 4X4 para principiantes | Tocandira (http://blog.tocandira.com.br/sobrevivencia/tecnicas-4x4-para-principiantes/)

Espero que gostem do meu texto. Só saliento que é um artigo voltado para iniciantes e não pretendo esgotar o assunto!

Resolvi escrever um pouco sobre veículos 4 X 4 (for Dummies) porque tive muitas dúvidas quando entrei nesse mundo, e ainda estou em fase de aprendizado. Não sou do tipo que gosta de fazer trilhas nos finais de semana, mas frequentemente vou de carro em locais de difícil acesso, então, conhecer algumas técnicas de condução off road são muito importantes. Veremos neste artigo um pouco sobre sistemas de tração, pneus e técnicas de condução.
A primeira dica é: leia o manual do seu veículo! Geralmente, manuais de carros 4X4 dão informações seguras do que você pode e do que você não pode fazer com seu carro.
Tração part-time e full-time

Existe uma sopa de símbolos e definições sobre tração de veículos fora de estrada. Você pode encontrar:

Part time;
Full time;
Active trac;
Command trac;
Quadra trac;
Insta trac;
Etc.
Muitos fabricantes adotam alguma tecnologia que os diferencia, mas basicamente, temos os tipos de tração part time e full time, sendo que os outros sistemas sofrem alguma variação, mas são filhotes dos primeiros.
A maioria dos carros 4X4 tem um sistema part-time, ou seja, você só pode utilizar a tração 4X4 em algumas situações específicas, como lama, areia, neve e outras situações de baixa aderência. Este é o caso da maioria das caminhonetes (pick-ups) e de muitos outros automóveis como o famoso Troller, a lenda Jeep Willys, entre outros modelos. Trafegar por estradas de terra com chão batido costuma ser prejudicial a este sistema de tração, mas você pode usar a tração part-time em estradas cobertas com cascalho. Viajo muito com meu Troller por estradas de terra cascalhadas, mas tenho usado o sistema de tração somente durante chuvas muito fortes, que tornam a estrada mais escorregadia. Claro que aliviar o pé do acelerador é a coisa mais segura a se fazer em uma situação assim.
Alguns veículos trazem o sistema de tração full-time ou integral. Carros como o Suzuki Grand Vitara trafegam com a tração 4X4 de forma permanente, outros, como o Suzuki Jimny, o Mitsubishi Pajero TR4 e o modelo top de linha da Pajero Dakar, podem ter a tração 4X4 acionada mesmo durante trajetos de asfalto. Isso, obviamente, aumenta o consumo, mas também dá maior segurança e estabilidade, principalmente em situações de chuva. Estes veículos que podem trafegar com a tração 4X4 mesmo no asfalto têm o chamado diferencial central. O funcionamento do diferencial não é tema deste artigo, mas se você não sabe o que é, vale-a-pena pesquisar a respeito.
Até agora falamos do sistema de tração 4X4 high, ou seja, o sistema não reduzido.
Quando usar a reduzida?

Quando precisamos de mais força, como rebocar outro veículo atolado, ou atravessar um trecho alagado e com muita lama, usamos a tração reduzida, ou low. Um jeep Troller tem o motor muito forte e não precisa lançar mão da tração reduzida na maioria das ocasiões, carros com motor menos parrudos usam mais este sistema.
Travessia de rios e córregos

Para atravessar regiões alagadas, rios e córregos, primeiro desça do carro e vá verificar o terreno a ser enfrentado. Verifique a profundidade, procure por grandes pedras ou troncos que possam frustrar sua passagem ou danificar o automóvel. Só então, geralmente com a tração reduzida e segunda marcha engatada (dependendo do motor de seu carro), entre na água devagar e imprima um ritmo constante. Fique atento às recomendações do fabricante para saber até que altura seu carro poderá submergir. Carros movidos a diesel tem maior facilidade para vencer terremos alagados. Geralmente é necessária uma preparação adicional para vedar respiros e partes elétricas. O snorkel tem sido um importante aliado para jipeiros inveterados.
Como vencer subidas e descidas muito fortes?

Subidas ou descidas muito íngremes podem requerer o uso da tração reduzida. No caso das subidas, você terá mais força para carregar o peso de seu carro morro acima, já nas descidas, você irá devagar e com pouco ou nenhum uso dos freios. Se o carro começar a derrapar em uma descida, um toque de leve no acelerador costuma endireitar as coisas.
Cuidado com a inclinação lateral do carro!

Muito cuidado com as travessias em que o carro irá se inclinar lateralmente, cada carro tem um limite de inclinação que se não for seguido, poderá tombar facilmente. Se você perceber que seu carro poderá capotar, direcione rapidamente as rodas para baixo e acelere para tentar sair desta situação o mais rápido possível. Geralmente é necessário um pouco de experiência e habilidade para sair de algumas situações, mas isso você só adquire com o tempo. Não se arrisque porque você acha que sabe. Já passei por situações desagradáveis por não ter aprendido com a experiência alheia!
Tipos de pneus

Cada tipo de terreno requer um tipo de pneu diferente. Estar com o veículo calçado corretamente ajuda muito a enfrentar os desafios de cada terreno. Para quem usa o veículo na areia, como praias ou dunas, os pneus normais ou mais lisos, com uma calibragem mais baixa, são mais indicados. Cuidado para não baixar demais a calibragem. Isto pode fazer com que seus pneus escapem das rodas (destalonamento). Aqui, mais uma vez, é necessário consultar o manual do seu veículo para saber a calibragem mínima.
Para enfrentar a lama, pneus do tipo mud terrain (pneus lameiros) são os mais indicados. Este pneus tem gomos mais generosos e espaçados, que fazem com que a lama seja expulsa da banda de rodagem, facilitando a aderência (grip). Em terrenos com lama muito pesada, algumas pessoas costumam colocar pneus do tipo frontiera, que são pneus parecidos com os usados por tratores. Os modelos frontiera vão muito bem para frente, mas não saem da lama de ré. Um primo jipeiro deu a dica de colocar estes pneus voltados em uma direção na parte dianteira e na direção oposta na parte traseira (na verdade, este primo deu muitas dicas que estão neste artigo!).
Não tenho experiência o suficiente para indicar se pneus mais finos ou mais largos são os melhores para lama, em tópicos de fóruns especializados, esta discussão é interminável e não é possível chegar a conclusão alguma.
http://blog.tocandira.com.br/wp-content/uploads/2012/10/conducao_off_road.jpg (http://blog.tocandira.com.br/wp-content/uploads/2012/10/conducao_off_road.jpg)Eu só tenho um carro, então prefiro pneus de uso misto. São péssimos para lama, já tive experiências muito ruins, mas na cidade eles privilegiam a segurança no asfalto e o menor consumo de combustível.
Como sair do atoleiro

Se você atolou e está sozinho, o melhor a se fazer é trilhar o caminho dos pneus com pedras de tamanhos variados. Talvez com as pedras você consiga sair desta situação sozinho. Uma ferramenta importante é a prancha de desatolagem (http://blog.tocandira.com.br/sobrevivencia/prancha-de-desatolagem/), que pode facilitar sua saída de situações difíceis tanto da lama quanto da areia. Outra solução é usar os tapetes do carro, mas não funciona quando o terreno é uma sopa de lama. Na primeira foto que ilustra este artigo você irá perceber um objeto preto próximo ao pneu traseiro… é o meu tapete, que ficou sujo e não me tirou daquela situação (não tinha pedras disponíveis, saí rebocado por ajuda de uma caminhonete). Mas já vi no YouTube o vídeo com um carro saindo de um atolamento na areia com a técnica do tapete. Mais difícil é quando o jipe “senta” no chão. Já aconteceu isto comigo em uma curva de nível. Eu estava sozinho e sem ferramentas adequadas. Demorou um bocado até conseguir auxílio de um trator para me rebocar. Depois deste dia, comecei a carregar uma mini-pá, que nesta situação serviria para liberar os diferenciais que ficaram presos. Uma pá convencional é mais prática se você vai para uma trilha, a mini-pá só serve para quebrar um galho!
Outros equipamentos 4 X 4

Se você está iniciando no mundo 4X4, é interessante aprender sobre sistemas como o bloqueio de diferencial, o uso de guinchos, patescas e de outras ferramentas, como o macaco high-lift (é uma ferramenta perigosa, mas um tanto útil para quem atola sozinho). Aprenda os ângulos de entrada esaída e sobre as inclinações máximas de seu carro, mantenha as revisões em dia e boa lama!
Esta é um pouco de minha parca experiência em se tratando de técnicas off road.

Claudio_Mag
29/01/2013, 18:06
Maravilha Yoda !
Um ótimo texto para iniciantes dummies como eu . . . . .
Parabéns e grato pela gentileza de partilhar este material . . .
Fico na expectativa do próximo. . . . é devagar que se chega longe !

Um abraço,

Claudio

Chuva
29/01/2013, 19:05
Humildemente tb venho aqui e agradeço!!

Valeu!

Monster Flux
03/02/2013, 03:10
Obrigado Yoda !
:curtir:

Cocatriz
03/02/2013, 07:24
Artigo original: Condução 4X4 para principiantes | Tocandira (http://blog.tocandira.com.br/sobrevivencia/tecnicas-4x4-para-principiantes/)

(...) Carros como o Suzuki Grand Vitara trafegam com a tração 4X4 de forma permanente, outros, como o Suzuki Jimny, o Mitsubishi Pajero TR4 e o modelo top de linha da Pajero Dakar, podem ter a tração 4X4 acionada mesmo durante trajetos de asfalto. Isso, obviamente, aumenta o consumo, mas também dá maior segurança e estabilidade, principalmente em situações de chuva.(...)

O Jimny não tem diferencial central, você pode usar o 4x4 em chuvas fortes e situações que podem apresentar Aquaplanagem, Mas dirigir com o 4x4 engatado em situações de boa aderência pode causar stress dos componentes, redução de vida útil e eventual Quebra.

Eu usei no meu antigo Samuka, nas chuvas de verão de sampa, pra passar os alagamentos, e nunca tive problemas. MAS, é importante ter em mente, que boa aderência e curvas vão forçar o sistema.


Fora esse detalhe, muito bom o Artigo.

AlanRodrigo
19/02/2013, 09:52
Yoda,
excelente texto!! Obrigado pelas informações para pessoas iniciantes no mundo off road

denys3
20/05/2013, 08:29
Valeu! Muito legal para quem, como eu, está engatinhando no 4x4!:palmas:

DarkMan
30/06/2013, 10:13
Muito bom o texto mesmo!!!!
Valeu!

pedroafalcao
05/02/2014, 08:32
Dicas para encarar as dunas em um 4x4http://www.oficina4x4.com/_resources/media/img/default/ico-comentario.gif0 comentários
Mesmo um 4x4 exige atenção especial na hora de encarar certos terrenos, especialmente a areia. Mas, se o motorista usar algumas técnicas é possível transitar pelas dunas se preocupando apenas com a diversão. Confira algumas dicas:

1. Diminuir a pressão dos pneus. O ideal é reduzir em 30% ou 40% a pressão indicada pelo fabricante.

2. É importante que se troque de marchas o mínimo possível. Mas, quando for preciso, a troca deve ser rápida e precisa.



3. Caso o veículo atole, ele pode ser liberado por outro carro que o puxe com um cabo. É importante que o carro que for dar o suporte esteja em terreno mais firme.

4. Quando o carro começa a afundar na areia, casos, um dos erros mais comuns é insistir em pisar no acelerador. O melhor é engatar a marcha à ré e tentar de novo.

5. Na hora de enfrentar as dunas, dois conselhos importantes: antes de pisar fundo, convém olhar o que há atrás dela. Muitas vezes, depois do cume, há desníveis verticais muito pronunciados. E elas devem sempre ser "atacadas" de frente (com cuidado de não sair voando quando chegar ao topo) e não na diagonal. Nestes casos, há o risco de capotar.

Fonte: Motor Dream

pedroafalcao
05/02/2014, 08:37
Dicas para atravessar um lamaçalhttp://www.oficina4x4.com/_resources/media/img/default/ico-comentario.gif0 comentários


Primeiramente, nunca vá sozinho. Regra básica para qualquer Trilheiro 4x4.
Esteja com um bom kit off-road em mãos e o carro revisado, pronto para a trilha.
De preferência, escolha pneus lameiros - aqueles mais finos e com sucos altos.
Ao chegar ao lamaçal, verifique logo a profundidade e a consistência do solo.
Confira até aonde vai o terreno lamadiço e onde começa novamente a terra firme.
Faça também uma inspeção procurando pedras e pedaços de madeira. Estes elementos podem ser verdadeiras armadilhas contra as partes inferiores do seu 4x4.
Caso localize algum buraco profundo, coloque pedras, terra firme ou galhos já quebrados.
Após a análise do terreno, está na hora de voltar para seu 4x4 e engatar a tração 4x4.
Se o terreno estiver muito pesado, não vacile; engate a reduzida. Caso seu carro tenha bloqueio de diferencial, também o acione.
Durante a travessia, procure deixar os pneus dianteiros sempre alinhados com a trilha.
O normal é você utilizar a segunda reduzida. No máximo a terceira reduzida; o que significa alta velocidade e riscos de choques violentos das partes inferiores em pedras escondidas, e possivelmente a perda de controle da direção.

http://www.oficina4x4.com/_resources/files/_modules/files/files_33_201009211525053827.jpg

Se os pneus patinarem e o carro não mais seguir em frente, pare e volte com a ré. Se não conseguir sair, está na hora de pedir ajuda a outro veículo.
Em alguns casos, girando um pouquinho e rapidamente o volante para a esquerda e a direita, os pneus acham pequenas faixas de terreno mais firme, o que ajuda na aderência.
Portanto, dirija com firmeza e não acelere muito, evitando que os pneus patinem e ganhando o máximo de aderência possível que o terreno oferecer.
E por fim: respeite os limites do carro, os seus e os da natureza.



Dicas para atravessar um lamaçal (http://www.oficina4x4.com/blog-do-lameiro/dicas-para-atravessar-um-lamacal/31/)

pedroafalcao
05/02/2014, 08:38
Dicas 4x4: atravessando trechos com águahttp://www.oficina4x4.com/_resources/media/img/default/ico-comentario.gif0 comentários
Confira algumas dicas super importantes ao se atravessar trechos de água numa trilha 4x4:
- Antes de atravessar é fundamental sempre inspecionar o trecho.
- Um trecho com corrente forte é sinal de água não lamacenta; corrente fraca pode implicar limo macio e profundo.
- Verifique sempre a profundidade d'água e a presença de limo com uma pá ou qualquer coisa semelhante.
- Confira se não existem buracos ou rochas grandes que possam ser obstáculos para a travessia;
- Analise atentamente a margem de entrada e de saída do rio.


http://www.oficina4x4.com/_resources/files/_modules/files/files_308_201303150901415c48.jpg

- Para se atravessar trechos alagados utilize sempre velocidade baixa e segunda marcha. Se for um trecho pesado, use a reduzida.
-Se no momento da travessia criar-se uma onda em frente ao veículo, isto significa que a água diante deste é mais profunda. É importante ressaltar que neste momento cria-se um vão entre a onda e o veículo que serve como passagem para este, evitando que a água atinja frontalmente o motor.
- Não aumente a velocidade durante a passagem, pois a onda frontal se quebrará sobre o capo, anulando este efeito.
- Logo após sair da água, sempre mantenha, por um pequeno período, o pedal de freio levemente pressionado com a finalidade de restaurar a eficiência dos freios.
- Por fim, verifique se os pneus não foram danificados no momento da travessia.

Fonte: OFF Life Team 4x4

Categorias:

pedroafalcao
05/02/2014, 08:39
http://www.oficina4x4.com/_resources/media/img/default/tit-blog-do-lameiro.gif
26
JAN


Prancha Off-Road – Mão na roda para o Trilheiro.http://www.oficina4x4.com/_resources/media/img/default/ico-comentario.gif1 comentários
Feita de aço, fibra de vidro ou alumínio, a Prancha pode ser indispensável para alguns tipos de trilha off-road, pois ela faz a função de um piso firme para o seu 4x4, seja num atoleiro, facão ou mesmo para desatolar o carro na areia.


No Brasil ainda é pouco usada em trilhas, devido ao preço elevado, mas no exterior essa ferramenta já bastante utilizada quando se deseja montar uma base firme para o veículo atravessar trechos mais traiçoeiros. Pode ser que as Pranchas se amassem com o peso do carro, mas para colocá-las de novo em ordem basta deitá-las ao chão firme e passar novamente com o carro em cima delas, assim o material desentorta e fica pronto para ser usado novamente.

http://www.oficina4x4.com/_resources/files/_modules/files/files_87_20110126101249c74a.jpg

Dicas de uso: não acelere com força para sair da encrenca, os pneus vão girar muito rapidamente e a prancha vai sair debaixo do pneu, podendo se chocar contra o chassi, diferenciais e até contra a carroceria, impedindo a manobra e podendo até amassar a carroceria. Use o equipamento com calma e atenção. Em algumas situações é possível se construir uma pequena ponte. A prancha de fibra de vidro não pode ser usada para esta finalidade, mas as pranchas de aço e alumínio quebram um bom galho desde que usadas aos pares ou em jogos de 03 peças para cada pneu.

(Fonte: Técnica 4x4 - João Roberto de Camargo Gaiotto)

pedroafalcao
05/02/2014, 08:46
Vídeos interessantes:


"http://www.youtube.com/watch?v=YdyyUciRZUw"

"http://www.youtube.com/watch?v=VYzSA0KMcFU"

"http://www.youtube.com/watch?v=gsPAAdmh3vM"

"http://www.youtube.com/watch?v=-3-dCuu0qyk" (apesar do audio deste vídeo estar péssimo, dá pra aprender algumas coisas)

"http://www.youtube.com/watch?v=ettJYjzFwsk"

pedroafalcao
05/02/2014, 16:49
PILOTAGEM NA AREIA E BEIRA MAR
http://www.prime4x4.com.br/uploads/areia1.jpg
Em diferentes estados do Brasil, os terrenos arenosos têm características variadas, como os cerrados das chapadas dos Guimarães, dos Veadeiros e Diamantina, o Pantanal do Mato Grosso e as regiões litorâneas. Fora do País, existem áreas desérticas como o Atacama no Chile e os escaldantes desertos africanos, entre tantos outros. Em uma mesma região, áreas inexploradas e sem rastros de outros veículos podem esconder armadilhas para os novatos, já que a consistência do solo pode variar sem alterações perceptíveis em uma primeira e descuidada inspeção. Para transitar nestas regiões tem-se que procurar atender a requisitos básicos como potência e repidez de resposta do motor, tração nas quatro rodas, atenção permanente e sensibilidade para administrar a condução, sempre atento aos limites do veículo e seu comportamento.

Para atravessar trechos com muita areia solta, engate as rodas-livres, a tração 4x4 e o blocante, sempre antes de enfrentar o trecho. A marcha ideal depende muito do tipo de areia que terá pela frente, mas invariavelmente uma segunda ou terceira reduzida podem ser tentadas. A experiência irá lhe mostrar a solução para cada local.

Ao entrar no trecho, segure o volante com firmeza; você tem agora uma situação diferente do tráfego em pedras. Entre com determinação, mantendo a aceleração alta e constante. Uma vez iniciado o deslocamento, aproveite o embalo adquirido e procure não frear bruscamente quando precisar parar. Freie com suavidade ou tire o pé do acelerador, deixando que a resistência do terreno segure o veículo até a imobilidade total. Se você frear com violência, o travamento momentâneo das rodas provocará o acúmulo de areia na frente de todos os pneus, que terão dificuldade em subir esses pequenos montes para seguir adiante.

Evite fazer curvas muito fechadas, pois os pneus do lado de fora da curva irão afundar na areia. No caso de atolar, tente primeiro mover o veículo com uma arrancada suave; se precisar dê uma ligeira marcha à ré e em seguida engate uma segunda reduzida. Faça isso com destreza até criar um suave balanço, ou "momentum", como é mais conhecido, que embalará o veículo por cima da areia fofa iniciando o movimento para sair do buraco. Quando sentir que pode sair, use a segunda marcha e siga adiante. Saber usar o balanço ou "momentum" ajuda muito o veículo a iniciar o deslocamento e não perder o embalo alcançado com tanta dificuldade.

Por outro lado, se você encalhar não há por que se sentir derrotado, já que todos, sem exceção, até mesmo os pilotos do Paris-Dakar encalham, mais cedo ou mais tarde, em trechos de areia fofa. Agora é hora de aliviar o peso e começar a cavar. Passageiros e pessoas próximas poderão ajudar-lhe, mas no momento certo, pois tentar empurrar agora não vai resolver o problema. Inicie cavando em frente ou atrás de todas as rodas, dependendo de que direção você decidiu tomar, se adiante ou à ré.

Faça uma rampa suave para que os pneus iniciem o deslocamento. Use, se possível, pedaços de madeira, papelão, tapete, lona ou tecido, enfim, qualquer coisa que crie uma superfície firme para o pneu deslizar.

Se tiver água em abundância por perto, como na praia, por exemplo, molhe a areia logo à frente ou atrás das rodas, de acordo com a direção que você decidiu seguir, que isso irá compactá-la e facilitará a operação. Só tome cuidado para que a água salgada não entre em contato com as partes mecânicas e com a carroceria. Outros artifícios, como diminuir a calibragem dos pneus, podem ser utilizados. Feito tudo isso, é hora de chamar as pessoas que puderem ajudar. Dê a partida, use uma segunda marcha reduzida sem acelerações bruscas e solicite que empurrem o veículo sem balançá-lo para os lados, pois essa manobra irá fazer com que os pneus voltem a cavar a areia, afundando ainda mais. Se conseguir sair, não pare até conseguir terreno firme, caso contrário, é hora de começar tudo de novo.

Caso as tentativas acima não resolvam o problema, você pode ainda utilizar o guincho e outros acessórios de resgate.

Estando em comboio, evite sempre que possível utilizar a trilha deixada pelo companheiro da frente, pois ele cavou o terreno e você só irá cavar mais fundo ainda, podendo encalhar mais facilmente. Isso é comum em regiões como o Pantanal do Mato Grosso, quando o veículo que segue na frente deixa sulcos profundos na areia pura, piorando as condições para aquele que vem atrás.

Deslocamento em praias
O Brasil é um país abençoado por ter uma generosa extensão litorânea. Em inúmeros lugares, a prática de circular com veículos na areia da praia é uma necessidade de locomoção de moradores, ou razão para momentos de puro lazer dos turistas. A sensação de bem-estar e liberdade é muito grande, mas proporcional ao nível de desespero de ver o veículo encalhado e prestes a ser engolido pela maré. Andar na praia pode ser prejudicial à conta bancária! Se você está desbravando a região pela primeira vez, tente saber como é o tipo e o comportamento do solo por onde pretende passar. Pesquise com os moradores locais sobre o horário das marés e outros detalhes que podem ser cruciais em uma incursão litorânea. Na maior praia do mundo, a Praia do Cassino, no Rio Grande do Sul, existem certos trechos perigosos, mais ao sul, onde se pode encontrar uma camada fina de areia com muito lodo por baixo. Nestas situações extremas, onde se pode atolar muito próximo da rebentação, você tem que tomar decisões com rapidez e chamar ajuda quando necessário. Mas se você estiver em comboio, trabalhe em equipe engatando o veículo em tudo o que estiver ao alcance, para retirá-lo o mais breve possível do atoleiro.

O movimento das ondas gradativamente vai afundando os pneus, fazendo com que o chassis e a carroceria fiquem enterrados na areia. Se não forem tomadas as providências corretas a perda é inevitável. Para o deslocamento por esses trechos, sempre que possível informe-se com pessoas que transitaram por lá ou contrate um guia que conheça os segredos do lugar. Evite viajar sozinho para que as emergências sejam resolvidas em tempo hábil. Procure sempre andar por onde existe areia molhada; você pode transitar logo após uma chuva ou de manhã cedo, quando a água ou o orvalho ajudam a compactar a areia, facilitando a viagem e permitindo um tráfego seguro. Também nas praias é comum que pescadores locais finquem troncos na areia, com a finalidade de amarrar barcos pesqueiros. Com o tempo, esses famigerados troncos vão sendo enterrados pela areia e acabam ficando com apenas um toco exposto de no máximo 20 ou 30 centímetros de altura. É fácil deduzir o que pode acontecer se você estiver em alta velocidade e topar com um toco desses no caminho: você poderá capotar facilmente!

Fique atento e procure por pequenos obstáculos pela praia, para que a viagem possa ser desfrutada sem problemas. Mas os cuidados não param por aí; a praia e a areia requerem mais providências. Após o deslocamento, não se esqueça de passar no posto mais próximo para recalibrar os pneus, se você precisou esvaziá-los, e lavar muito bem toda a parte de baixo, como o chassis e a carroceria. A areia é muito abrasiva e, em contato com os componentes da suspensão, poderá causar desgaste prematuro de algumas partes móveis. O mesmo é válido para incursões próximas ao mar, porque a maresia e a água salgada são um veneno para a carroceria. Portanto dê uma boa ducha nele!

Para finalizar, lembre-se de que na praia, na grande maioria das vezes, você estará dividindo o espaço com veranistas. Verifique as normas locais e circule com seu 4x4 apenas onde é permitido.

"http://www.prime4x4.com.br/dica/6/pilotagem-na-areia-e-beira-mar"

pedroafalcao
05/02/2014, 16:55
CONHECENDO O 4X4 - MARCHA REDUZIDA LOW RANGE
http://www.prime4x4.com.br/uploads/mr_01.jpg
Muitos utilitários 4x4 têm o recurso das marchas reduzidas. O termo em inglês, comum em muitos modelos importados, é o low range. Este recurso reduz as marchas numa relação aproximada de 2:1, incluindo a ré.
Isto possibilita alcançar o torque máximo do motor em baixas velocidades - tornando o veículo capacitado para rebocar cargas pesadas. E o que é melhor ainda: facilitando seu controle em deslocamentos off-road radicais.
Para engatar a marcha reduzida
Observe a alavanca usada para engatar a tração 4x4. Em alguns modelos ela contém mais uma posição que lhe permite engatar as marchas reduzidas, já em outros você terá mais uma alavanca para esta função. Para evitar o uso errado deste recurso, o acionamento da reduzida somente é possível após o engate da tração 4x4.
O torque sobe consideravelmente e precisa ser distribuído entre os dois diferenciais, não apenas para o traseiro, que poderá ser danificado com acelerações bruscas se a reduzida for acionada para apenas um eixo, haverá risco de quebra de engrenagens e pontas de eixo.
Mesmo veículos mais antigos, como o Jeep brasileiro fabricado pela Ford até a década de 80, têm o acionamento da alavanca de marcha reduzida condicionado ao engate prévio da tração 4x4. O engate da reduzida deve ser feito com o veículo parado e as rodas-livres devem ser acionadas previamente.
Sistemas de acionamento elétrico, como na pick-up Ford Ranger 4x4 e no jipe Troller, acionam a reduzida através de uma chave elétrica. O sistema passa primeiro a tração para 4x4 e somente depois habilita o acionamento das marchas reduzidas. Não há como errar neste caso.

"http://www.prime4x4.com.br/dica/5/conhecendo-o-4x4-marcha-reduzida-low-range"

pedroafalcao
05/02/2014, 16:56
CALIBRAGEM DOS PNEUS
http://www.prime4x4.com.br/uploads/0_14928294_EX_00.jpgAREIA -Pressão 40% menor que o recomendado pela fábrica Aumenta a superfície de contato com o solo, LAMA - Pressão 40% menor que o recomendado pela fábrica Aumenta a superfície de contato com o solo, PEDRAS/ROCHA - Pressão 20% maior que o recomendado pela fábrica Pneu fica mais resistente a choques contra pedras pontiagudas.

"http://www.prime4x4.com.br/dica/2/calibragem-dos-pneus"

telles0808
21/02/2014, 12:39
Cresci vendo meu pai andar de lado com pampinha nos areais do MT, por isso vou tratar de ler seu guia!

Obrigado.

Heavyneto
03/05/2014, 19:44
Caramba, esse fórum é muito fod@.
Obrigado ao mestre Yoda ea todos os que contribuíram. Adquiri recentemente uma Grand Vitara III e estou querendo aprender a utilizar a nova viatura para fins off road. Esse tópico eo específico do veículo estão sendo de grandiosa valia nesse sentido.

Gustavo Moraes
15/08/2014, 17:46
PILOTAGEM NA AREIA E BEIRA MAR


http://www.prime4x4.com.br/uploads/areia1.jpg
Em diferentes estados do Brasil, os terrenos arenosos têm características variadas, como os cerrados das chapadas dos Guimarães, dos Veadeiros e Diamantina, o Pantanal do Mato Grosso e as regiões litorâneas. Fora do País, existem áreas desérticas como o Atacama no Chile e os escaldantes desertos africanos, entre tantos outros. Em uma mesma região, áreas inexploradas e sem rastros de outros veículos podem esconder armadilhas para os novatos, já que a consistência do solo pode variar sem alterações perceptíveis em uma primeira e descuidada inspeção. Para transitar nestas regiões tem-se que procurar atender a requisitos básicos como potência e repidez de resposta do motor, tração nas quatro rodas, atenção permanente e sensibilidade para administrar a condução, sempre atento aos limites do veículo e seu comportamento.

Para atravessar trechos com muita areia solta, engate as rodas-livres, a tração 4x4 e o blocante, sempre antes de enfrentar o trecho. A marcha ideal depende muito do tipo de areia que terá pela frente, mas invariavelmente uma segunda ou terceira reduzida podem ser tentadas. A experiência irá lhe mostrar a solução para cada local.

Ao entrar no trecho, segure o volante com firmeza; você tem agora uma situação diferente do tráfego em pedras. Entre com determinação, mantendo a aceleração alta e constante. Uma vez iniciado o deslocamento, aproveite o embalo adquirido e procure não frear bruscamente quando precisar parar. Freie com suavidade ou tire o pé do acelerador, deixando que a resistência do terreno segure o veículo até a imobilidade total. Se você frear com violência, o travamento momentâneo das rodas provocará o acúmulo de areia na frente de todos os pneus, que terão dificuldade em subir esses pequenos montes para seguir adiante.

Evite fazer curvas muito fechadas, pois os pneus do lado de fora da curva irão afundar na areia. No caso de atolar, tente primeiro mover o veículo com uma arrancada suave; se precisar dê uma ligeira marcha à ré e em seguida engate uma segunda reduzida. Faça isso com destreza até criar um suave balanço, ou "momentum", como é mais conhecido, que embalará o veículo por cima da areia fofa iniciando o movimento para sair do buraco. Quando sentir que pode sair, use a segunda marcha e siga adiante. Saber usar o balanço ou "momentum" ajuda muito o veículo a iniciar o deslocamento e não perder o embalo alcançado com tanta dificuldade.

Por outro lado, se você encalhar não há por que se sentir derrotado, já que todos, sem exceção, até mesmo os pilotos do Paris-Dakar encalham, mais cedo ou mais tarde, em trechos de areia fofa. Agora é hora de aliviar o peso e começar a cavar. Passageiros e pessoas próximas poderão ajudar-lhe, mas no momento certo, pois tentar empurrar agora não vai resolver o problema. Inicie cavando em frente ou atrás de todas as rodas, dependendo de que direção você decidiu tomar, se adiante ou à ré.

Faça uma rampa suave para que os pneus iniciem o deslocamento. Use, se possível, pedaços de madeira, papelão, tapete, lona ou tecido, enfim, qualquer coisa que crie uma superfície firme para o pneu deslizar.

Se tiver água em abundância por perto, como na praia, por exemplo, molhe a areia logo à frente ou atrás das rodas, de acordo com a direção que você decidiu seguir, que isso irá compactá-la e facilitará a operação. Só tome cuidado para que a água salgada não entre em contato com as partes mecânicas e com a carroceria. Outros artifícios, como diminuir a calibragem dos pneus, podem ser utilizados. Feito tudo isso, é hora de chamar as pessoas que puderem ajudar. Dê a partida, use uma segunda marcha reduzida sem acelerações bruscas e solicite que empurrem o veículo sem balançá-lo para os lados, pois essa manobra irá fazer com que os pneus voltem a cavar a areia, afundando ainda mais. Se conseguir sair, não pare até conseguir terreno firme, caso contrário, é hora de começar tudo de novo.

Caso as tentativas acima não resolvam o problema, você pode ainda utilizar o guincho e outros acessórios de resgate.

Estando em comboio, evite sempre que possível utilizar a trilha deixada pelo companheiro da frente, pois ele cavou o terreno e você só irá cavar mais fundo ainda, podendo encalhar mais facilmente. Isso é comum em regiões como o Pantanal do Mato Grosso, quando o veículo que segue na frente deixa sulcos profundos na areia pura, piorando as condições para aquele que vem atrás.

Deslocamento em praias
O Brasil é um país abençoado por ter uma generosa extensão litorânea. Em inúmeros lugares, a prática de circular com veículos na areia da praia é uma necessidade de locomoção de moradores, ou razão para momentos de puro lazer dos turistas. A sensação de bem-estar e liberdade é muito grande, mas proporcional ao nível de desespero de ver o veículo encalhado e prestes a ser engolido pela maré. Andar na praia pode ser prejudicial à conta bancária! Se você está desbravando a região pela primeira vez, tente saber como é o tipo e o comportamento do solo por onde pretende passar. Pesquise com os moradores locais sobre o horário das marés e outros detalhes que podem ser cruciais em uma incursão litorânea. Na maior praia do mundo, a Praia do Cassino, no Rio Grande do Sul, existem certos trechos perigosos, mais ao sul, onde se pode encontrar uma camada fina de areia com muito lodo por baixo. Nestas situações extremas, onde se pode atolar muito próximo da rebentação, você tem que tomar decisões com rapidez e chamar ajuda quando necessário. Mas se você estiver em comboio, trabalhe em equipe engatando o veículo em tudo o que estiver ao alcance, para retirá-lo o mais breve possível do atoleiro.

O movimento das ondas gradativamente vai afundando os pneus, fazendo com que o chassis e a carroceria fiquem enterrados na areia. Se não forem tomadas as providências corretas a perda é inevitável. Para o deslocamento por esses trechos, sempre que possível informe-se com pessoas que transitaram por lá ou contrate um guia que conheça os segredos do lugar. Evite viajar sozinho para que as emergências sejam resolvidas em tempo hábil. Procure sempre andar por onde existe areia molhada; você pode transitar logo após uma chuva ou de manhã cedo, quando a água ou o orvalho ajudam a compactar a areia, facilitando a viagem e permitindo um tráfego seguro. Também nas praias é comum que pescadores locais finquem troncos na areia, com a finalidade de amarrar barcos pesqueiros. Com o tempo, esses famigerados troncos vão sendo enterrados pela areia e acabam ficando com apenas um toco exposto de no máximo 20 ou 30 centímetros de altura. É fácil deduzir o que pode acontecer se você estiver em alta velocidade e topar com um toco desses no caminho: você poderá capotar facilmente!

Fique atento e procure por pequenos obstáculos pela praia, para que a viagem possa ser desfrutada sem problemas. Mas os cuidados não param por aí; a praia e a areia requerem mais providências. Após o deslocamento, não se esqueça de passar no posto mais próximo para recalibrar os pneus, se você precisou esvaziá-los, e lavar muito bem toda a parte de baixo, como o chassis e a carroceria. A areia é muito abrasiva e, em contato com os componentes da suspensão, poderá causar desgaste prematuro de algumas partes móveis. O mesmo é válido para incursões próximas ao mar, porque a maresia e a água salgada são um veneno para a carroceria. Portanto dê uma boa ducha nele!

Para finalizar, lembre-se de que na praia, na grande maioria das vezes, você estará dividindo o espaço com veranistas. Verifique as normas locais e circule com seu 4x4 apenas onde é permitido.

"http://www.prime4x4.com.br/dica/6/pilotagem-na-areia-e-beira-mar"








Muito bom esse tópico!

Agradeço a todos pelas informações. Vou aproveitar todas as dicas sobre pilotar na areia na próxima semana!

Abraço!!