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  1. #13
    Usuário Avatar de Zeduardo
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    03/09/2016
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    Excelente relato!

  2. #14
    Usuário Avatar de Vacaria
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    26/12/2013
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    Salve, Sandro! Aí é que está: a barraca é (era) de muito boa qualidade; o problema é que eu a tenho há quase 20 anos! Das últimas vezes que a usei, não cheguei a pegar chuva para ter constatado o problema de desgaste das costuras. Enfim, traumatizei minha navegadora e agora acho que vai um longo trabalho de preparo (conjugado à aquisição de uma barraca nova) para tentar convencê-la a um novo acampamento...rs! Um projeto futuro inclui a aquisição de barraca de teto, mas isso quando a coragem material estiver mais fortalecida. E reitero, para que curte camping: muito bom esse San Rafael, de Punta del Este! Guimajc: concordo em gênero, número e grau! Valeu pelo elogio, Zeduardo; espero que esteja ajudando...

    Uma pequena correção no final do meu post anterior: o posto de combustível é da rede ANCAP, e não ANP. Tal rede, no geral, era a que tinha os melhores preços de diesel nos locais por que passamos.

    Sexto trecho: de Punta del Este a Montevideo.

    Antes de iniciar propriamente o post do sexto trecho, lembrei-me de uma dica importante que deveria ter dado na abertura do tópico: pagamentos em dinheiro ou em cartão. Como disse alhures, não vale muito a pena fazer câmbio de grandes valores, pois muitos restaurantes, hotéis, casas de artesanato, lojinhas etc aceitam reais com cotação igual ou melhor às lojas de câmbio. Por segurança, é sempre bom ter alguns pesos no bolso. Quanto aos restaurantes, o melhor é pagar com cartão de crédito, pois há a restituição do IVA (Imposto de Valor Agregado), que é de 14,5%, e não se paga a taxa de compra de dinheiro, coisa que incide se tu fores fazer a compra de pesos em lojas de câmbio. Embora na utilização do cartão de crédito haja a cobrança de IOF brasileiro no valor de 6,38%, a restituição de 14,5% do IVA uruguaio acaba compensando. Se o cartão for VISA, o desconto vem imediatamente na hora de pagar o restaurante; se for MasterCard, vem na fatura do cartão. Quanto aos hotéis, tanto faz pagar em dinheiro ou cartão, pois a cobrança já vem descontada do IVA.

    Fechada a conta do hotel por volta das 09:00 horas, seguimos pela Ruta 10 em direção a Montevideo. Após se passar por aquela entrada que dá acesso à Punta Balena (direção à Casa Pueblo), a Ruta 10 muda de nome, passando a se chamar 1B – Interbalnearia.

    Por conta de minha navegadora arquiteta, teríamos duas paradas antes do destino final deste sexto trecho: Balneário de Las Flores e Atlantida.

    Em Las Flores, cerca de 50 km de Punta del Este, tem um dos castelos de Humberto Pittamiglio, que foi um arquiteto uruguaio a cuja fama foram adicionadas algumas pitadas de excentricidade, loucura, alquimia e por aí vai... No que toca à qualificação loucura, pude entender um pouco quando vi o castelo, pois se trata de uma murada enorme de tijolos, com torres frontais, em cujo interior há simplesmente um mero jardim. Não vimos viva alma cuidando do local. Como a porta estivesse aberta, fomos entrando para conhecer o lugar; não fomos abordados em momento algum, assim não sei dizer se era ou não cobrada a entrada.

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_9841-copia.jpg El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_9838-copia.jpg

    Meio decepcionados com esta primeira parada, retornamos à Ruta 1B - Interbalnearia em direção a Atlantida para visitar a Iglesia del Cristo Obrero, obra do engenheiro Eladio Dieste. No caminho, pagamos o primeiro pedágio no Uruguai: 75 pesos (aceitam reais, com cotação um pouco desfavorável para nós – momento bom para ter no bolso alguns pesos). O mérito da igreja, para quem curte arquitetura, é o fato de a obra ter conseguido fazer paredes onduladas com a utilização de material simples e abundante no local: tijolos. Ao chegarmos, outra decepção: fechado. Tentamos verificar se havia alguém na casa paroquial adjunta, mas não encontramos ninguém aparentemente responsável pela igreja. Com duas decepções em curto espaço de tempo, seguimos direto a Montevideo na esperança de não sermos agraciados com a terceira... Quem tiver interesse sobre a arquitetura da igreja (dica de minha navegadora): www.archdaily.com.br/br/01-39702/a-fe-move-tijolos-carlos-eduardo-dias-comas

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_9845-copia.jpg

    Nas proximidades de Montevideo, o segundo pedágio: mais 75 pesos. A chegada em Montevideo consistiu no trecho mais agitado de toda a viagem, com alguns viadutos, intersecções de vias, carros em maiores quantidades, mas definitivamente nada comparado a uma chegada em São Paulo, ou mesmo a qualquer outra capital de um de nossos Estados. O interessante é optar pela via Rambla Costanera quando as placas começarem a ofertar as opções de vias para a chegada em Montevideo: passa-se ao lado do aeroporto Carrasco, seguindo-se por toda a orla até se avistar o famoso letreiro MONTEVIDEO.

    Optamos por ir direto ao hotel para descarregar as coisas e tentar aproveitar um pouco da tarde no centro da cidade, pois chegamos por volta das 15:30 horas. Ficamos três noites no Ibis, hotel de boa localização (bairro Palermo) a custo total de US$ 158,10 (dólares); café da manhã é cobrado à parte (por conta disso, rememorei o camping ao puxar o fogareiro, as panelas campeiras e as comidas para o quarto, torcendo para que o preparo de eventual fritura ou outras coisas não afetasse o sensor de incêndio). O hotel aluga bicicletas àqueles que tiverem vontade de passear pela rambla.

    Feito todo o check-in, pedimos um táxi para nos deixar no centro da cidade, exatamente na Plaza Independencia. Não valeu a pena pegar táxi, pois era relativamente perto; pagamos 75 pesos. Aí desembarcados, fomos em direção à Ciudad Vieja pelo calçadão da Sarandi. Embora haja muitas lojas no entorno, o comércio estava fechado, com algumas raras exceções; tivemos sorte de pegar uma feirinha na Plaza Constitución e a catedral aberta. Visitamos o que estava aberto, como o memorial do Artigas. Como vínhamos sem ter comido quase nada, resolvemos experimentar o típico “chivito” no restaurante La Pasiva, que é uma rede uruguaia de comidas. Não sei direito como definir esse chivito: acho que seria um misto de Xis com um à la minuta... Enfim, acho que esperávamos mais dele após tanta propaganda que havíamos ouvido.

    Ficamos andando pela região da Ciudad Vieja, tomando uns cafezinhos e tal, até chegarmos no Mercado del Puerto, onde há vários restaurantes, muitos deles indicados em guias de turismo. Isso se deu perto das 18:00 horas, quando estavam fechando tudo (vale dizer: não há a opção de jantares no local). Deu tempo, pelo menos, de ler alguns cardápios para sentir o clima dos preços. Foi aí que comecei a desenvolver minha leitura árabe: da direita (preços) para a esquerda (nome dos pratos). Embora a comida uruguaia não leve sal, alguns preços levam; os restaurantes do Mercado del Puerto são um exemplo.

    Abandonada a opção de janta em tais restaurantes, ficamos andando mais um pouco pela região até passarmos pela Calle Soriano, novo local do bar Fun Fun. Este bar é descrito em praticamente todos os guias turísticos como parada obrigatória, tendo shows de tango, candombe, pratos típicos etc. Vimos que abria às 20:00 horas, e todos os guias e sites diziam para chegar nesse horário para conseguir mesa. Como eram ainda 19:00 horas, ficamos matando um tempo na rambla. Regressamos às 20:15 horas, onde todas as mesas já estavam reservadas... No local, havia apenas outro casal de brasileiros que conseguiu a última mesa disponível; convidaram-nos para sentar com eles e assim conseguimos assistir aos shows! Vale a pena pelos shows e pelo ambiente do bar, muito descontraído; preço meio salgado. Mas fica a dica para quem quiser: ligue e reserve mesa antes (podem ser feitas por email também).

    Saímos do Fun Fun por volta da meia noite e voltamos andando ao hotel; sem problemas quanto à segurança o fato de andar pela rambla de noite. Há várias pessoas passeando os cachorros e pescando nesse horário!

    No dia seguinte, (domingo, dia 20 de novembro), os planos consistiam em visitar a famosa feira de Trintán Narvarra. Minha abstinência de carne já se fazia sentir; fizemos uma pesquisa de restaurantes pelas proximidades da feira, de modo que fôssemos almoçar tão logo terminássemos o passeio por ela. Por coincidência, o recepcionista do hotel nos indicou o mesmo local para o almoço, elogiando muito o restaurante pela relação custo x benefício: La Pulperia.

    Saimos em direção à feira por volta das 09:00 horas. Depois da experiência do táxi, resolvemos que faríamos as coisas a pé, até para ir vendo e conhecendo melhor a cidade. Após meia hora de caminhada, chegamos na feira. Tentarei definir nossa impressão: caso não estejam com ânimo de garimparem muuuuuito, mas muuuuuito mesmo, aquela pecinha específica, aquele tipo de azulejo velho, aquela colherinha perdida ou xícara quebrada do conjunto herdado da bisavó, não percam tempo. É um manancial de velharias e inutilidades sem precedentes: roupas velhas, puídas mesmo, do estilo hawaiianas amaciadas com a tira presa no preguinho; quinquilharias de porão que a custo podem ser chamadas de antiguidades; produtos de 1,99... Particularmente confesso que me decepcionei bastante com o que vi, principalmente porque havia me programado estar em Montevideo no domingo justamente para ver qual era a dessa feira tão afamada nos guias turísticos. E isso que me esforcei andando em todas as ruas laterais por onde ela se alastra, no intuito de ver se havia um ou outro feirante com produtos legais. Foi justamente isso que achei: um ou outro e só.

    Saídos dali, fomos andando até o parque Rodó, que era próximo ao restaurante que havíamos eleito para o almoço. Em tal parque também havia uma feira, que acabou salvando nossa expectativa: muito melhor organizada, com várias barracas e produtos diversos, sendo roupas o forte dela. Demos umas voltinhas para matar o tempo e seguimos para as carnes!!! O nome do restaurante que fomos é La Pulperia: magnífico!! Relação custo x benefício muito boa!! De turistas, somente nós e outro casal de brasileiros. Lotado. Há algumas poucas mesas na calçada, pois o esquema do local é comer nuns balcões adaptados na janela. Para quem tiver interesse de comer boas carnes acompanhadas de uma garrafa de medio y medio: Calle Lagunillas, nº 448 (bairro Punta Carretas).

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_9986.jpg

    Satisfeita minha quota de carnes da semana, fomos para um shopping ali perto conferir outra dica desses guias de turismo: tomar um café no Oro del Rhins, que conferimos no Punta Carretas Shopping. Café ruim e atendimento deficitário. A partir daí decidimos abandonar essas dicas do guia que tínhamos e passamos mais a confiar no que a população local indicava ou no que apetecia nossos olhos. Voltamos andando por toda a rambla e fomos para o hotel preparar o mate e apreciar o pôr-do-sol.

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_0082-copia.jpg

    A segunda-feira, dia 21 de novembro, foi destinada para visitar o comércio local. Saímos do hotel e fomos a pé por toda a Calle Ejidio até chegar na Avenida 18 de Julio. O Palacio Salvo estava aberto; ficamos sabendo que havia visitas guiadas, mas infelizmente não no horário que aí estávamos. Há muita especulação sobre o destino que se dará a este lindo prédio que fica bem em frente ao memorial do Artigas: muitos dizem que está destinado a ser demolido por conta da precariedade de seu interior; outros dizem que o governo já está financiando uma reforma. Enfim, só o tempo dirá. Seria realmente uma pena a demolição de tão belo prédio...

    Ficamos toda a manhã visitando lojas, passando por algumas tendas de artesanatos como o Mercado de los Artesanos, Manos del Uruguay, lojas de casacos de couro etc. Andamos boa parte pela 18 de Julio, pela San Jose e pela Ciudad Vieja. Pelo meio da tarde, pegamos a Band e fomos por toda a extensão da rambla (cerca de 20Km), chegando no letreiro MONTEVIDEO, no cassino, no castelo Pittamiglio... Neste dia acabamos indo cedo para o hotel para arrumar as coisas e partir no dia seguinte, próximo ao horário do check out, para Colônia de Sacramento.

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_0207.jpg

  3. #15
    Usuário Avatar de Vacaria
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    Sétimo trecho: de Montevideo até Colonia del Sacramento.

    Por conta de algumas compras pendentes, acabamos saindo do hotel de Montevideo por volta das 11:00 horas para fazer um trajeto de cerca de 180 km até Colonia del Sacramento pela Ruta 01. Estrada muito tranquila, praticamente um retão que, ao se aproximar de Colonia, vai sendo totalmente ladeada por palmeiras. Há postos de combustíveis pela estrada. Pegamos pouco trânsito, com ausência total de caminhões.

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_0281.jpg

    Tranquilo o trânsito por Colonia, bastando seguir as placas e/ou mapinha do GPS. Seguimos direto para o hostel El Viajero, onde tínhamos a reserva de um quarto. Hostel bem tranquilo, com café da manhã simples (obrigatório lavar os pratos e talheres após o uso). Acabamos ficando duas noites, com custo total de 2.588,00 pesos (achamos meio caro pelo que fornecia, se comparado com outros locais em que nos hospedamos; na alta temporada o preço fica bem mais caro). Viajar nessa época do ano traz alguns benefícios, como preço das hospedagens, um pouco mais de facilidade na obtenção de mesas em restaurantes, poucas pessoas nos pontos turísticos etc. O turismo no Uruguai é considerado de alta temporada nos meses entre dezembro e fevereiro.

    Colonia del Sacramento é um charme; ideal para ser conhecida acompanhado. O catálogo de bons adjetivos para defini-la é imenso! Vale toda a quilometragem feita para se chegar até essa pérola da foz do Rio da Prata. Embora fundada por portugueses, passou pela posse dos espanhóis, retornando aos portugueses, voltando aos espanhóis... esse iô-iô histórico deixou como herança um estilo arquitetônico peculiar: calçadas e azulejos portugueses e arquitetura espanhola em praças e monumentos. Com tamanha beleza, essa parte histórica de Colonia Del Sacramento foi declarada patrimônio da humanidade pela Unesco, contendo hoje a antiga porta de entrada da cidade, o farol, os vários museus, praças e a basílica do Santíssimo Sacramento. Quem quiser saber mais desta parte histórica, basta dar um google, pesquisar algumas bibliografias especializadas ou simplesmente deixar-se levar para lá e conferir tudo in loco. Quanto aos museus, existe o passe único, que permite visitar todos os museus da cidade pagando tarifa única; pode ser adquirido no Museu Municipal, na Plaza Mayor.

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_0312.jpg

    Nosso primeiro passeio foi para acostumar os olhos perante esse espetáculo. Não fomos ver lojinhas nem nada: apenas passeamos pelas ruas da parte histórica, batendo o recorde de toda a viagem no que toca à quantidade de fotos tiradas por quarteirão. Falando em comércio, Colonia del Sacramento tem um fato peculiar: ela é ponto de uma das rotas do buquebus, uma empresa naval que faz o trânsito entre Buenos Aires e algumas cidades do Uruguai, como Punta del Este, Montevideo e Colonia de Sacramento. Pelo que conversamos com um munícipe, o comércio na parte histórica costuma abrir depois da 10:00 horas por conta de ser este o horário do primeiro buquebus vindo de Buenos Aires; assim, acordem cedo para conhecer e registrar fotograficamente a parte histórica, pois o risco de vir a horda turística da Argentina depois desse horário é bem grande...

    Nesse centro histórico há uma prodigalidade de bons restaurantes, charmosos barzinhos com cadeiras na calçada, pouco trânsito etc. Particularmente, creio que deveria ser proibido o trânsito de veículos dentro da parte histórica... É tudo tão calmo e perto que não há porquê não fazer tudo a pé.

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_0436.jpg El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_0432.jpg El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_0722.jpg

    Caminhar é uma obrigação e um deleite visual. Ao se aproximar o horário do pôr-do-sol, aconselha-se a buscar um lugar para admirar o show. Como o meu conhecimento do local contava com poucas horas, acabamos indo para o Bastión de San Pedro, um dos miradores que há na orla, sendo possível descer até as pedras do rio da prata, um lajeado que há na margem e onde o pessoal se senta para assistir à despedida do dia. Não há aquela preparação minuciosa e turística, tal qual relatado quando descrevi o pôr-do-sol na Casa Pueblo, até porque o enredo que foi traçado para o espetáculo de Colonia del Sacramento dispensa qualquer adendo. É ver para crer, pois a melhor tecnologia existente para fotografar tudo isso é incapaz de se comparar à sensação de assistir ao vivo... No dia seguinte descobrimos outro local melhor para assistir ao pôr-do-sol: subir pela muralha da porta de entrada da parte histórica, passar pelo canhão e ir até a ponta da muralha, em direção ao rio.

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_0757.jpg

    À noite fomos jantar no El Drugstore, restaurante dentro da parte histórica, muito bem decorado, incluindo uns carros antigos largados na rua e usados como floreiras. Resolvemos dar outra chance ao “chivito”: foi o primeiro bem apresentado e aprovado pelo gosto destes que escrevem. Também fomos apresentados à cerveja Patrícia Dunkel (foi meu amor à primeira vista). O horário de funcionamento dos restaurantes não é algo fixo, mas maleável conforme o fluxo de clientes; pelo que nos disse o garçom que nos atendia, caso o movimento esteja meio fraco, costumam fechar as portas por volta das 23:00 horas. Após o jantar, encerramos o dia retornando ao hostel.

    No dia seguinte, começamos nossa caminhada por volta das 09:00 horas, saindo um pouco da parte histórica. Ficamos caminhando pela Avenida General Flores, onde o comércio obedece a horários fixos. Se o intuito for fazer compras, não vale a pena acordar muito cedo. Das lojas de artesanato que vimos, visitamos uma filial da Manos del Uruguay, cujos preços e variedades de produtos era bem melhor que as encontradas em Punta del Este e Montevideo; trata-se de loja com artesanato de boa qualidade, para quem curte.

    Aproveitamos o horário e voltamos ao farol localizado na parte histórica. Pagamos 50 pesos para nós dois subirmos. Local de acesso é apertado, principalmente se tu tiveres mais de 1,90m, mas a vista compensa. Antigamente o farol era alimentado por lâmpada a querosene, hoje desativada e substituída por toda uma tecnologia de energia solar. Dica de visita ao farol: esperem passar toda e qualquer excursão de estudantes primários e de grupos da terceira idade.

    Passamos o dia todo passeando pelas ruas históricas, tomando sorvetes, cafezinhos, cervejas... Acompanhados da térmica e do mate, fomos assistir ao segundo pôr-do-sol no local já descrito acima. De noite, como ainda estava abastecido com as carnes de Montevideo, segui a dica de um amigo que havia falado muito bem de uma pizzaria: Don Joaquín. Muito boas as pizzas, que são preparadas na frente do cliente (forno a lenha), com preço justo e atendimento muito bom. Seguimos posteriormente ao hostel para preparar a Band para a jornada do dia seguinte, que seria longa até Rivera.

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_1162.jpg El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_0831.jpg

  4. #16
    Usuário Avatar de Guanaquito
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    Buenas Vacaria!
    Excelente relato, estou acompanhando sem perder detalhes; quanto à barraca, me atrevo sugerir que pense na ideia dum Trailer, que provavelmente, vai ser melhor aceito pela tua cara metade...bem, sei que sou suspeito de falar por causa do meu Turiscar, más acredito que um Trailer rebocado pela Band, seria um belíssimo equipamento, sem precisar se preocupar com barraca inundada ou hotel caro e ruim; nada contra a barraca, afinal por vários anos tive e utilizei um par de elas, más em fase da proposta feminina, acredito que é algo para ser pensado com carinho.
    Bom, fico na espera da continuação deste magnífico relato; grande abraço!

    Dardo.

  5. #17
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    Que bacana seu relato, Vacaria.
    Eu adoro o Uruguai, especialmente Montevidéu, e está nos meus planos um dia ir pra lá de Band.
    HERCÍLIO NETO (Uncle Stan)
    トヨタ Bandeirante 93 Imortal - OM364 Turbo - 5M
    ATÉ MAIS DO QUE AQUILO QUE SIMPLIFICA, PREFIRO O QUE JÁ É SIMPLES

  6. #18
    Usuário Avatar de guimajc
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    Citação Postado originalmente por Guanaquito Ver Post
    Buenas Vacaria!
    Excelente relato, estou acompanhando sem perder detalhes; quanto à barraca, me atrevo sugerir que pense na ideia dum Trailer, que provavelmente, vai ser melhor aceito pela tua cara metade...bem, sei que sou suspeito de falar por causa do meu Turiscar, más acredito que um Trailer rebocado pela Band, seria um belíssimo equipamento, sem precisar se preocupar com barraca inundada ou hotel caro e ruim; nada contra a barraca, afinal por vários anos tive e utilizei um par de elas, más em fase da proposta feminina, acredito que é algo para ser pensado com carinho.
    Bom, fico na espera da continuação deste magnífico relato; grande abraço!

    Dardo.
    Guanaquito, Por mim acamparia por muito tempo, ou pelo menos até a saúde permitir... Até fui uma vez de Jacareí (SP) a Floripa de bike, e dormindo somente em barraca, sem gastar um centavo com hospedagem. Mas na ocasião era solteiro, e aí a liberdade para decidir o como viajar é total.

    Também acho que um trailer pode ser uma boa para uma Band rebocar. Você que já reboca um, e dos grandes, pode falar com propriedade. Como meu possante, é possantinho, um jimny, reboque só ser for um mini trailer, mas esse minha esposa descartou por não ter banheiro e ter o teto baixo...

    Particularmente, após tantas leituras e pesquisas, tenho avaliado como uma boa a compra de uma Hilux Cabine Simples 4x4 usada, e a aquisição de um camper Duaron Hard Top. Creio que uns 160 ou 170 mil Temers dê pra fazer essas aquisições. Por enquanto estou estudando as possibilidades, e minha ideia é tentar viabilizar isso nos próximos anos. Quero algo que possibilite independência de hotéis, com o conforto de banho, cama e cozinha privativa. Para agradar a patroa o investimento se faz necessário, mesmo porque não me agrada passar um mês na estrada pagando hotel.

    Quanto aos relatos estão dez, e também concordo com o Vacaria: o Uruguai é muito bonito e receptivo, e os preços de comida são um tanto salgados...
    4X4 Brasil

  7. #19
    Usuário Avatar de mali9ski
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    boa tarde vacaria...!!!

    vi você passando ontem pelas 3 horas da tarde na 116 em mafra uns 30 km antes da fronteira com o paraná

    na tinha como não conhecer a band com a bandeira do brasil

    valew
    GAIOLA 4X4 SÓ NÃO PASSA NA BLITZ.................http://www.4x4brasil.com.br/forum/ga...la-4x4-27.html

  8. #20
    Usuário Avatar de Vacaria
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    Salve, Mali9ski!!! Era eu mesmo, voltando do Rio Grande e dando fim às férias ao regressar para Curitiba! Pelo jeito vou abandonar o projeto de colocar o neon na Band, já que a bandeira está fazendo a função...hehehehe!!!! Vi uns jipeiros nessa região, acaso eras tu um deles?
    Valeu pelo elogio, Hercílio! Sempre vejo teus comentários nos tópicos das Bands e já me ajudaste um bocado com eles! Espero que eu esteja retribuindo à altura para te motivar na viagem!
    Guanaquito e Guimajc, valeu pela dica! É algo que realmente gostaria que saísse do papel e fosse para a prática, mas como ainda moro em apartamento, o trailler fica para quando vier a casa (está nos planos)!
    Escrevo hoje do micro do trabalho; mandei o meu de casa para revisão (problemas de incompatibilidade entre eu e o windows 10). Tão logo volte o bichinho da revisão eu retomo os relatos aqui!!

  9. #21
    Usuário Avatar de Vacaria
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    Oitavo trecho: de Colonia del Sacramento a Rivera

    Como tínhamos mais de 500 km para percorrer neste dia, acordamos por volta das 06:00 horas e fechamos a conta do hostel (perdemos o café da manhã, que se iniciava às 08:00 horas, mas não chegamos a lamentar muito isso, dada a ausência de fartura deste). Como iríamos viajar pelo centro do Uruguai, tivemos de voltar cerca de 50 km pela Ruta 01 até Rosario para ter acesso à Ruta 02.

    A Ruta 02 consiste em pouco mais de 50 km de estrada beeeem ruinzinha, de Rosario até Cardona. Foi a pior estrada que pegamos em toda a viagem do Uruguai, trecho este em que começamos a dividir o espaço com os caminhões que fazem o escoamento da produção do centro do país: caminhões de gado de corte, gado leiteiro, madeira, fenos... Tudo o que vimos neste trecho gira ou em torno da criação de gado ou em torno de reflorestamento de eucaliptos, com poucas plantações de milho, soja e trigo. Vastos campos para pecuária, com alguns geradores eólicos espalhados ao longo do horizonte. Deve-se cuidar com eventuais emoções na velocidade, pois quando tu achas que a estrada começa a ficar boa, merecendo um pouco mais de confiança, ela vem e te surpreende com pedaços de estrada de chão, que se vão intercalando bastante com o asfalto.

    El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_1171.jpg El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_1172.jpg El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_1168.jpg El tour del Uruguay - saindo de Curitiba-img_1195.jpg


    Um conselho: abasteçam o carro antes de saírem de Colonia de Sacramento. O posto de combustíveis de beira de estrada mais próximo fica somente em Paso de los Toros (perto de Durazno), a pouco mais de 270 km de Colonia de Sacramento, onde abastecemos 1.140 pesos de diesel comum e pagamos o primeiro pedágio do trecho: 75 pesos. Talvez até existam outros postos de combustíveis, mas para dentro dos povoados, o que não chegamos a conferir.

    Este oitavo trecho consistiu na parte mais monótona de toda a nossa viagem, com poucas opções a convidar o viajante a sair um pouco da rota. A Ruta 02 cessa em Cardona, onde se pega a Ruta 57 até a cidade de Trinidad (a partir daqui as estradas voltam a ficar bem mais transitáveis); de Trinidad até Durazno vai-se pela Ruta 14. E de Durazno até Rivera segue-se pela Ruta 05. Para ver esse trajeto, basta colocar no google maps a rota entre Colonia del Sacramento e Rivera, que aparecerá exatamente as estradas por que passamos.

    Outro trecho, já na Ruta 05, sem postos de combustíveis: de Paso de los Toros até Tacuarembó, pouco mais de 140 km. Alguns quilômetros após passar por Tacuarembó, pagamos o segundo pedágio do trecho: R$ 10,00 – como estávamos nos livrando dos pesos que ainda tínhamos, chegamos neste pedágio e não contávamos mais com o suficiente para pagarmos em moeda uruguaia; assim, pagamos em reais (com um pouco de desvantagem nesse câmbio).

    Ao nos aproximarmos de Rivera, lembramos que teríamos de passar em algum posto de controle de migração para carimbar a saída do Uruguai em nosso passaporte. Ficamos atentos a isto, procurando o bendito posto, seguindo as placas que nos direcionavam para a fronteira do Brasil (por nossa lógica, esses postos costumam ficar na fronteira entre os países, de forma bem visível, de modo a facilitar o controle de entrada e saída de visitantes). Resultado: chegamos ao Brasil e nada de posto policial ou alfandegário! Fomos seguindo até chegarmos a um posto de combustíveis da Petrobrás, já no lado brasileiro, onde abastecemos R$ 50,00 de diesel e perguntamos onde ficava o posto de migração.

    Dito posto migratório fica dentro do Shopping Siñeriz, já próximo à estrada que leva à fronteira. Retornamos ao Uruguai para carimbar o passaporte. Não sei qual o problema que daria sair do Uruguai sem esse carimbo; talvez em eventual retorno ao país tivéssemos algum problema por não oficiar a saída... Mas como temos planos de um dia regressar, não quisemos arriscar. Trata-se de um espaço pequeno dentro do shopping (o estacionamento não é cobrado), com apenas um funcionário bem estabelecido, munido de frigobar, televisão com acesso às novelas e noticiários... Enfim: sem filas nem burocracia; só chegar a apresentar o passaporte ao carimbo.

    Feito isso, seguimos ao hotel que ficaríamos em Santana do Livramento: Hotel Portal. Bom hotel, bem localizado para quem almeja comprar algumas muambinhas em free shop, café da manhã bom e atendimento exemplar. Ficamos uma noite ao custo de R$ 165,00 o casal, com estacionamento incluso (a Band passou pela garagem). Uma dica para quem pretende ficar nessa região para realizar compras: façam pesquisa de hotéis tanto em Rivera quanto em Santana do Livramento, lembrando que em Rivera há a restituição do IVA. Na época em que realizamos as pesquisas de preço, valia mais a pena ficar hospedado no Brasil.

    O centro de Rivera é colado ao centro de Santana do Livramento, ou seja, uma mera rua funciona como divisa entre os dois países. Assim que é possível realizar as compras, regressar ao hotel para largá-las e retornar aos gastos. Vale muito a pena a aquisição de bebidas, como Concha y Toro Reservado, cujas garrafas estavam R$ 12,00; ou Jägermeister a R$ 50,00, p. ex., lembrando que a quota consiste em 12 litros no máximo por pessoa. Melhor lugar para comprar as bebidas, nessa época em que aí estivemos, foi no Shopping Barão. Caso alguém se interesse em levar aquelas garrafas de cervejas uruguaias de 1 litro, aconselho a comprá-las no mercado Tata, que há dentro do Shopping Siñeriz; comprei algumas Patrícias Dunkel (minha paixão descoberta durante a viagem) e Hönig (uma curiosa cerveja com mel, também da Patrícia).

    Passamos a tarde toda, até o encerramento do comércio, passeando por lojas e analisando preços de produtos cuja aquisição já tínhamos previsto. Caso já tenham em mente o que comprar, creio que um dia é o suficiente para tal atividade, pois as lojas ficam todas perto uma das outras, sendo possível fazer tudo a pé, dentro daquele esquema de comprar, largar no hotel e voltar às lojas.

    Terminado o esporte aquisitivo, retornamos ao hotel para deixar as bagagens meio arrumadas na Band, pois os planos eram aproveitar a manhã do dia seguinte para as últimas compras e sairmos em direção a Veranópolis, dando fim ao “Tour del Uruguay”.

  10. #22
    Usuário Avatar de Amostardeiro
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    Vacaria/ todos

    Quando no Uruguai abasteçam sempre que possível, não pelas distâncias entre um posto e outro, mas em muitos trechos não há nenhum posto de serviço na estrada, somente nas cidades ou "povoados", certa vez entre Rio Branco e Paysandu fui obrigado a entrar em um "vilarejo" e abastecer em um "posto" paralelo para seguir viagem.

    Abs
    Antonio - PU3VAP
    USE SEMPRE O CINTO DE SEGURANÇA
    XJ 97 AT, lift 3"+ 31"+bloqueio+guincho 9klbs/ Pajero Sport HPE 2010

  11. #23
    Usuário
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    Show!
    Fiz esse trajeto no Uruguai partindo de São Paulo, mas fui de moto e na volta passei pela Serra do Rio do Rastro, Urubici e São Joaquim/SC, esse é o vídeo que fiz na época:


    É uma viagem muito legal!
    Bora acelerar!!!
    Suzuki SX4 2012
    JPX 1995 - Pneus 31" - Carroceria Militar

  12. #24
    Usuário Avatar de mali9ski
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    Citação Postado originalmente por Vacaria Ver Post
    Salve, Mali9ski!!! Era eu mesmo, voltando do Rio Grande e dando fim às férias ao regressar para Curitiba! Pelo jeito vou abandonar o projeto de colocar o neon na Band, já que a bandeira está fazendo a função...hehehehe!!!! Vi uns jipeiros nessa região, acaso eras tu um deles?
    Valeu pelo elogio, Hercílio! Sempre vejo teus comentários nos tópicos das Bands e já me ajudaste um bocado com eles! Espero que eu esteja retribuindo à altura para te motivar na viagem!
    Guanaquito e Guimajc, valeu pela dica! É algo que realmente gostaria que saísse do papel e fosse para a prática, mas como ainda moro em apartamento, o trailler fica para quando vier a casa (está nos planos)!
    Escrevo hoje do micro do trabalho; mandei o meu de casa para revisão (problemas de incompatibilidade entre eu e o windows 10). Tão logo volte o bichinho da revisão eu retomo os relatos aqui!!
    boa tarde...

    meu sogro tem sitio ali do lado da br e bem na hora que eu fui pega uma gelada na camionete fi a bandeirante passando na pista

    valew
    GAIOLA 4X4 SÓ NÃO PASSA NA BLITZ.................http://www.4x4brasil.com.br/forum/ga...la-4x4-27.html

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