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  1. #1
    Usuário Avatar de Lucianom38a1
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    Motor falhando - cabo de vela




    Pessoal,

    Isso já aconteceu comigo algumas vezes com um motor antigo, e voltou a acontecer com o motor atual (Hurricane-4);
    Normalmente uso a viatura de final de semana, e alguma das vezes que ligava, a mesma pegava, mas falhava bastante.
    Para descobrir qual cilindro falhava (normalmente o primeiro), eu pegava um alicate, e puxava o cabo de vela até desconectar o cabo do contato da vela.
    Para a minha surpresa, quando o contato do cabo de vela se afastava coisa de 1/2 centímetro do borne da vela, o motor parava de falhar!!
    Porém, quando eu re-conectava o cabo à vela, o motor voltava a falhar.
    Ou seja, o motor só funcionava "liso" quando o cabo ficava um pouco afastado da vela, deixando "pular" a centelha..
    Na época, havia trocado o conjunto de cabos/velas umas três vezes, troquei platinado, condensador e bobina.
    O meu motor antigo queimava um pouco de óleo, e a vela ficava um tanto oleosa, mas o motor atual está OK, e esse efeito voltou.

    Alguém tem idéia do que possa ser?

    []'s curiosos
    1941 - Willys MB Slat Grill / 1942 - Dodge wc57 Command Car / 1951 - Willys M38 / 1955 - Willys M38A1

  2. #2
    Usuário Avatar de elcio
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    veja se a tampa do distribuidor nao esta trincada.

    []´s

  3. #3
    Usuário Avatar de Lucianom38a1
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    Fala Elcio,

    A tampa do distribuidor e o rotor também são novos.

    Para andar com ele, eu colocava o cabo de vela um pouco afastado do born da vela (dava para ouvir o estalo da centelha), e prendia ele bem firme assim. Desse modo ele funcionava mto bem, mas se o cabo afastasse muito, ou encostasse na vela...

    Será que um cabo mais resistivo resolveria, afinal esse gap entre os pontos de contato se comporta como uma resistência, certo?
    Pode ser problema de aterramento?

    []'s clamando ajuda para a Mãe Dinah
    1941 - Willys MB Slat Grill / 1942 - Dodge wc57 Command Car / 1951 - Willys M38 / 1955 - Willys M38A1

  4. #4
    Usuário Avatar de fugger
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    Tente deixar um espaçamento maior nas velas e menor no platinado.

    []'s

  5. #5
    Usuário Avatar de Thiago Rodeghel
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    Tinha esse motor no meu CJ, o velho hurricane 4...

    Eu usava cabos NGK supressivos do Chevette , nunca deram problemas... Só q comprava 2 caixas, para poder pegar os cabos mais longos a ser utilizados

    Será q não são as velas??? Pq se no distribuidor é tudo novo, se está chegando faísca nas velas... Tentar ajustar direto as pontas dos cabos de velas, na vela.

    [s]

  6. #6
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    AE !!

    Qdo comprei meu CJ eu tive alguns problemas parecidos, qdo eu colocava o cabo até o fim o born dicava perto do bloco, e seu isolamento era uma @%#%# ...
    Tente ligar a noite e verifique se existe faisca sindo para o bloco...

    Pagani

  7. #7
    Usuário Avatar de Alessandro Henrique
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    Tem alguma coisa estranha nisso tudo!
    Normalmente o que se deseja é uma faísca intensa. O fato de se utilizar cabos supressimos não é para benefício do motor e sim para eliminar transientes e ruídos que afetam os sistemas eletrônicos mais sensíveis.
    Verifique a distância dos eletrodos da vela. Se a distância relativa entre eles for pequena, você pode ter problema. Isto explicaria a pequena compensação externa realizada ao afastar o cabo do borne de conexão da vela.
    O fator limitante para a tensão fornecida pela bobina de ignição é a distância entre o cabo de alta tensão e a carcaça (excetuando-se a tensão máxima de operação). Pode-se considerar à título de exemplificação que é necessária uma diferença de potencial de 1000 Volts entre dos eletrodos afastados à cerca de 1 mm, considerando-se ar seco. Se reduzirmos a distância entre os eletrodos a tensão necessária à ser fornecida para a formação da centelha também diminui e por consequência, sua intensidade.
    No percurso realizado pela centelha no circuito de ignição existem dois "saltos", um no interior do distribuidor entre o cabo e o rotor e outro na extremidade da vela. Se o somatório da distância destes saltos for pequeno, haverá uma centelha de pequena intensidade.
    Quando se aumenta a distância do salto, a bobina de ignição passa à fornecer e ser submetida a níveis de tensão mais elevados, que acarreta na formação de uma centelha mais potente (intensa). Isto é o que está ocorrendo quando os colegas afastam o cabo da vela, em busca de uma compensação.
    Por sua vez, distâncias grandes entre eletrodos e cabos demasiadamente supressivos (resistivos) acabam por submeter a bobina ao seu limite, provocando deterioração da isolação interna da mesma e provocando aquecimento.

    Sds.

  8. #8
    Usuário Avatar de Mauro Darezzo
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    BF161

    No meu jeep eu tenho o bom e velho BF161. Comprei velas novas na Gibrasil mas ficou uma H.Boss..........tá? (culpa da fábrica e não da loja). Falhava feito doido, o do meu irmão aconteceu o mesmo. Tentei de tudo e nada. Comprei velas novas no Josewal e ficou jóia. O problema é que não me lembro a marca agora. Posso olhar e te informar amanhã...
    Quer um conselho. Compre um jogo novo mas troque de marca....

  9. #9
    Usuário Avatar de Sukys
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    Citação Postado originalmente por Alessandro Henrique
    Quando se aumenta a distância do salto, a bobina de ignição passa à fornecer e ser submetida a níveis de tensão mais elevados, que acarreta na formação de uma centelha mais potente (intensa).
    Fosse assim seria muito simples aumentar a "performance" da faísca, bastaria aumentar a distância entre eletrodos, o que não é bem assim.
    Analisando de forma simplificada, a bobina de ignição nada mais é que um gerador de alta tensão, com uma capacidade bem determinada de fornecer tensão e corrente.
    Analisando de forma um pouco mais detalhada, o que determina a tensão e a corrente fornecida por este gerador é a indutância e a relação entre as espiras do enrolamento primário com o secundário.
    A medida que se aumenta a distância dos eletrodos a faisca aumenta na mesma proporção, até que em uma determinada distância a tensão fornecida por este gerador não consegue mais vencer a resistência do dielétrico (no caso, ar ou ar+combustível) e a faísca deixa de existir. Da mínima distância dos eletrodos até a máxima, a potência (produto entre tensão e corrente) deste gerador não se altera.

    Citação Postado originalmente por Alessandro Henrique
    Por sua vez, distâncias grandes entre eletrodos e cabos demasiadamente supressivos (resistivos) acabam por submeter a bobina ao seu limite, provocando deterioração da isolação interna da mesma e provocando aquecimento.
    De fato, distâncias grandes entre eletrodos podem danificar a bobina, só que esta distância tem que ser tão grande que impeça a existência de faísca externa à bobina. Sem o cabo de alta tensão conectado à bobina, por exemplo, a alta tensão gerada vai "procurar" um caminho mais fácil para se dissipar, e vence quem oferecer a menor resistência, que poderá ser o isolamento entre as espiras do enrolamento interno. Mantendo a bobina funcionando desta forma, cada vez mais o isolamento será danificado (leia-se menor resistência neste ponto do isolamento) até que em um determinado momento a isolação se torna calcinada e deixa de cumprir sua função, o que acarreta em menor fornecimento de potência pela bobina (cuja diferença é dissipada na forma de calor).
    Como em condições normais de uso a distância entre eletrodos - por maior que seja - sempre apresentará uma resistência que permite a existência da faísca, este tipo de problema nunca terá como origem a distância dos eletrodos e sim algum "defeito congênito" da bobina.

    Quanto aos cabos supressivos, eles em nada diminuem a vida útil da bobina, pelo contrário, podem é aumentar.
    Como o próprio nome diz, cabo resistivo (ou supressivo) é aquele cujo condutor apresenta uma resistência relativamente elevada quando comparado a um condutor "convencional" (cobre, por exemplo).
    Voltando a analisar o circuito de forma simplificada, esta resistência pode ser vista como um limitador de corrente para a carga (dielétrico entre eletrodos), uma vez que estará em série entre a carga e o gerador de alta tensão (bobina). Caso a carga venha a apresentar uma resistência muito baixa (eletrodos em curto, por exemplo) a corrente circulante pelo circuito será limitada pela resistência do cabo supressivo, poupando o gerador de "maiores esforços".
    Quanto menor for a resistência do cabo supressivo mais próximo estará de um condutor metálico qualquer, portanto em nada afeta o circuito.
    Quanto maior for a resistência do cabo supressivo menor será o limite à máxima corrente circulante pelo circuito.Um cabo supressivo danificado (que geralmente apresenta altíssima resistência) impede a formação de uma faísca "aproveitável" pela ausência de corrente. Em outras palavras, a faísca se forma mas não existe corrente suficiente para uma ionização grande o suficiente para que a mesma inflame a mistura ar/combustível. Como existe a faísca (e a energia é dissipada fora da bobina) a mesma não sofre danos.

    Voltando ao problema do Luciano, provavelmente o conector (chupeta) ou o isolante da vela de ignição estão danificados e quando encaixados apresentam uma resistência baixa o suficiente para que a faísca seja dissipada entre eles. Deslocando a chupeta da vela a resistência aumenta, e embora exista faísca externa (entre a chupeta e o terminal da vela) também existe faísca entre eletrodos e o motor passa a funcionar "redondo". Uma outra possibilidade está no cabo em si, que apresenta fuga em algum ponto próximo de partes metálicas. Com o seu deslocamento esta fuga deixa de existir, dando a impressão de que o problema está entre a vela e a chupeta.
    Ou seja, não existe nenhum mistério e nem aumento da tensão da bobina, apenas eliminou-se a resistência parasita que estava impedindo a geração da faísca entre os eletrodos.
    Mudando a posição do cabo ou trocando a chupeta e/ou vela o problema muito provavelmente deixará de existir.

    Abraços,

  10. #10
    Usuário Avatar de Lucianom38a1
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    Fala pessoal,

    Depois da Tsunami de informação, vou tentar segmentar o problema:

    -Provavelmente deve haver fuga de corrente em algum ponto do cabo ou da vela. É possível haver fuga dentro do distribuidor?
    Vou tentar ver isso em algum lugar escuro..

    -Vou trabalhar a abertura do platinado, e do eletrodo das velas. Aliás, as velas eu comprei na Jipebras, não sei exatamente de que carro é. Comprei o jogo de cabos lá também (que é o preto para o motor 6 cyl). Esse jogo de cabos é uma #@$[@. Os contatos oxidam com o tempo.

    Thiago, Mauro, qual a vela que vcs estão usando?

    Let's try again

    []'s a todos
    1941 - Willys MB Slat Grill / 1942 - Dodge wc57 Command Car / 1951 - Willys M38 / 1955 - Willys M38A1

  11. #11
    Usuário Avatar de Mauro Darezzo
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    Eu comprei no Josewal a vela B6S. Ficou bom, pelo menos para um leigo. .
    Para chegar a conclusão de que era a vela fiz o seguinte:
    *Com o motor funcionando tirei o cabo dos cilindros um a um.
    *Em um dos pistões o regime não se alterou, "é ela".
    *Peguei uma vela emprestada do meu irmão e o problema resolveu, mas mesmo assim o barulho não era gostoso.
    *Comprei a B6S e o motor trabalha mais suave.

    Só que não sei se é Bosh ou NGK, teria que ver. Mas pelo código é fácil do balconista achar.

    Lessie traz alguém (Let's try again)

    Para os jovens entenderem, Lessie era um seriado dos anos 80 de uma cadela que salvava as pessoas dos perigos. No estilo Rim-Tin-Tin.... nossa esse é mais velho ainda....

  12. #12
    Usuário Avatar de Sukys
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    Errou por vinte, Lessie foi um seriado dos anos sessenta!

    tem nada não, a gente releva lapsos de memória dos integrantes mais velhinhos...

    Abraços,

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