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  • JEEP EXPERIENCE JALAPÃO - TO

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    A Jeep convidou nós do 4x4 Brasil, para uma experiência a bordo do Jeep Compass e Renegade pelo parque do Jalapão em Tocantins. Para os que dizem que o Renegade e o Compass não são veículos off road, está aqui a prova que são sim e surpreendem positivamente. Espero conseguir levá-los comigo nesta aventura de aproximadamente 800 km nesse texto.

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    A cidade base é Palmas-TO para a chegada e saída. Partimos as 7:30 da manhã para o Jalapão e nossa primeira parada para abastecer foi em Novo Acordo, pequena cidade, que fica apenas a 130km com acesso por rodovia asfaltada. O tanque do Jeep Compass Trailhank ainda estava quase cheio quando paramos, mas para o Jalapão uma das regras é: 'abasteça sempre que puder' pois as chances de encontrar postos de combustíveis são pequenas. Logo após o abastecimento nosso caminho do dia seria em estrada de terra e areião por mais 270km onde completaria o roteiro programado para aquele primeiro dia.

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    70km à frente avistamos o Morro Vermelho, nome dado pela cor da terra na área, neste ponto apenas contemplação da vista, aliás, vários pontos contemplativos no Jalapão. A próxima parada foi na Cachoeira da Formiga, que apesar de ser pequena, a queda tem grande volume de água e forma um poço cristalino em meio a árvores, samambaias e palmeiras naturais. Perfeita para mergulhar e nadar por conta da deliciosa temperatura fresca e não gelada como costumam ser as cachoeiras.

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    Depois do refresco natural fomos para uma experiência espetacular criada pelos Deuses, o Fervedouro: Em meio à vegetação fechada e repleta de bananeiras, fica o mais famoso poço de águas transparentes - na verdade, a nascente de um rio subterrâneo. O fenômeno da ressurgência (a água brota no solo da areia finíssima, com grande pressão) impede que as pessoas afundem. Há vários fervedouros no Jalapão, sendo o do Ceiça, em Mateiros, o mais encantador. Experiência imperdível e inesquecível.

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    A viagem para chegar nestes lugares mágicos já teria valido a pena se terminasse aqui, inclusive incluo-a condução com o Compass por estradas de camadas densas e fundas de areia fina e solta. Mas a Jeep e o Jalapão nos reservaram ainda mais aventura. Estávamos num comboio com dois Jeep Wrangler de apoio que foram de fato usados apenas para desatolar dois carros, que por descuido dos condutores atolaram na areia. Como o cenário natural é riquíssimo, fica fácil nos perdermos do traçado.
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    O comboio para experiência dos convidados foi composto por 7 Renegades e 7 Compass, todos diesel e 4x4, mas em versões variadas. O comportamento dos carros foi simplesmente excepcional, digno da marca Jeep. O areião não foi capaz de segurar o comboio que parte das vezes rodou no modo 'sand' (areia) e na maioria do tempo foi tranqüilo no modo 'automático'. Informação importante é que nenhum deles recebeu qualquer tipo de preparação para este evento, todos estavam como saem de fábrica; nem todos eram Trailhank, mas tiveram desempenho satisfatório igualmente e por último, nem todos condutores tinham experiência no offroad. E é neste quesito que mora o perigo.

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    A última atração do dia foi no vilarejo do Mumbuca, povoado quilombola, conhecidos na região pela alegria de receber, mas também conhecidos mundialmente pelos belíssimos artesanatos confeccionado com o capim dourado que já viajou o mundo inteiro, inclusive em nosso grupo, algumas peças iriam para Peru, Colômbia e Paraguai. Fruto das veredas do Jalapão, o capim dourado acabou sendo a maior contribuição financeira para a comunidade quilombola de Mumbuca e Mateiros. Lá você pode encontrar bolsas, brincos, pulseiras, chapéus, mandalas, filtro dos sonhos, cestas e etc... Longe de ser um pequeno ponto de venda, onde se para, compra e vai embora com o objeto, Mumbuca te faz sentir-se em família, uma grande família. Todos conversam, interagindo curiosamente com o grupo e no final, fizeram uma linda canção recitando belas poesias tradicionais desde à época de dona Miúda, a 'grande' percussora da arte do capim dourado. Mateiros foi nosso ponto de descanso e alimentação para começar cedo o segundo dia de aventura.

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    No dia seguinte, todos animados para os próximos destinos e 30 km após a partida foi a primeira parada: Dunas Douradas. Quando soube, imaginei que dirigiríamos sobre as enormes dunas, subindo e descendo, só que não. Não é permitido nem mesmo subir a pé, por questões de preservação. Uma única trilha dá acesso ao topo para a contemplação da vista exuberante das veredas com um oásis de cair o queixo. Os enormes bancos de areia alaranjada e dourada chegam a 40 metros de altura, são contornadas pela Serra do Espírito Santo e cortadas por um riacho que fornece vida que brota o verde mais verde do serrado. O acesso é controlado e a melhor vista deve ser o por do sol de um lado e o nascer da lua do outro, quando cheia. Quase conseguimos isso, pois estávamos na véspera da lua cheia, mas o nosso cronograma de horário não permitiu.

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    As estradas de circulação do Jalapão são quase que predominante o 'areião' e próximo as dunas, mais ainda em virtude da grande movimentação causada pelos ventos, ou seja, a profundidade da areia fofa na estrada muda a todo tempo. Rodar pelas estradas do Jalapão é muito interessante, quase não se cruza pessoas, animais ou carros, lembrando que nossa visita foi no início da semana (terça e quarta-feira) e o movimento turístico deve acontecer mais aos finais de semana. Bancos de areia escondem grandes pedras ou buracos, portanto, é fundamental estar atento para tentar evitar estragar o passeio.

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    A última parada fechou com chave de ouro nossa experiência, Prainha e Cachoeira da Velha.
    Prainha da vontade de passar o dia todo e o nome já diz tudo, só que ao invés do mar, rio e das ondas, correnteza, mas a areia branquinha esta lá. Cachoeira da Velha é linda, enorme e contemplativa. Um longo deck de madeira te leva próximo as cascatas. Pela forte correnteza não é permitido o banho, mas a contemplação já é mais que suficiente. Não se esqueça de passar repelente e protetor antes de chegar lá, pois se protegido, dá para permanecer tranqüilamente próximo a água, onde é o melhor lugar para agradecer a seu Deus por estar ali.

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    Importante lembrar que graças a Jeep pude conhecer este lugar gigante por natureza, o que sou grato! Se você possuir ou vier a possuir um Jeep, poderá também ter o privilégio de curtir o Jalapão.

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    Texto: Flávio Verna
    Imagens: Flávio Verna e Divulgação.